Estou no avião, no trecho cidade do Panamá – São Paulo. Até agora não cai a ficha que eu to voltando pra casa. Que é dia 4 de agosto e passaram seis meses desde a última vez que eu fui na cidade do Panamá. Na saída de NYC tinha uma lua inacreditável. Foi a despedida perfeita pro lugar que eu sempre vou ter as melhores recordações. Quase que “caiu um cisco no meu olho” até, mas eu tava com tanto sono que nem chorei. Dormi legal no vôo pra panamá city, mas agora to mais ansiosa. Agora quero chegar logo. Tomara que dê tudo certo com as bagagens e que eu consiga pegar a minha conexão direitinho. O rango não tava dos melhores, um risotinho de frango, mas eu tava morrendo de fome. Tomei um vinhozinho no almoço só pra relaxar e ver se eu consigo dormir mais um pouquinho. Quanto mais eu dormir, mais rápido parece que passa. E agora já não agüento mais esperar.
E foi tudo que eu escrevi no voo. Tava muito mais tranquila nesse voo do que na ida. Tomei um copo de vinho no almoço e dormi bem umas duas, três horas. A correria que eu tava preocupada em São Paulo foi tranquila. Não me pararam na alfândega, corri pra fazer o check-in pro voo pra Porto Alegre, mas deu tudo certinho. E é nessas horas que tu realiza que tu tá no Brasil. Tudo atrasa, pessoas querendo furar a fila, a mesma velha bagunça de sempre. No voo pra Porto Alegre ofereceram guaraná e pão com requeijão! Eu não queria mais nada! Seis meses sem requeijão cremoso e sem guaraná. Tava ansiosa, olhando pela janelinha. Quando eu vi aquelas luzinhas. Meia duzia comparadas com NYC. Os prédios pequenos, cidade pequena, tudo tão pequeno. Será que eu vou me acostumar? Mas ao mesmo tempo eu pensei. Não importa pra onde que eu vá, quanto tempo eu fique longe, é pra cá que eu vou sempre voltar.
Fui a primeira a descer do avião. Desci e queria ver quem tava lá. E lá tava meu dindo, o Fábio e a minha mãe. Já tinha visto eles há horas, mas só depois eles me abanaram. Esperei as malas que demoraram um pouco. E depois reencontrei meu pai, minha madrasta, minha mae, meu padrasto meus sogros meu dindo e o Gus. As pessoas da minha família parecia que eu tinha visto no dia anterior. Todos iguais, muito esquisito. E era meu aniversário, né? Ninguém se lembrava! A cidade que eu achava que ia tá muito diferente, mas tá praticamente igual. A minha casa encolheu! Eu lembrava de ser maior. To meio sem noção de dinheiro. Fui no caixa eletrônico e tive que colocar 20 senhas diferentes, passar o cartão 32 vezes e pra tirar quanto? 50 reais tá bom? Sei lá! No dia do aniver fiquei com minha família e comi churrasco. Que saudade! No outro dia fui na UFRGS pegar meu diploma. Tenho que dar rumo pra minha vida. As comidas todas estão muito gostosas (acho até que já engordei um pouquinho). Tá tudo igual, mas diferente. Não consegui ver muito das minhas amigas, mas já estamos providenciando isso pra logo.
É bom estar de volta, o balanço da viagem é bem positivo, mas é bom dormir na minha cama e ver as pessoas falando português nos ônibus, mas tem que se cuidar no que fala porque agora todo mundo entende. Quero tocar minha vida, vida nova daqui pra frente, e a vida nova não inclui o blog. Hoje é o último post, ele será aposentado. Cansei de contar as coisas por aqui, quero contar tudo pessoalmente pras pessoas, ligar, encontrar na rua por acaso, chega de tecnologias e internet. O blog foi muito bacana, mas agora ele perde o sentido. Não digo nunca mais porque a gente nunca sabe. Digo que hoje ele se aposenta, mas, quem sabe um dia ele volta pra provar que o resto ainda não está escrito.
domingo, 9 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
o último dia
Ontem tava chovendo por aqui. Nos finais de semana, os metros mudam o trajeto e eu não sabia. Peguei 3 metros pra ir no Museu de História Natural e nenhum me deixou onde eu queria. Desci onde consegui e caminhei da rua 59 a 81, mas nessa hora ainda não tava chovendo. Uma fila imensa pra comprar o ingresso e eu finalmente entro no museu. O museu é péssimo. Eu gosto de museu de arte e lá tem uns animais empalhados e umas coisas de dinossauro. Um saco. Fiquei muito indignada de ter caminhado tudo e chegado lá e não gostado. E o pior que todo mundo gosta. O lugar é gigante, mas eu passei uma hora lá e pra mim foi além do suficiente. Sai de lá tava a maior chuva do mundo e a fila pra entrar no museu, maior ainda. Tentei um taxi, mas é claro que não deu. Pra ir no museu metropolitano tinha que atravessar o central park, dai fui caminhando, na chuva, mas era melhor do que ficar parada esperando o taxi. Eu me molhei igual. Cheguei no metropolitan museum decidida: se tiver fila grande eu volto pra casa. A fila tava bem aceitável. O preço sugerido dos museus era 12,50 pra estudante e 20 respectivamente. Eu paguei 5 dolares em cada. Tá de ótimo tamanho. O primeiro foi dinheiro colocado fora, mas o segundo. O metropolitan museum tá competindo com o MoMA entre os melhores que eu já fui na vida. Mas ainda acho o MoMA melhor. No metropolitan eles recriam peças de casas dos anos 1800. Nossa é lindo. Perfeito. Eu andava pelas salas devagarinho porque parecia que era uma casa de verdade a qualquer momento o dono da casa ia acordar e ver que eu tava ali. Muito bacana.
Hoje, segunda acordei cedo e fui correr no central park. Eu que sempre sinto dor nas orelhas quando corro na rua, não senti nada. Senti só a endorfina no meu sangue e a gratidão de ter a oportunidade de viver tudo isso. Depois fui no museu de cera. Caro, mas animal de bom. Tirei umas cem fotos. Eles tem o Pelé e o Airton Senna lá. Michael Jackson, Obama, os Backstreet boys e o Leonardo DiCaprio, meus sonhos de adolescência! Dentro do museu, tem uma parte que é um túnel do terror, tem um monte de ator tentando te assustar, mas tinha um que mexia na ponta do meu cabelo, que só de lembrar me dá arrepios! Morri de medo, mas fui. Depois do museu, fui almoçar no Saho, um bairro chique bem downtown. A gente foi num restaurantezinho australiano muito bacana. Comida deliciosa, saudável e nada de absurdo de caro. Dividi com a minha amiga um hamburguer e uma salada. Super gostoso mesmo. Depois passei por umas lojinhas que tinha algumas coisas não muito absurdas pra comprar. Mas voltei pra casa logo porque tava calor demais e eu tava com uma dorzinha de cabeça. No caminho comprei flores pra minha amiga em agradecimento por ela ter me hospedado todo esse tempo.
Um comentário que eu quero fazer é sobre a moda por aqui. Óculos com armação tipo do super homem, largas e quadradas estão em alta, todo mundo usa. Outra coisa são as saias curtíssimas e a cintura alta. Daqui há alguns dias isso vai tá com tudo no Brasil. Depois me digam se eu não estava certa.
E começa a bater a depressão pós NYC. Aqui é tudo tão bacana, tão legal, essa cidade é tão bonita, tem sempre tanta coisa legal pra fazer. Voltar pra realidade é sempre difícil. Da outra vez que eu vim, quando eu voltei pra Rochester eu senti isso também. Mas agora eu to voltando pra casa, ta todo mundo ansioso me esperando, eu risquei os dias do calendário por seis meses pra que esse dia chegasse, e agora eu to com depressão pós NYC? É uma sensação muito esquisita, mas eu acredito que assim que eu vir todo mundo de novo, isso tudo vai passar, vou me sentir em casa de novo e feliz. Devo escrever alguma coisa do avião (ajuda a passar o tempo), mas provavelmente minhas próximas palavras serão diretamente de Porto Alegre! Eu to voltando pra casa. E a minha ficha insiste em não cair. Que eu viaje com Deus.
Hoje, segunda acordei cedo e fui correr no central park. Eu que sempre sinto dor nas orelhas quando corro na rua, não senti nada. Senti só a endorfina no meu sangue e a gratidão de ter a oportunidade de viver tudo isso. Depois fui no museu de cera. Caro, mas animal de bom. Tirei umas cem fotos. Eles tem o Pelé e o Airton Senna lá. Michael Jackson, Obama, os Backstreet boys e o Leonardo DiCaprio, meus sonhos de adolescência! Dentro do museu, tem uma parte que é um túnel do terror, tem um monte de ator tentando te assustar, mas tinha um que mexia na ponta do meu cabelo, que só de lembrar me dá arrepios! Morri de medo, mas fui. Depois do museu, fui almoçar no Saho, um bairro chique bem downtown. A gente foi num restaurantezinho australiano muito bacana. Comida deliciosa, saudável e nada de absurdo de caro. Dividi com a minha amiga um hamburguer e uma salada. Super gostoso mesmo. Depois passei por umas lojinhas que tinha algumas coisas não muito absurdas pra comprar. Mas voltei pra casa logo porque tava calor demais e eu tava com uma dorzinha de cabeça. No caminho comprei flores pra minha amiga em agradecimento por ela ter me hospedado todo esse tempo.
Um comentário que eu quero fazer é sobre a moda por aqui. Óculos com armação tipo do super homem, largas e quadradas estão em alta, todo mundo usa. Outra coisa são as saias curtíssimas e a cintura alta. Daqui há alguns dias isso vai tá com tudo no Brasil. Depois me digam se eu não estava certa.
E começa a bater a depressão pós NYC. Aqui é tudo tão bacana, tão legal, essa cidade é tão bonita, tem sempre tanta coisa legal pra fazer. Voltar pra realidade é sempre difícil. Da outra vez que eu vim, quando eu voltei pra Rochester eu senti isso também. Mas agora eu to voltando pra casa, ta todo mundo ansioso me esperando, eu risquei os dias do calendário por seis meses pra que esse dia chegasse, e agora eu to com depressão pós NYC? É uma sensação muito esquisita, mas eu acredito que assim que eu vir todo mundo de novo, isso tudo vai passar, vou me sentir em casa de novo e feliz. Devo escrever alguma coisa do avião (ajuda a passar o tempo), mas provavelmente minhas próximas palavras serão diretamente de Porto Alegre! Eu to voltando pra casa. E a minha ficha insiste em não cair. Que eu viaje com Deus.
sábado, 1 de agosto de 2009
24 horas em Nova York
Depois de mais de 8 horas num ônibus péssimo, sem cinto de segurança nos bancos, sem lugares marcados e com malas sem nenhuma identificação (cada um pega a sua, sem ter que provas que é a sua) o ônibus passa por baixo de umas 4 pontes, quando passa por baixo da última, lá aparece ela: Nova York! Linda, uma emoção a cidade toda na tua frente de repente. A cidade tem uma cor cinza, rosa e bege que só existe aqui, eu nunca vi igual. E junto com tudo isso, engarrafamento, tudo parado! Buzina, taxis amarelos, gente, muita gente, trânsito enlouquecido, uma delícia! O ônibus parava em duas estações aqui, na primeira eu vi que tava em Manhattan, e decidi descer ali mesmo, pegar minhas malas mega pesadas sozinhas e tentar um taxi no meio dessa muvuca. Eu achei que não ia conseguir, mas graças à Deus, tudo certo. Cheguei e fui com a minha amiga e os amigos dela jantar sushi e depois uma baladinha! Sensacional! Músicas bacanas, bebida liberada, pessoal bacana tudo ótimo! Na nossa volta pra casa, momentos de tensão! Fomos parados pelos policiais. O motorista que tava nos dando carona fez um retorno errado e eles nos pararam. Cara, que tensão. Mas pra ver como a gente tava mesmo bem tranquilo, o seu policial não nos deu nem multa, deixou a gente seguir na boa.
Acordei super cedo porque tomei energético ontem a noite, e cafeína pra mim não presta. Tentei dormir mais, mas não deu. Sai pra rua pra fazer o que desse na telha. Nada programado. Eu só precisava comprar o cartão do metro (ta mais caro agora: 27 dolares pra uma semana) e precisava de um mapa! Sai daqui e fui procurar a estação de metro mais perto daqui. Eu me lembrava mais ou menos, mas quando eu tava com o Gus eu nunca prestava tanta atenção assim. Dai achei a estação, comprei o cartão, e ganhei o mapa. Sai da estação e fui no dunkin dunuts comer alguma coisa e tentar me achar naquele mapa. Demorou um pouquinho, mas consegui. Daí decidi que eu ia pra Chinatown, ver porcarias para comprar. Desci do metro e vi que era também a estação da ponte do Brooklin, na verdade era só a estação do Brooklin, porque a estação de Chinatown era outra. Mas enfim, caminhei que nem uma doida pra ir na ponte. E é uma ponte. Nada de mais. Dai eu também vi que os World Trade Center era por ali também. Fui lá, claro. Nossa, uma energia bem ruim. Tem um sino que eles colocaram agora bem na frente numa capela que tem eles chamaram de sino da esperança, tem uns túmulos antigos bem na frente também. Tá bem mórbido o lugar. Tirei umas fotos, mas não fiquei muito. Peguei outro metro pra ir finalmente pra Chinatown. Que muvuca! Minha nossa. O dia tava lindo aqui hoje, ensolarado e calor (devia tá uns 30ºC) e tinha gente pra tudo quanto era lado! Minha nossa, quanta gente e quanta porcaria. É muito camelô! Muito péssimo. Sai de lá pra ir pro central park,mas dai resolvi descer uma estação antes pra ir na Times square de novo. Nossa, que massa. Agora as ruas ficam fechadas pros carros, as pessoas podem caminhar nas ruas, o que ficou muito melhor. Tem gente que até senta no meio da rua em cadeiras de praia e fica lá, só curtindo a paisagem. Muita coisa bizarra, tem o naked cowboy, que é um cara só de cueca que fica tocando violão lá e as mulheres pedem pra tirar foto com ele e ele aperta a bunda delas, e elas apertam a dele. Bem coisa de americano. Tem uma galera vendendo a camisinha do Obama. É uma camisinha, mas tem a cara do Obama na caixinha. Depois disso, fui pro Central park. Estava abarrotado de gente. O parque é enorme, eu não sei como conseguiu tá tão cheio, mas tava cheio. Eu sentei um pouco, ouvi um pouco dos caras que tocam sax ou jazz por uns trocados, fui pra parte onde o pessoal vai de biquini e fica lá tomando sol ou jogando futebol americano, basebol, frisbee, vi um pessoal andando de patins e dançando umas músicas animadas. É muito bacana, e todos aqueles sotaques diferentes, muito italiano, francês e espanhol. Muita gente muito diferente e ninguém nem ai pra ninguém. Muito bacana mesmo.
Voltei pra casa podre, queimada do sol e com um vago pensamento de ir correr no parque. Mas tudo indica que eu vou correr amanhã de manhã. To podre de cansada, de feliz e de vontade de ficar mais uns diazinhos por aqui.
Amanhã a programação é cultural. Museu de história natural, Metropolitan Museum e museu de cera e mais tudo que aparecer. To craque no metro agora, topo todas!
Acordei super cedo porque tomei energético ontem a noite, e cafeína pra mim não presta. Tentei dormir mais, mas não deu. Sai pra rua pra fazer o que desse na telha. Nada programado. Eu só precisava comprar o cartão do metro (ta mais caro agora: 27 dolares pra uma semana) e precisava de um mapa! Sai daqui e fui procurar a estação de metro mais perto daqui. Eu me lembrava mais ou menos, mas quando eu tava com o Gus eu nunca prestava tanta atenção assim. Dai achei a estação, comprei o cartão, e ganhei o mapa. Sai da estação e fui no dunkin dunuts comer alguma coisa e tentar me achar naquele mapa. Demorou um pouquinho, mas consegui. Daí decidi que eu ia pra Chinatown, ver porcarias para comprar. Desci do metro e vi que era também a estação da ponte do Brooklin, na verdade era só a estação do Brooklin, porque a estação de Chinatown era outra. Mas enfim, caminhei que nem uma doida pra ir na ponte. E é uma ponte. Nada de mais. Dai eu também vi que os World Trade Center era por ali também. Fui lá, claro. Nossa, uma energia bem ruim. Tem um sino que eles colocaram agora bem na frente numa capela que tem eles chamaram de sino da esperança, tem uns túmulos antigos bem na frente também. Tá bem mórbido o lugar. Tirei umas fotos, mas não fiquei muito. Peguei outro metro pra ir finalmente pra Chinatown. Que muvuca! Minha nossa. O dia tava lindo aqui hoje, ensolarado e calor (devia tá uns 30ºC) e tinha gente pra tudo quanto era lado! Minha nossa, quanta gente e quanta porcaria. É muito camelô! Muito péssimo. Sai de lá pra ir pro central park,mas dai resolvi descer uma estação antes pra ir na Times square de novo. Nossa, que massa. Agora as ruas ficam fechadas pros carros, as pessoas podem caminhar nas ruas, o que ficou muito melhor. Tem gente que até senta no meio da rua em cadeiras de praia e fica lá, só curtindo a paisagem. Muita coisa bizarra, tem o naked cowboy, que é um cara só de cueca que fica tocando violão lá e as mulheres pedem pra tirar foto com ele e ele aperta a bunda delas, e elas apertam a dele. Bem coisa de americano. Tem uma galera vendendo a camisinha do Obama. É uma camisinha, mas tem a cara do Obama na caixinha. Depois disso, fui pro Central park. Estava abarrotado de gente. O parque é enorme, eu não sei como conseguiu tá tão cheio, mas tava cheio. Eu sentei um pouco, ouvi um pouco dos caras que tocam sax ou jazz por uns trocados, fui pra parte onde o pessoal vai de biquini e fica lá tomando sol ou jogando futebol americano, basebol, frisbee, vi um pessoal andando de patins e dançando umas músicas animadas. É muito bacana, e todos aqueles sotaques diferentes, muito italiano, francês e espanhol. Muita gente muito diferente e ninguém nem ai pra ninguém. Muito bacana mesmo.
Voltei pra casa podre, queimada do sol e com um vago pensamento de ir correr no parque. Mas tudo indica que eu vou correr amanhã de manhã. To podre de cansada, de feliz e de vontade de ficar mais uns diazinhos por aqui.
Amanhã a programação é cultural. Museu de história natural, Metropolitan Museum e museu de cera e mais tudo que aparecer. To craque no metro agora, topo todas!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
malas prontas
A minha ficha não está caindo. Eu tenho duas malas abarrotadas, um quarto vazio, e meu cérebro não processa que eu estou indo embora.
Arrumei tudo. Tive que deixar só um jogo de lençóis que se eu me esforçasse ainda mais um pouco acho que ainda fazia caber.
Hoje, depois entregar todos os formulários e deixar tudo completamente encerrado, eu volto pra casa caminhando, sabendo que muito provavelmente eu não vá ver aquelas pessoas nunca mais na minha vida. Foi um caminho meio poético. Dia ensolarado, só eu caminhando, o barulho só dos passarinhos, bem coisa de filme, quando tudo acaba e a pessoa segue o seu caminho. Eu to muito feliz, meu coração cada vez mais tranquilo, mas ainda não realizando que eu to indo pra casa. Não parece também que eu vou ficar. Não parece nada. É uma sensação estranha. Não é ruim, só é estranho.
Hoje a noite tem a minha despedida. Vou com o pessoal que eu conheci num restaurantezinho que eu gosto aqui perto. Não posso deixar de comer a sobremesa de lá. Bolo de chocolate com chocolate derretido dentro e sorvete por cima. Uma delícia!
Arrumei tudo. Tive que deixar só um jogo de lençóis que se eu me esforçasse ainda mais um pouco acho que ainda fazia caber.
Hoje, depois entregar todos os formulários e deixar tudo completamente encerrado, eu volto pra casa caminhando, sabendo que muito provavelmente eu não vá ver aquelas pessoas nunca mais na minha vida. Foi um caminho meio poético. Dia ensolarado, só eu caminhando, o barulho só dos passarinhos, bem coisa de filme, quando tudo acaba e a pessoa segue o seu caminho. Eu to muito feliz, meu coração cada vez mais tranquilo, mas ainda não realizando que eu to indo pra casa. Não parece também que eu vou ficar. Não parece nada. É uma sensação estranha. Não é ruim, só é estranho.
Hoje a noite tem a minha despedida. Vou com o pessoal que eu conheci num restaurantezinho que eu gosto aqui perto. Não posso deixar de comer a sobremesa de lá. Bolo de chocolate com chocolate derretido dentro e sorvete por cima. Uma delícia!
terça-feira, 28 de julho de 2009
arrumando as malas
Hoje arrumei mais umas coisas que faltavam. Pesei as malas. Acho que vai dar pra levar tudo que eu trouxe. Não vou deixar nada pra trás. Sem mais novidades só ansiosa pra voltar e ver todo mundo.
domingo, 26 de julho de 2009
o último final de semana em Rochester
Final de semana de despedidas. Meus amigos coreanos me fizeram um jantar com uma comida típica coreana que dizem que dá energia , combustível para o futuro. Era uma espécie de polenta de arroz com galinha. Tudo cozinha na mesma panela e cozinha por várias horas. Bem gostoso, parece com a canjiquinha da minha avó. Hoje foi dia do casal que nos dá carona pra igreja preparar um jantar pra mim. Bem gostoso também. Frango com um molho mais parecido com estrogonofe, arroz e salada. Comida de verdade, delícia!
Amanhã vou começar a organizar as coisas mais definitivamente. Parece mentira que semana que vem eu to chegando em casa. Eu falo isso pras pessoas e não parece real! To muito feliz!
Amanhã vou começar a organizar as coisas mais definitivamente. Parece mentira que semana que vem eu to chegando em casa. Eu falo isso pras pessoas e não parece real! To muito feliz!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
aniversários
Pois então. Minha estada no lab acabou mais cedo. Não aguentei a pressão e roí a corda. Foi uma decisão difícil (a mais difícil até hoje, eu diria), mas eu cheguei no meu limite e achei importante respeitar isso. Tudo que eu queria era aguentar essa última semana. Mas acredite em mim, eu não conseguia. De repente as pessoas vão pensar: "Mas na última semana? Por que não aguentou mais um pouquinho?" Isso que eu pensaria 5 meses e meio atrás, mas hoje eu aprendi a não julgar (pelo menos não tanto) as pessoas. Tem um provérbio dos índios Sioux no orkut da Gabi que diz assim: "Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias". Eu sempre gostei muito desse provérbio. Eu nem queria comentar sobre isso aqui, mas como eu pedi pras pessoas rezarem, queria avisar que elas podem direcionar as suas orações pra outras coisas. Muito obrigada pelas energias positivas e fiquem sabendo que agora eu estou muito melhor. Vamos pro próximo parágrafo?
Hoje é dia de três aniversários. O primeiro é meu aniversário de casa nova. 3 anos que eu me mudei. E que saudade da minha casa! É gelada no inverno (não gosto nem de imaginar como ela estaria nesses friozão que tá tendo por aí), quente no verão, mas é onde eu gosto de ficar.
O segundo aniversário é da Marcia Ma. Eu quero dizer que eu acho um charme o jeito que tu escreve com todas as letras minúsculas. Antes mesmo de saber isso eu já te copiava na agenda do celular e nos títulos dos posts. Deve ser coisa de leonina! Eu também quero dizer que admiro tua inteligência e bom humor. Viva a patifaria! Um beijo grande, feliz aniversário!
O terceiro aniversariante do dia é sensacional, eu diria. O colorado mais indignado com a venda do Nilmar e o mais novo viciado em twitter. Quero dizer que eu morro de saudade no feijãozinho que só ele sabe fazer e que não vejo a hora da gente se juntar de novo pra ver aqueles filmes de terror "louça" que só ele tem paciência de assistir comigo. Fábio, um beijo grande, tudo de bom e muita saúde e felicidade.
E foi dada a largada pro último final de semana em Rochester. Tem umas despedidazinhas por aí, e vou ver se arrumo um pouco mais as minhas coisas.
Aguenta o frio aí gaúchada! Não congela antes de eu chegar, por favor!
Hoje é dia de três aniversários. O primeiro é meu aniversário de casa nova. 3 anos que eu me mudei. E que saudade da minha casa! É gelada no inverno (não gosto nem de imaginar como ela estaria nesses friozão que tá tendo por aí), quente no verão, mas é onde eu gosto de ficar.
O segundo aniversário é da Marcia Ma. Eu quero dizer que eu acho um charme o jeito que tu escreve com todas as letras minúsculas. Antes mesmo de saber isso eu já te copiava na agenda do celular e nos títulos dos posts. Deve ser coisa de leonina! Eu também quero dizer que admiro tua inteligência e bom humor. Viva a patifaria! Um beijo grande, feliz aniversário!
O terceiro aniversariante do dia é sensacional, eu diria. O colorado mais indignado com a venda do Nilmar e o mais novo viciado em twitter. Quero dizer que eu morro de saudade no feijãozinho que só ele sabe fazer e que não vejo a hora da gente se juntar de novo pra ver aqueles filmes de terror "louça" que só ele tem paciência de assistir comigo. Fábio, um beijo grande, tudo de bom e muita saúde e felicidade.
E foi dada a largada pro último final de semana em Rochester. Tem umas despedidazinhas por aí, e vou ver se arrumo um pouco mais as minhas coisas.
Aguenta o frio aí gaúchada! Não congela antes de eu chegar, por favor!
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