Estou no avião, no trecho cidade do Panamá – São Paulo. Até agora não cai a ficha que eu to voltando pra casa. Que é dia 4 de agosto e passaram seis meses desde a última vez que eu fui na cidade do Panamá. Na saída de NYC tinha uma lua inacreditável. Foi a despedida perfeita pro lugar que eu sempre vou ter as melhores recordações. Quase que “caiu um cisco no meu olho” até, mas eu tava com tanto sono que nem chorei. Dormi legal no vôo pra panamá city, mas agora to mais ansiosa. Agora quero chegar logo. Tomara que dê tudo certo com as bagagens e que eu consiga pegar a minha conexão direitinho. O rango não tava dos melhores, um risotinho de frango, mas eu tava morrendo de fome. Tomei um vinhozinho no almoço só pra relaxar e ver se eu consigo dormir mais um pouquinho. Quanto mais eu dormir, mais rápido parece que passa. E agora já não agüento mais esperar.
E foi tudo que eu escrevi no voo. Tava muito mais tranquila nesse voo do que na ida. Tomei um copo de vinho no almoço e dormi bem umas duas, três horas. A correria que eu tava preocupada em São Paulo foi tranquila. Não me pararam na alfândega, corri pra fazer o check-in pro voo pra Porto Alegre, mas deu tudo certinho. E é nessas horas que tu realiza que tu tá no Brasil. Tudo atrasa, pessoas querendo furar a fila, a mesma velha bagunça de sempre. No voo pra Porto Alegre ofereceram guaraná e pão com requeijão! Eu não queria mais nada! Seis meses sem requeijão cremoso e sem guaraná. Tava ansiosa, olhando pela janelinha. Quando eu vi aquelas luzinhas. Meia duzia comparadas com NYC. Os prédios pequenos, cidade pequena, tudo tão pequeno. Será que eu vou me acostumar? Mas ao mesmo tempo eu pensei. Não importa pra onde que eu vá, quanto tempo eu fique longe, é pra cá que eu vou sempre voltar.
Fui a primeira a descer do avião. Desci e queria ver quem tava lá. E lá tava meu dindo, o Fábio e a minha mãe. Já tinha visto eles há horas, mas só depois eles me abanaram. Esperei as malas que demoraram um pouco. E depois reencontrei meu pai, minha madrasta, minha mae, meu padrasto meus sogros meu dindo e o Gus. As pessoas da minha família parecia que eu tinha visto no dia anterior. Todos iguais, muito esquisito. E era meu aniversário, né? Ninguém se lembrava! A cidade que eu achava que ia tá muito diferente, mas tá praticamente igual. A minha casa encolheu! Eu lembrava de ser maior. To meio sem noção de dinheiro. Fui no caixa eletrônico e tive que colocar 20 senhas diferentes, passar o cartão 32 vezes e pra tirar quanto? 50 reais tá bom? Sei lá! No dia do aniver fiquei com minha família e comi churrasco. Que saudade! No outro dia fui na UFRGS pegar meu diploma. Tenho que dar rumo pra minha vida. As comidas todas estão muito gostosas (acho até que já engordei um pouquinho). Tá tudo igual, mas diferente. Não consegui ver muito das minhas amigas, mas já estamos providenciando isso pra logo.
É bom estar de volta, o balanço da viagem é bem positivo, mas é bom dormir na minha cama e ver as pessoas falando português nos ônibus, mas tem que se cuidar no que fala porque agora todo mundo entende. Quero tocar minha vida, vida nova daqui pra frente, e a vida nova não inclui o blog. Hoje é o último post, ele será aposentado. Cansei de contar as coisas por aqui, quero contar tudo pessoalmente pras pessoas, ligar, encontrar na rua por acaso, chega de tecnologias e internet. O blog foi muito bacana, mas agora ele perde o sentido. Não digo nunca mais porque a gente nunca sabe. Digo que hoje ele se aposenta, mas, quem sabe um dia ele volta pra provar que o resto ainda não está escrito.
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Gaby!
ResponderExcluirFoi muito bom te acompanhar todo este tempo por aqui, vou sentir saudades... mas por um lado é bom, pois já estava uma verdadeira escrava do blog...hehehe.
Todo o sucesso do mundo neste novo recomeço!!!!
Beijão...
Gabex, sensacional...
ResponderExcluirPessoalmente é muitooooooo melhor!
Beijos
Eu tb vou sentir saudades dessa "novelinha", mas adoro ligar pra tua casa e tu atender, é muito gostoso e surpreendente :D. Te amo, valeu por tudo!!
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