Estou no avião, no trecho cidade do Panamá – São Paulo. Até agora não cai a ficha que eu to voltando pra casa. Que é dia 4 de agosto e passaram seis meses desde a última vez que eu fui na cidade do Panamá. Na saída de NYC tinha uma lua inacreditável. Foi a despedida perfeita pro lugar que eu sempre vou ter as melhores recordações. Quase que “caiu um cisco no meu olho” até, mas eu tava com tanto sono que nem chorei. Dormi legal no vôo pra panamá city, mas agora to mais ansiosa. Agora quero chegar logo. Tomara que dê tudo certo com as bagagens e que eu consiga pegar a minha conexão direitinho. O rango não tava dos melhores, um risotinho de frango, mas eu tava morrendo de fome. Tomei um vinhozinho no almoço só pra relaxar e ver se eu consigo dormir mais um pouquinho. Quanto mais eu dormir, mais rápido parece que passa. E agora já não agüento mais esperar.
E foi tudo que eu escrevi no voo. Tava muito mais tranquila nesse voo do que na ida. Tomei um copo de vinho no almoço e dormi bem umas duas, três horas. A correria que eu tava preocupada em São Paulo foi tranquila. Não me pararam na alfândega, corri pra fazer o check-in pro voo pra Porto Alegre, mas deu tudo certinho. E é nessas horas que tu realiza que tu tá no Brasil. Tudo atrasa, pessoas querendo furar a fila, a mesma velha bagunça de sempre. No voo pra Porto Alegre ofereceram guaraná e pão com requeijão! Eu não queria mais nada! Seis meses sem requeijão cremoso e sem guaraná. Tava ansiosa, olhando pela janelinha. Quando eu vi aquelas luzinhas. Meia duzia comparadas com NYC. Os prédios pequenos, cidade pequena, tudo tão pequeno. Será que eu vou me acostumar? Mas ao mesmo tempo eu pensei. Não importa pra onde que eu vá, quanto tempo eu fique longe, é pra cá que eu vou sempre voltar.
Fui a primeira a descer do avião. Desci e queria ver quem tava lá. E lá tava meu dindo, o Fábio e a minha mãe. Já tinha visto eles há horas, mas só depois eles me abanaram. Esperei as malas que demoraram um pouco. E depois reencontrei meu pai, minha madrasta, minha mae, meu padrasto meus sogros meu dindo e o Gus. As pessoas da minha família parecia que eu tinha visto no dia anterior. Todos iguais, muito esquisito. E era meu aniversário, né? Ninguém se lembrava! A cidade que eu achava que ia tá muito diferente, mas tá praticamente igual. A minha casa encolheu! Eu lembrava de ser maior. To meio sem noção de dinheiro. Fui no caixa eletrônico e tive que colocar 20 senhas diferentes, passar o cartão 32 vezes e pra tirar quanto? 50 reais tá bom? Sei lá! No dia do aniver fiquei com minha família e comi churrasco. Que saudade! No outro dia fui na UFRGS pegar meu diploma. Tenho que dar rumo pra minha vida. As comidas todas estão muito gostosas (acho até que já engordei um pouquinho). Tá tudo igual, mas diferente. Não consegui ver muito das minhas amigas, mas já estamos providenciando isso pra logo.
É bom estar de volta, o balanço da viagem é bem positivo, mas é bom dormir na minha cama e ver as pessoas falando português nos ônibus, mas tem que se cuidar no que fala porque agora todo mundo entende. Quero tocar minha vida, vida nova daqui pra frente, e a vida nova não inclui o blog. Hoje é o último post, ele será aposentado. Cansei de contar as coisas por aqui, quero contar tudo pessoalmente pras pessoas, ligar, encontrar na rua por acaso, chega de tecnologias e internet. O blog foi muito bacana, mas agora ele perde o sentido. Não digo nunca mais porque a gente nunca sabe. Digo que hoje ele se aposenta, mas, quem sabe um dia ele volta pra provar que o resto ainda não está escrito.
domingo, 9 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
o último dia
Ontem tava chovendo por aqui. Nos finais de semana, os metros mudam o trajeto e eu não sabia. Peguei 3 metros pra ir no Museu de História Natural e nenhum me deixou onde eu queria. Desci onde consegui e caminhei da rua 59 a 81, mas nessa hora ainda não tava chovendo. Uma fila imensa pra comprar o ingresso e eu finalmente entro no museu. O museu é péssimo. Eu gosto de museu de arte e lá tem uns animais empalhados e umas coisas de dinossauro. Um saco. Fiquei muito indignada de ter caminhado tudo e chegado lá e não gostado. E o pior que todo mundo gosta. O lugar é gigante, mas eu passei uma hora lá e pra mim foi além do suficiente. Sai de lá tava a maior chuva do mundo e a fila pra entrar no museu, maior ainda. Tentei um taxi, mas é claro que não deu. Pra ir no museu metropolitano tinha que atravessar o central park, dai fui caminhando, na chuva, mas era melhor do que ficar parada esperando o taxi. Eu me molhei igual. Cheguei no metropolitan museum decidida: se tiver fila grande eu volto pra casa. A fila tava bem aceitável. O preço sugerido dos museus era 12,50 pra estudante e 20 respectivamente. Eu paguei 5 dolares em cada. Tá de ótimo tamanho. O primeiro foi dinheiro colocado fora, mas o segundo. O metropolitan museum tá competindo com o MoMA entre os melhores que eu já fui na vida. Mas ainda acho o MoMA melhor. No metropolitan eles recriam peças de casas dos anos 1800. Nossa é lindo. Perfeito. Eu andava pelas salas devagarinho porque parecia que era uma casa de verdade a qualquer momento o dono da casa ia acordar e ver que eu tava ali. Muito bacana.
Hoje, segunda acordei cedo e fui correr no central park. Eu que sempre sinto dor nas orelhas quando corro na rua, não senti nada. Senti só a endorfina no meu sangue e a gratidão de ter a oportunidade de viver tudo isso. Depois fui no museu de cera. Caro, mas animal de bom. Tirei umas cem fotos. Eles tem o Pelé e o Airton Senna lá. Michael Jackson, Obama, os Backstreet boys e o Leonardo DiCaprio, meus sonhos de adolescência! Dentro do museu, tem uma parte que é um túnel do terror, tem um monte de ator tentando te assustar, mas tinha um que mexia na ponta do meu cabelo, que só de lembrar me dá arrepios! Morri de medo, mas fui. Depois do museu, fui almoçar no Saho, um bairro chique bem downtown. A gente foi num restaurantezinho australiano muito bacana. Comida deliciosa, saudável e nada de absurdo de caro. Dividi com a minha amiga um hamburguer e uma salada. Super gostoso mesmo. Depois passei por umas lojinhas que tinha algumas coisas não muito absurdas pra comprar. Mas voltei pra casa logo porque tava calor demais e eu tava com uma dorzinha de cabeça. No caminho comprei flores pra minha amiga em agradecimento por ela ter me hospedado todo esse tempo.
Um comentário que eu quero fazer é sobre a moda por aqui. Óculos com armação tipo do super homem, largas e quadradas estão em alta, todo mundo usa. Outra coisa são as saias curtíssimas e a cintura alta. Daqui há alguns dias isso vai tá com tudo no Brasil. Depois me digam se eu não estava certa.
E começa a bater a depressão pós NYC. Aqui é tudo tão bacana, tão legal, essa cidade é tão bonita, tem sempre tanta coisa legal pra fazer. Voltar pra realidade é sempre difícil. Da outra vez que eu vim, quando eu voltei pra Rochester eu senti isso também. Mas agora eu to voltando pra casa, ta todo mundo ansioso me esperando, eu risquei os dias do calendário por seis meses pra que esse dia chegasse, e agora eu to com depressão pós NYC? É uma sensação muito esquisita, mas eu acredito que assim que eu vir todo mundo de novo, isso tudo vai passar, vou me sentir em casa de novo e feliz. Devo escrever alguma coisa do avião (ajuda a passar o tempo), mas provavelmente minhas próximas palavras serão diretamente de Porto Alegre! Eu to voltando pra casa. E a minha ficha insiste em não cair. Que eu viaje com Deus.
Hoje, segunda acordei cedo e fui correr no central park. Eu que sempre sinto dor nas orelhas quando corro na rua, não senti nada. Senti só a endorfina no meu sangue e a gratidão de ter a oportunidade de viver tudo isso. Depois fui no museu de cera. Caro, mas animal de bom. Tirei umas cem fotos. Eles tem o Pelé e o Airton Senna lá. Michael Jackson, Obama, os Backstreet boys e o Leonardo DiCaprio, meus sonhos de adolescência! Dentro do museu, tem uma parte que é um túnel do terror, tem um monte de ator tentando te assustar, mas tinha um que mexia na ponta do meu cabelo, que só de lembrar me dá arrepios! Morri de medo, mas fui. Depois do museu, fui almoçar no Saho, um bairro chique bem downtown. A gente foi num restaurantezinho australiano muito bacana. Comida deliciosa, saudável e nada de absurdo de caro. Dividi com a minha amiga um hamburguer e uma salada. Super gostoso mesmo. Depois passei por umas lojinhas que tinha algumas coisas não muito absurdas pra comprar. Mas voltei pra casa logo porque tava calor demais e eu tava com uma dorzinha de cabeça. No caminho comprei flores pra minha amiga em agradecimento por ela ter me hospedado todo esse tempo.
Um comentário que eu quero fazer é sobre a moda por aqui. Óculos com armação tipo do super homem, largas e quadradas estão em alta, todo mundo usa. Outra coisa são as saias curtíssimas e a cintura alta. Daqui há alguns dias isso vai tá com tudo no Brasil. Depois me digam se eu não estava certa.
E começa a bater a depressão pós NYC. Aqui é tudo tão bacana, tão legal, essa cidade é tão bonita, tem sempre tanta coisa legal pra fazer. Voltar pra realidade é sempre difícil. Da outra vez que eu vim, quando eu voltei pra Rochester eu senti isso também. Mas agora eu to voltando pra casa, ta todo mundo ansioso me esperando, eu risquei os dias do calendário por seis meses pra que esse dia chegasse, e agora eu to com depressão pós NYC? É uma sensação muito esquisita, mas eu acredito que assim que eu vir todo mundo de novo, isso tudo vai passar, vou me sentir em casa de novo e feliz. Devo escrever alguma coisa do avião (ajuda a passar o tempo), mas provavelmente minhas próximas palavras serão diretamente de Porto Alegre! Eu to voltando pra casa. E a minha ficha insiste em não cair. Que eu viaje com Deus.
sábado, 1 de agosto de 2009
24 horas em Nova York
Depois de mais de 8 horas num ônibus péssimo, sem cinto de segurança nos bancos, sem lugares marcados e com malas sem nenhuma identificação (cada um pega a sua, sem ter que provas que é a sua) o ônibus passa por baixo de umas 4 pontes, quando passa por baixo da última, lá aparece ela: Nova York! Linda, uma emoção a cidade toda na tua frente de repente. A cidade tem uma cor cinza, rosa e bege que só existe aqui, eu nunca vi igual. E junto com tudo isso, engarrafamento, tudo parado! Buzina, taxis amarelos, gente, muita gente, trânsito enlouquecido, uma delícia! O ônibus parava em duas estações aqui, na primeira eu vi que tava em Manhattan, e decidi descer ali mesmo, pegar minhas malas mega pesadas sozinhas e tentar um taxi no meio dessa muvuca. Eu achei que não ia conseguir, mas graças à Deus, tudo certo. Cheguei e fui com a minha amiga e os amigos dela jantar sushi e depois uma baladinha! Sensacional! Músicas bacanas, bebida liberada, pessoal bacana tudo ótimo! Na nossa volta pra casa, momentos de tensão! Fomos parados pelos policiais. O motorista que tava nos dando carona fez um retorno errado e eles nos pararam. Cara, que tensão. Mas pra ver como a gente tava mesmo bem tranquilo, o seu policial não nos deu nem multa, deixou a gente seguir na boa.
Acordei super cedo porque tomei energético ontem a noite, e cafeína pra mim não presta. Tentei dormir mais, mas não deu. Sai pra rua pra fazer o que desse na telha. Nada programado. Eu só precisava comprar o cartão do metro (ta mais caro agora: 27 dolares pra uma semana) e precisava de um mapa! Sai daqui e fui procurar a estação de metro mais perto daqui. Eu me lembrava mais ou menos, mas quando eu tava com o Gus eu nunca prestava tanta atenção assim. Dai achei a estação, comprei o cartão, e ganhei o mapa. Sai da estação e fui no dunkin dunuts comer alguma coisa e tentar me achar naquele mapa. Demorou um pouquinho, mas consegui. Daí decidi que eu ia pra Chinatown, ver porcarias para comprar. Desci do metro e vi que era também a estação da ponte do Brooklin, na verdade era só a estação do Brooklin, porque a estação de Chinatown era outra. Mas enfim, caminhei que nem uma doida pra ir na ponte. E é uma ponte. Nada de mais. Dai eu também vi que os World Trade Center era por ali também. Fui lá, claro. Nossa, uma energia bem ruim. Tem um sino que eles colocaram agora bem na frente numa capela que tem eles chamaram de sino da esperança, tem uns túmulos antigos bem na frente também. Tá bem mórbido o lugar. Tirei umas fotos, mas não fiquei muito. Peguei outro metro pra ir finalmente pra Chinatown. Que muvuca! Minha nossa. O dia tava lindo aqui hoje, ensolarado e calor (devia tá uns 30ºC) e tinha gente pra tudo quanto era lado! Minha nossa, quanta gente e quanta porcaria. É muito camelô! Muito péssimo. Sai de lá pra ir pro central park,mas dai resolvi descer uma estação antes pra ir na Times square de novo. Nossa, que massa. Agora as ruas ficam fechadas pros carros, as pessoas podem caminhar nas ruas, o que ficou muito melhor. Tem gente que até senta no meio da rua em cadeiras de praia e fica lá, só curtindo a paisagem. Muita coisa bizarra, tem o naked cowboy, que é um cara só de cueca que fica tocando violão lá e as mulheres pedem pra tirar foto com ele e ele aperta a bunda delas, e elas apertam a dele. Bem coisa de americano. Tem uma galera vendendo a camisinha do Obama. É uma camisinha, mas tem a cara do Obama na caixinha. Depois disso, fui pro Central park. Estava abarrotado de gente. O parque é enorme, eu não sei como conseguiu tá tão cheio, mas tava cheio. Eu sentei um pouco, ouvi um pouco dos caras que tocam sax ou jazz por uns trocados, fui pra parte onde o pessoal vai de biquini e fica lá tomando sol ou jogando futebol americano, basebol, frisbee, vi um pessoal andando de patins e dançando umas músicas animadas. É muito bacana, e todos aqueles sotaques diferentes, muito italiano, francês e espanhol. Muita gente muito diferente e ninguém nem ai pra ninguém. Muito bacana mesmo.
Voltei pra casa podre, queimada do sol e com um vago pensamento de ir correr no parque. Mas tudo indica que eu vou correr amanhã de manhã. To podre de cansada, de feliz e de vontade de ficar mais uns diazinhos por aqui.
Amanhã a programação é cultural. Museu de história natural, Metropolitan Museum e museu de cera e mais tudo que aparecer. To craque no metro agora, topo todas!
Acordei super cedo porque tomei energético ontem a noite, e cafeína pra mim não presta. Tentei dormir mais, mas não deu. Sai pra rua pra fazer o que desse na telha. Nada programado. Eu só precisava comprar o cartão do metro (ta mais caro agora: 27 dolares pra uma semana) e precisava de um mapa! Sai daqui e fui procurar a estação de metro mais perto daqui. Eu me lembrava mais ou menos, mas quando eu tava com o Gus eu nunca prestava tanta atenção assim. Dai achei a estação, comprei o cartão, e ganhei o mapa. Sai da estação e fui no dunkin dunuts comer alguma coisa e tentar me achar naquele mapa. Demorou um pouquinho, mas consegui. Daí decidi que eu ia pra Chinatown, ver porcarias para comprar. Desci do metro e vi que era também a estação da ponte do Brooklin, na verdade era só a estação do Brooklin, porque a estação de Chinatown era outra. Mas enfim, caminhei que nem uma doida pra ir na ponte. E é uma ponte. Nada de mais. Dai eu também vi que os World Trade Center era por ali também. Fui lá, claro. Nossa, uma energia bem ruim. Tem um sino que eles colocaram agora bem na frente numa capela que tem eles chamaram de sino da esperança, tem uns túmulos antigos bem na frente também. Tá bem mórbido o lugar. Tirei umas fotos, mas não fiquei muito. Peguei outro metro pra ir finalmente pra Chinatown. Que muvuca! Minha nossa. O dia tava lindo aqui hoje, ensolarado e calor (devia tá uns 30ºC) e tinha gente pra tudo quanto era lado! Minha nossa, quanta gente e quanta porcaria. É muito camelô! Muito péssimo. Sai de lá pra ir pro central park,mas dai resolvi descer uma estação antes pra ir na Times square de novo. Nossa, que massa. Agora as ruas ficam fechadas pros carros, as pessoas podem caminhar nas ruas, o que ficou muito melhor. Tem gente que até senta no meio da rua em cadeiras de praia e fica lá, só curtindo a paisagem. Muita coisa bizarra, tem o naked cowboy, que é um cara só de cueca que fica tocando violão lá e as mulheres pedem pra tirar foto com ele e ele aperta a bunda delas, e elas apertam a dele. Bem coisa de americano. Tem uma galera vendendo a camisinha do Obama. É uma camisinha, mas tem a cara do Obama na caixinha. Depois disso, fui pro Central park. Estava abarrotado de gente. O parque é enorme, eu não sei como conseguiu tá tão cheio, mas tava cheio. Eu sentei um pouco, ouvi um pouco dos caras que tocam sax ou jazz por uns trocados, fui pra parte onde o pessoal vai de biquini e fica lá tomando sol ou jogando futebol americano, basebol, frisbee, vi um pessoal andando de patins e dançando umas músicas animadas. É muito bacana, e todos aqueles sotaques diferentes, muito italiano, francês e espanhol. Muita gente muito diferente e ninguém nem ai pra ninguém. Muito bacana mesmo.
Voltei pra casa podre, queimada do sol e com um vago pensamento de ir correr no parque. Mas tudo indica que eu vou correr amanhã de manhã. To podre de cansada, de feliz e de vontade de ficar mais uns diazinhos por aqui.
Amanhã a programação é cultural. Museu de história natural, Metropolitan Museum e museu de cera e mais tudo que aparecer. To craque no metro agora, topo todas!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
malas prontas
A minha ficha não está caindo. Eu tenho duas malas abarrotadas, um quarto vazio, e meu cérebro não processa que eu estou indo embora.
Arrumei tudo. Tive que deixar só um jogo de lençóis que se eu me esforçasse ainda mais um pouco acho que ainda fazia caber.
Hoje, depois entregar todos os formulários e deixar tudo completamente encerrado, eu volto pra casa caminhando, sabendo que muito provavelmente eu não vá ver aquelas pessoas nunca mais na minha vida. Foi um caminho meio poético. Dia ensolarado, só eu caminhando, o barulho só dos passarinhos, bem coisa de filme, quando tudo acaba e a pessoa segue o seu caminho. Eu to muito feliz, meu coração cada vez mais tranquilo, mas ainda não realizando que eu to indo pra casa. Não parece também que eu vou ficar. Não parece nada. É uma sensação estranha. Não é ruim, só é estranho.
Hoje a noite tem a minha despedida. Vou com o pessoal que eu conheci num restaurantezinho que eu gosto aqui perto. Não posso deixar de comer a sobremesa de lá. Bolo de chocolate com chocolate derretido dentro e sorvete por cima. Uma delícia!
Arrumei tudo. Tive que deixar só um jogo de lençóis que se eu me esforçasse ainda mais um pouco acho que ainda fazia caber.
Hoje, depois entregar todos os formulários e deixar tudo completamente encerrado, eu volto pra casa caminhando, sabendo que muito provavelmente eu não vá ver aquelas pessoas nunca mais na minha vida. Foi um caminho meio poético. Dia ensolarado, só eu caminhando, o barulho só dos passarinhos, bem coisa de filme, quando tudo acaba e a pessoa segue o seu caminho. Eu to muito feliz, meu coração cada vez mais tranquilo, mas ainda não realizando que eu to indo pra casa. Não parece também que eu vou ficar. Não parece nada. É uma sensação estranha. Não é ruim, só é estranho.
Hoje a noite tem a minha despedida. Vou com o pessoal que eu conheci num restaurantezinho que eu gosto aqui perto. Não posso deixar de comer a sobremesa de lá. Bolo de chocolate com chocolate derretido dentro e sorvete por cima. Uma delícia!
terça-feira, 28 de julho de 2009
arrumando as malas
Hoje arrumei mais umas coisas que faltavam. Pesei as malas. Acho que vai dar pra levar tudo que eu trouxe. Não vou deixar nada pra trás. Sem mais novidades só ansiosa pra voltar e ver todo mundo.
domingo, 26 de julho de 2009
o último final de semana em Rochester
Final de semana de despedidas. Meus amigos coreanos me fizeram um jantar com uma comida típica coreana que dizem que dá energia , combustível para o futuro. Era uma espécie de polenta de arroz com galinha. Tudo cozinha na mesma panela e cozinha por várias horas. Bem gostoso, parece com a canjiquinha da minha avó. Hoje foi dia do casal que nos dá carona pra igreja preparar um jantar pra mim. Bem gostoso também. Frango com um molho mais parecido com estrogonofe, arroz e salada. Comida de verdade, delícia!
Amanhã vou começar a organizar as coisas mais definitivamente. Parece mentira que semana que vem eu to chegando em casa. Eu falo isso pras pessoas e não parece real! To muito feliz!
Amanhã vou começar a organizar as coisas mais definitivamente. Parece mentira que semana que vem eu to chegando em casa. Eu falo isso pras pessoas e não parece real! To muito feliz!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
aniversários
Pois então. Minha estada no lab acabou mais cedo. Não aguentei a pressão e roí a corda. Foi uma decisão difícil (a mais difícil até hoje, eu diria), mas eu cheguei no meu limite e achei importante respeitar isso. Tudo que eu queria era aguentar essa última semana. Mas acredite em mim, eu não conseguia. De repente as pessoas vão pensar: "Mas na última semana? Por que não aguentou mais um pouquinho?" Isso que eu pensaria 5 meses e meio atrás, mas hoje eu aprendi a não julgar (pelo menos não tanto) as pessoas. Tem um provérbio dos índios Sioux no orkut da Gabi que diz assim: "Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias". Eu sempre gostei muito desse provérbio. Eu nem queria comentar sobre isso aqui, mas como eu pedi pras pessoas rezarem, queria avisar que elas podem direcionar as suas orações pra outras coisas. Muito obrigada pelas energias positivas e fiquem sabendo que agora eu estou muito melhor. Vamos pro próximo parágrafo?
Hoje é dia de três aniversários. O primeiro é meu aniversário de casa nova. 3 anos que eu me mudei. E que saudade da minha casa! É gelada no inverno (não gosto nem de imaginar como ela estaria nesses friozão que tá tendo por aí), quente no verão, mas é onde eu gosto de ficar.
O segundo aniversário é da Marcia Ma. Eu quero dizer que eu acho um charme o jeito que tu escreve com todas as letras minúsculas. Antes mesmo de saber isso eu já te copiava na agenda do celular e nos títulos dos posts. Deve ser coisa de leonina! Eu também quero dizer que admiro tua inteligência e bom humor. Viva a patifaria! Um beijo grande, feliz aniversário!
O terceiro aniversariante do dia é sensacional, eu diria. O colorado mais indignado com a venda do Nilmar e o mais novo viciado em twitter. Quero dizer que eu morro de saudade no feijãozinho que só ele sabe fazer e que não vejo a hora da gente se juntar de novo pra ver aqueles filmes de terror "louça" que só ele tem paciência de assistir comigo. Fábio, um beijo grande, tudo de bom e muita saúde e felicidade.
E foi dada a largada pro último final de semana em Rochester. Tem umas despedidazinhas por aí, e vou ver se arrumo um pouco mais as minhas coisas.
Aguenta o frio aí gaúchada! Não congela antes de eu chegar, por favor!
Hoje é dia de três aniversários. O primeiro é meu aniversário de casa nova. 3 anos que eu me mudei. E que saudade da minha casa! É gelada no inverno (não gosto nem de imaginar como ela estaria nesses friozão que tá tendo por aí), quente no verão, mas é onde eu gosto de ficar.
O segundo aniversário é da Marcia Ma. Eu quero dizer que eu acho um charme o jeito que tu escreve com todas as letras minúsculas. Antes mesmo de saber isso eu já te copiava na agenda do celular e nos títulos dos posts. Deve ser coisa de leonina! Eu também quero dizer que admiro tua inteligência e bom humor. Viva a patifaria! Um beijo grande, feliz aniversário!
O terceiro aniversariante do dia é sensacional, eu diria. O colorado mais indignado com a venda do Nilmar e o mais novo viciado em twitter. Quero dizer que eu morro de saudade no feijãozinho que só ele sabe fazer e que não vejo a hora da gente se juntar de novo pra ver aqueles filmes de terror "louça" que só ele tem paciência de assistir comigo. Fábio, um beijo grande, tudo de bom e muita saúde e felicidade.
E foi dada a largada pro último final de semana em Rochester. Tem umas despedidazinhas por aí, e vou ver se arrumo um pouco mais as minhas coisas.
Aguenta o frio aí gaúchada! Não congela antes de eu chegar, por favor!
terça-feira, 21 de julho de 2009
rapidão
To escrevendo rapidinho só pra dizer que vou me ausentar por uns tempos. Muito trabalho. Tenho algumas novidades, mas conto tudo com mais calma depois de segunda, quando entrego o pôster da minha bolsa. Rezem por mim! Beijos
segunda-feira, 20 de julho de 2009
dia do amigo
A família que me perdoe, mas amigos são fundamentais. Ontem, domingo, dia de grenal, acaba o jogo e eu ligo pra Dé. Tu tá me ouvindo? “Eu não to ouvindo nada, mas eu sei que é tu Gaby! Tricolooooooooooor!” E quem é que precisa ouvir numa hora dessas?
Ontem, domingo, o dia da nostalgia e da saudade, tocou o telefone e eu não conseguia nem imaginar quem era. “Quem fala?” “Aqui também é a Gabriela” A Koglin me ligando pra desejar feliz dia do amigo!
Hoje, dia do amigo, a cadrey, pessoa sem sentimentos, me manda scrap com o coração ardendo de saudade! Vê se eu aguento isso!
E é por essas que eu sempre digo que quem tem amigos tem tudo. Um feliz dia do amigo! Eu morro de saudade de vocês todos os dias!
Ontem, domingo, o dia da nostalgia e da saudade, tocou o telefone e eu não conseguia nem imaginar quem era. “Quem fala?” “Aqui também é a Gabriela” A Koglin me ligando pra desejar feliz dia do amigo!
Hoje, dia do amigo, a cadrey, pessoa sem sentimentos, me manda scrap com o coração ardendo de saudade! Vê se eu aguento isso!
E é por essas que eu sempre digo que quem tem amigos tem tudo. Um feliz dia do amigo! Eu morro de saudade de vocês todos os dias!
domingo, 19 de julho de 2009
comida etiope
Nossa, sabia que fazia tempo, mas não imaginava que fazia tanto que eu não escrevia no blog. Acho que agora chegou a fase que eu não quero mais saber de contar nada por blog. Eu quero ir pra casa!
Sexta eu fui comer comida da Etiópia. É uma mistura de comida árabe, indiana e africana. Tem um pão, que é tipo uma panqueca só que com um gosto muito forte de vinagre. E vem a comida em uma grande bacia. Várias porções de várias comidas diferentes. Uns vegetais cozidos, uma tinha uma carne picada, uma tinha umas coxas de frango, um ovo cozido. Bem diferente de tudo que eu tinha comido, mas achei bem parecido com comida indiana, exceto pelo fato de a gente comer com as mãos. Ninguém usa nem pratos nem talheres. Tu pega um pedaço daquela panqueca e coloca um pouco da comida ali dentro e come. Eu consegui comer tranquilo, mas não é uma coisa que eu comeria de novo. O gosto de vinagre do pão/panqueca é muito forte.
Sábado a gente foi no shopping, eu e a minha amiga. Não tinha nada de imperdível. Várias promoções, mas nada de excepcional.
Sexta e sábado tiveram apresentações do teatro comunitário aqui de Rochester. A peça era Hamlet e eles apresentam ao ar livre no parque aqui perto. Mas o problema foi que choveu os dois dias, daí a gente desistiu de ir.
Ontem eu também falei com a minha família pelo msn. Meus tios, tias e as minhas priminhas na câmera. Que saudade que me deu! Muito bom ver eles um pouquinho e fiquei muito feliz que eles falaram comigo.
Parece que passou uma tempestada na minha família. Várias coisas chatas acontecendo. Meu afilhado está na cti com bronquiolite (isso é familiar a alguma das meninas que estava no estágio na pediatria no inverno do ano passado?). Diz que está melhorando devagarinho, mas meu coração tá apertadinho. To rezando pra ele ficar bom logo. Queria mandar um abraço pra família dos meus dindos e pra minha mãe mandar um "não há de ser nada".
Aniversário da Dé hoje e eu queria mandar um beijo pra ela! Saudade grande dessa guria e tomara que o tricolor te traga o presente!
Sexta eu fui comer comida da Etiópia. É uma mistura de comida árabe, indiana e africana. Tem um pão, que é tipo uma panqueca só que com um gosto muito forte de vinagre. E vem a comida em uma grande bacia. Várias porções de várias comidas diferentes. Uns vegetais cozidos, uma tinha uma carne picada, uma tinha umas coxas de frango, um ovo cozido. Bem diferente de tudo que eu tinha comido, mas achei bem parecido com comida indiana, exceto pelo fato de a gente comer com as mãos. Ninguém usa nem pratos nem talheres. Tu pega um pedaço daquela panqueca e coloca um pouco da comida ali dentro e come. Eu consegui comer tranquilo, mas não é uma coisa que eu comeria de novo. O gosto de vinagre do pão/panqueca é muito forte.
Sábado a gente foi no shopping, eu e a minha amiga. Não tinha nada de imperdível. Várias promoções, mas nada de excepcional.
Sexta e sábado tiveram apresentações do teatro comunitário aqui de Rochester. A peça era Hamlet e eles apresentam ao ar livre no parque aqui perto. Mas o problema foi que choveu os dois dias, daí a gente desistiu de ir.
Ontem eu também falei com a minha família pelo msn. Meus tios, tias e as minhas priminhas na câmera. Que saudade que me deu! Muito bom ver eles um pouquinho e fiquei muito feliz que eles falaram comigo.
Parece que passou uma tempestada na minha família. Várias coisas chatas acontecendo. Meu afilhado está na cti com bronquiolite (isso é familiar a alguma das meninas que estava no estágio na pediatria no inverno do ano passado?). Diz que está melhorando devagarinho, mas meu coração tá apertadinho. To rezando pra ele ficar bom logo. Queria mandar um abraço pra família dos meus dindos e pra minha mãe mandar um "não há de ser nada".
Aniversário da Dé hoje e eu queria mandar um beijo pra ela! Saudade grande dessa guria e tomara que o tricolor te traga o presente!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
dinda do Bruno!
Eu to tão emocionada que eu acho que o post vai ser confuso. Eu tava com a minha amiga aqui em casa, fazendo cachorro quente capixaba (com carne moída no molho) e falando das saudades que a gente tem de casa e das pessoas. E o meu primo falou comigo no msn, que queria me pedir um favor. Eu achei que ele queria que eu levasse alguma coisa daqui pra ele. Eu tava jantando, daí disse que falava com ele depois. Dai ele falou comigo, que o batizado do filho dele que nasceu dia 23 de maio, o Bruno, seria dia 26 de julho, mas que ele iria tentar transferir pro dia 9 de agosto pra que eu pudesse ir e que ele queria do fundo do coração que eu fosse a madrinha do filhinho dele. Ai meu coração! Eu sempre quis ser dinda nessa minha vida. E do filho do meu primo! Como eu não tenho irmãos, meus primos são os irmãos em quem eu posso contar. Nossa eu não vou conseguir dormir de tanta felicidade. Eu realmente to muito emocionada.
Quero deixar registrado aqui, pra mostrar pro meu afilhado quando ele crescer, que desde o primeiro momento que eu soube que ia ser dinda dele eu fiquei muito feliz, e que eu prometo que eu vou tentar ser a melhor dinda do mundo! E na autoridade de dinda, eu desejo que o caminho do Bruno seja iluminado por Deus.
Quero deixar registrado aqui, pra mostrar pro meu afilhado quando ele crescer, que desde o primeiro momento que eu soube que ia ser dinda dele eu fiquei muito feliz, e que eu prometo que eu vou tentar ser a melhor dinda do mundo! E na autoridade de dinda, eu desejo que o caminho do Bruno seja iluminado por Deus.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
eu odeio o google maps
Hoje eu me arrisquei de ônibus pela cidade. Tinha que resolver umas coisinhas em downtown, queria passar no shopping e no super e não queria depender de carona. Fui até o google maps e coloquei lá o endereço de tudo que eu queria ir. Me programei toda, sai de casa na hora que o ônibus passava, vi o endereço da parada e me fui. Com três mapas do google maps na bolsa e dinheiro e celular pra chamar um táxi. O google maps dizia que era pra eu ir numa parada numa esquina. Nem me dei conta de que não existem paradas de ônibus em esquinas. Dai cheguei na esquina. Nas duas ruas tinha parada de ônibus. E agora? Olho no mapa. Não é que o mapa tava cortado? Só aparecia o lugar da parada, mas não tinha os nomes das ruas. Mas pelo desenho eu ainda me achei. Mas tinha parada de ônibus dos dois lados da rua. E agora? O mapa não tinha mais nome de rua de nada. E agora perguntar, né? Fui no dunkin dunuts perguntei pra uma moça, que perguntou pra loja toda. Acha que alguém sabia? Ninguém sabe nada de ônibus nessa cidade. Mas a mulher me disse: se tu vai pra downtown, a direção é aquela. Ok. Antes de entrar no ônibus, confirmo com o motorista. No google maps tinha que o onibus passava às 9h28min era 9h15min e eu já tava na parada. Era 10h15 e eu ainda estava na parada. Eu tô na parada errada. Vi que na rua de cima tinha passado um dos ônibus que vão pra downtown também, como eu tinha visto no google maps. Fui pra outra rua, fiquei na parada e esperei. Mais uns 20 minutos. Eu dei sorte com o motorista e dei sorte de conseguir entender o que ele falou. Perguntei se tava indo pra downtown e se ele poderia me avisar quando chegasse a minha parada. Tudo certo, me mostrou dentro do ônibus ainda a rua que eu tinha que ir e tudo. Cheguei sã e salva. Mas tinha mais 2 ônibus pela frente. Antes de pegar o próximo, perguntei onde ficava a parada e em qual sentido eu tinha que pegar pra ir pro shopping. A moça me disse: volta pela Main St e depois dobra à esquerda. A parada é na esquina da Main St com a Saint Paul. Ótimo. Entendi tudo. Merda, uma esquina de novo. Mas se eu chegasse até lá eu descobriria. Quando eu vi, sai na mesma rua que eu e o Gus tiramos foto quando ele tava aqui (pausa aperto no coração, saudade do Gus). Mas cheguei na esquina aquela. Mas em downtown as paradas tem mapas e tem a lista dos ônibus que passam por ali. Olhei na parada da Main St e vi que o 24 não passava ali. Me fui pra parada da Saint Paul. Lá estava ela. Perguntei só se eu tava no sentido certinho pra ir pro shopping, e disseram que sim. Ok. To achada, tranquila, com meu mp3. Agora é só esperar. E esperar. Esperar. Descobri que, quando to ansiosa, passo todas as músicas do mp3 e nenhuma é boa. Descasquei meu esmalte. Mais músicas ruins. Espera. Espera. 40 minutos depois chega o ônibus. Cheio né? Não só porque as pessoas ocupam muito espaço, mas porque um ônibus que passa num intervalo maior do que 40 minutos não pode ser vazio. Peculiaridades dos ônibus. Na frente do ônibus tem um porta-bicicleta. Se tu faz uma parte do teu trajeto de bike, tu entra no ônibus, estaciona a tua bike no pára-choque no ônibus no porta bici e depois pega ela no desembarque. Muito bacana. Só acho que paga um pouco mais. O ônibus custa 1 dolar, e tu paga que nem nas máquina de refri, só coloca a nota numa máquina que fica do lado do motorista. Tem gente que tem um cartão que passa nessa mesma máquina, mas não sei direito como funciona. Muita gente muito grande. Maioria negros e todos pobres. Tinha horas que eu segurava minha bolsa mais forte de tanta gente e de medo das figuras. E muitos sem dente. Uma consequencia que eu já tinha me dado conta. Come doce e gordura demais, dá nisso. Perdem os dentes ou ficam com os dentes muito careados. Na ida de downtown pro shopping uma mulher perguntou pra mim quanto tempo levava pro ônibus chegar na MCC. Logo pra mim. Depois, dentro do ônibus, vi que esse lugar é a cadeia aqui de Rochester. Dai uma outra mulher deu informação. Quando chegou a parada da tal MCC alguém disse: É aqui a mais perto da MCC? E o ônibus ficou vazio. Todo mundo desceu nessa parada. Nesse ônibus eu tive a sorte que o motorista narrava as paradas, nem tive que me preocupar. Depois, antes de descer, aproveitei a simpatia e perguntei onde que eu pegava o ônibus pra voltar. No mesmo lugar. Blz. Já tinha ido a downtown, chegado no shopping e sabia como voltar. Agora posso fazer minhas coisas bem tranquila. Só que eu não tinha o horário que o ônibus passava, então fui pra parada quando terminei minhas coisas e pronta pra esperar uma hora. Sentei no banquinho e liguei o MP3. Sem bateria. A pessoa fica passando as músicas freneticamente e quer que a bateria dure. Que que eu podia fazer? Esperae. 10 minutos o ônibus chegou. Nem acreditei. Quando chegou perto de casa, eu puxei a cordinha, que fica na janela, para descer. Mas eu vi que desci na parada errada. Tinha outra que era mais perto de casa. Aquela mesma parada que eu fiquei uma hora esperando o ônibus e desisti porque achei que tava na parada errada.
E hoje tem aniversário! Sarilete, beijo grande e tudo de bom!!
E hoje tem aniversário! Sarilete, beijo grande e tudo de bom!!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
comida grega
Hoje na minha aula a gente teve comida grega. Eu não sabia direito o que pedir. Achei uma lá que tinha massa e carne e dizia que era típico grego. É esse. Vinha com salada e batata frita. Acho que não tão tipicamente grego assim, né? Mas eu não gostei muito não. Não foi que nem a comida tailandesa que eu não consegui comer. Era tipo uma lasanha de massa pene, com carne moída e pure de batata por cima. Nada demais. Tinha um pãozinho que vinha junto, tipo um pão sírio, mas mais grossinho. Bem gostosinho. Mas era mto carboidrato junto. Faltou um molhinho a mais.
Depois da janta a gente assistiu o curioso caso de benjamin button. Eu já tinha assistido antes e tinha tido a mesma sensação. Esse filme me dá uma nostalgia imensa. Começo sentindo falta do Gus na parte que eles moram na casa (não quero entrar em muitos detalhes por causa de quem ainda não assistiu). Depois eu não sei por que, quando eu vejo, já estou pensando de como era minha vidinha em Porto Alegre e como eu quero essa vidinha de volta. A sensação que eu tenho é de que o tempo parou. Que eu vou voltar pra casa e o tempo vai voltar a andar. Pra mim ainda estamos no primeiro semestre de 2009. Parece que eu estou num tempo paralelo. As coisas aqui acontecem, mas depois eu vou recuperar todo tempo que passou lá em casa. É meio doido, mas é assim que eu to sentindo. Além de toda a saudade e todas as coisas boas que estar em casa traz por si só, eu ando com uma curiosidade de saber como é voltar pra casa. Em 6 meses as árvores crescem, as ruas trocam de mão, a cidade faz obras, muita coisa muda. Será que eu vou me sentir em casa? Tem essa também. Mas as vezes eu fecho os olhos e consigo lembrar cada cantinho da minha casa, mas será que eu vou achar estranho quando eu voltar? Os aniversários de final de julho já começam a aparecer no orkut. Achei que esses dias nunca iam chegar. Mas tá chegando, a hora de voltar pra casa está chegando.
Depois da janta a gente assistiu o curioso caso de benjamin button. Eu já tinha assistido antes e tinha tido a mesma sensação. Esse filme me dá uma nostalgia imensa. Começo sentindo falta do Gus na parte que eles moram na casa (não quero entrar em muitos detalhes por causa de quem ainda não assistiu). Depois eu não sei por que, quando eu vejo, já estou pensando de como era minha vidinha em Porto Alegre e como eu quero essa vidinha de volta. A sensação que eu tenho é de que o tempo parou. Que eu vou voltar pra casa e o tempo vai voltar a andar. Pra mim ainda estamos no primeiro semestre de 2009. Parece que eu estou num tempo paralelo. As coisas aqui acontecem, mas depois eu vou recuperar todo tempo que passou lá em casa. É meio doido, mas é assim que eu to sentindo. Além de toda a saudade e todas as coisas boas que estar em casa traz por si só, eu ando com uma curiosidade de saber como é voltar pra casa. Em 6 meses as árvores crescem, as ruas trocam de mão, a cidade faz obras, muita coisa muda. Será que eu vou me sentir em casa? Tem essa também. Mas as vezes eu fecho os olhos e consigo lembrar cada cantinho da minha casa, mas será que eu vou achar estranho quando eu voltar? Os aniversários de final de julho já começam a aparecer no orkut. Achei que esses dias nunca iam chegar. Mas tá chegando, a hora de voltar pra casa está chegando.
domingo, 5 de julho de 2009
4 de julho
Ontem a gente foi assistir aos fogos de artifício do 4 de julho. Foi num parque em um dos subúrbios de Rochester. Era um parque grande onde as pessoas acamparam todas de um lado, com cadeiras, cobertores no chão, essas coisas, e do outro estava tudo armado para os fogos. A gente chegou lá era tipo 7 da noite e os jogos não começam antes de anoitecer completamente, o que tem acontecido geralmente depois das 9 da noite. Enquanto o foguetório não começava, a gente deu uma volta no parque. Muitas barraquinhas de comida, uma bandinha que tocou umas músicas clássicas, o hino dos EUA, e que tinha um locutor um tanto desinformado. Ele disse que eles iam tocar uma música pra lembrar o carnaval, transformar o parque no Rio de Janeiro, e terminou a frase dizendo, onde quer que isso seja. Pausa dramática. Por que uma pessoa fala em público de uma coisa que ela não sabe? Não sabe mesmo! Porque a música não tinha absolutamente nada de carnaval, e pra que falar no Rio de Janeiro se tu não sabe onde é que fica? E deu o azar de eu e a Naira estarmos lá e as duas entenderem o que ele falou. Locutor perdeu excelente oportunidade de ficar bem quietinho.
Depois disso, vimos que tinha uma quadra em que eles estavam jogando bocha! Sim, a mesma bocha que a gente, a não ser pela cor das bolas. Prateadas contra douradas, mas pelo que vimos, o princípio do jogo é o mesmo.
Depois de darmos a volta pelo parque, vermos as crianças brincando e jogando futebol americano pelo gramado, voltamos pra onde tinhamos armado nosso acampamento. Tava frio e um ventinho gelado. Mas tava todo mundo super contente que não estava mais chovendo, porque choveu a semana inteira. Ficamos lá deitadas, tapadas de cobertor esperando os fogos, mas o show começou ainda antes. A lua nasceu e começou a dar um espetáculo. Eu estou convencida de que a lua é maior aqui do que em Porto Alegre. É super bonito de ver. Tirei mil fotos. Depois disso começou. Todo mundo de pé. Toca o hino e depois todo mundo sentado de volta. Foi mais ou menos meia hora de fogos. Não tem como explicar de tão lindos. Ainda vendo deitada na grama, olhando pro céu, parecia que eles iam estourar em cima de ti. Foi muito legal, sem explicação. As crianças adoram! Se enfeitam todas com pulseiras brilhantes, com colares das cores da américa, fazem a maior festa. Fora as músicas tradicionais, que pelo que eu entendi, falam de guerra e das pessoas que morreram pra que hoje eles tenham um país livre. As crianças sabem todinhas de cor. Ficam cantando enquanto o céu vai sendo coberto pelos fogos. E tudo isso vocês acham que foi por causa de quê? Eu tô em dúvida ainda. Acho que metade foi por causa do aniversário do Seu Danilo, o pai do Gus, e a outra metade é porque foi ontem faltou exatamente um mês pra eu voltar pra casa! E eu acho que a saudade deve tá grande pelo lado de lá também. Os últimos comentários nas minhas fotos é de que eu estou mais bonita, mais magra. Que nada! Isso tudo é saudade.
Depois disso, vimos que tinha uma quadra em que eles estavam jogando bocha! Sim, a mesma bocha que a gente, a não ser pela cor das bolas. Prateadas contra douradas, mas pelo que vimos, o princípio do jogo é o mesmo.
Depois de darmos a volta pelo parque, vermos as crianças brincando e jogando futebol americano pelo gramado, voltamos pra onde tinhamos armado nosso acampamento. Tava frio e um ventinho gelado. Mas tava todo mundo super contente que não estava mais chovendo, porque choveu a semana inteira. Ficamos lá deitadas, tapadas de cobertor esperando os fogos, mas o show começou ainda antes. A lua nasceu e começou a dar um espetáculo. Eu estou convencida de que a lua é maior aqui do que em Porto Alegre. É super bonito de ver. Tirei mil fotos. Depois disso começou. Todo mundo de pé. Toca o hino e depois todo mundo sentado de volta. Foi mais ou menos meia hora de fogos. Não tem como explicar de tão lindos. Ainda vendo deitada na grama, olhando pro céu, parecia que eles iam estourar em cima de ti. Foi muito legal, sem explicação. As crianças adoram! Se enfeitam todas com pulseiras brilhantes, com colares das cores da américa, fazem a maior festa. Fora as músicas tradicionais, que pelo que eu entendi, falam de guerra e das pessoas que morreram pra que hoje eles tenham um país livre. As crianças sabem todinhas de cor. Ficam cantando enquanto o céu vai sendo coberto pelos fogos. E tudo isso vocês acham que foi por causa de quê? Eu tô em dúvida ainda. Acho que metade foi por causa do aniversário do Seu Danilo, o pai do Gus, e a outra metade é porque foi ontem faltou exatamente um mês pra eu voltar pra casa! E eu acho que a saudade deve tá grande pelo lado de lá também. Os últimos comentários nas minhas fotos é de que eu estou mais bonita, mais magra. Que nada! Isso tudo é saudade.
sábado, 4 de julho de 2009
cerâmica
Um dia desses, no almoço, uma funcionária da universidade, que é minha amiga, me falou que fazia cerâmicas, que ela gostava, mas que tinha começado muitas peças e não tinha terminado. Eu comentei que adoro esse tipo de coisa, e ela disse que ia me convidar pra fazer cerâmica com ela um dia. E o dia foi ontem. Ela me busco aqui em casa e, no caminho, deu uma paradinha na casa de uma amiga que há muito tempo não via e que precisava entregar alguma coisa. A casa da amiga é a área de um sítio e todo ao redor da casa e da cerca tem corações vermelhos de madeira (mas eu sou bem bocó que não tirei foto! agora que me liguei) E entrando no sítio tem uma imagem de São Francisco de Assis e várias estátuas de jardim de cachorros. Quando a gente chegou perto da casa, as coisas fizeram mais sentido. Ela tinha uns 12 ou 13 cachorros, uns 6 gatos, várias casinhas de passarinho e 3 cavalos.. Ela é uma amiga dos animais. Ministra da igreja católica aqui (não sei se ministra é o nome, mas traduzindo é ministra) ela adota animais que são abandonados por diversos motivos, tem alguns que sofreram acidente, que ela cuidou e hoje estão bem. Tinha uma sem uma patinha, coisa mais querida. Os gatos ela alimenta aqueles que vão até a casa dela e todos os cavalos de competição que sofrem acidente, ou que não servem para serem treinados e iriam ser sacrificados, ela pega e cuida. Ela é uma pessoa super extrovertida e meio frenética, bem engraçada. Nos convidou pra entrar na casa, e olhando para o teto, vi várias assinaturas de amigos e pessoas que ela conheceu de vários lugares do mundo. E como que as pessoas escreveram no teto? Subindo em mesas e cadeiras. O teto já estava cheio, mas ela tinha um espaço na parede e eu assinei: So nice to meet you! Gabriela, Brazil, Rio Grande do Sul 07/03/09. Enquanto eu assinava, ela me trouxe um ursinho de pelúcia branco e disse que era um presente da américa pra mim. Que me trouxesse boa sorte, algumas outras coisas que eu não entendi completamente, e principalmente muito amor. O ursinho tem um coração vermelho no pé, e isso explica mais muita coisa. Essa mulher acredita que o mais importante na vida é a paz e o amor. E isso explica porque na casa dela tem tantos corações vermelhos. Foi muito bacana conhecer ela. Muito figura!
Depois dessa parada, a gente foi pra cerâmica. Eu não tenho certeza se é cerâmica ou porcelana. Mas a gente coloca uma massa num molde, espera secar, pinta, coloca num forno, pinta de novo e assa mais uma vez. Ela tinha mickeys, anjos, gatos, pratos, tinha mesmo de um tudo! Eu fiz os acabamentos de algumas peças e depois pintei outras. Nossa, é isso que eu quero fazer quando eu crescer. A chuva caindo lá fora, eu trabalhando nas peças, tomando uma taça de vinho. Foi muito relaxante! E ganhei carta branca ainda, poderia pintar do jeito que eu quisesse. Não teve outra, taquei logo duas estrelas no vaso, muito azul e lilás.
Depois dessa parada, a gente foi pra cerâmica. Eu não tenho certeza se é cerâmica ou porcelana. Mas a gente coloca uma massa num molde, espera secar, pinta, coloca num forno, pinta de novo e assa mais uma vez. Ela tinha mickeys, anjos, gatos, pratos, tinha mesmo de um tudo! Eu fiz os acabamentos de algumas peças e depois pintei outras. Nossa, é isso que eu quero fazer quando eu crescer. A chuva caindo lá fora, eu trabalhando nas peças, tomando uma taça de vinho. Foi muito relaxante! E ganhei carta branca ainda, poderia pintar do jeito que eu quisesse. Não teve outra, taquei logo duas estrelas no vaso, muito azul e lilás.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
ice age 3
Ontem eu fui cinema assistir a era do gelo 3 em 3D. O filme é bacana, mas também muito mais aventura do que normalmente. O 3D foi bem abaixo das minhas expectativas. Acho que a tela tinha que ser maior pra ser melhor. E depois a gente foi pra um café em downtown porque era véspera de feriado (hoje é feriado aqui por causa do 4 de julho que é amanhã). O nome do café é spot. Abre as 6 da manhã e fecha meia noite. É um lugar grande, estiloso, cheio de sofas, tem uma lareira e muita gente vai lá pra conversar, trabalhar (tem wireless lá), ou só pra dar uma volta mesmo. Tem muito boa música também, como a maioria dos lugares aqui. A gente sentou em nos sofás e ficamos conversando. O lugar é muito bacana, pena que é longe. E eu desesperada pra saber do jogo, né? Isso tudo foi na hora do jogo do grêmio. E pensei 20 vezes antes de decidir se eu ia, mas se eu perdesse essa companhia pra assistir o filme, sabe-se lá se eu ia conseguir outra. Dai depois do filme mandei msg pra minha mãe pedindo pra ela me dizer como tava o jogo. Daí fui pro café, né? Assim. Eu acreditava, achei que o grêmio tinha jogado bem em minas, mas sem ninguém pra colocar a bola na rede efetivamente. Mas achei que se tivesse oportunidades de bola parada, o grêmio teria mais chances. Não deu. Eu sempre fui contra esse história de torcer pelo rival pra que o nome do Rio Grande do Sul seja conhecido pelo mundo. O caramba! Eu sou gremista e não torço pro inter. Ponto. Mas acho que diante dos fatos, nada melhor do que ficar bem quietinha. Um abraço pra gauchada, dias melhores virão!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
o último mês
Cheia de novidades. A primeira é que comi carne! Carne de verdade. E sabe com qual acompanhamento? Arroz e feijão! To com sorriso de orelha a orelha. Ontem mandaram email dizendo que o menu da janta da minha aula hoje era comida mexicana. Mandaram o cardápio do restaurante e falaram pra cada um escolher um prato. Eu olhei tudo e não conhecia bem quase nada daquilo, mas achei um que o nome era steak cheese. Dizia que vinha bife grelhado com arroz e feijão. Eu duvidei, mas pedi esse sem questionar. E hoje chegou. Arroz meio vermelhinho e feijão parecia passado no liquidificador. Mas era arroz e feijão. Pra mim já tava bom assim. Até que eu abri a outra martitex. Um bife enorme com molho de queijo e cebola. Quase chorei de felicidade! E não era nada muito apimentado, perfeito! Comi tudo! E era um monte, mas raspei o prato que nem se dizia quando eu era pequena.
Hoje eu recebi notícias de uma pessoa muito especial e que eu seguidamente me lembro. O Natanzinho! Meu paciente do estágio de pediatria. A coisa mais querida desse mundo, com problemas bem sérios de saúde e que desde que nasceu, nunca saiu do hospital. Ele tinha um ano na época e peso e altura de recém nascido. Mas sempre sorridente, coisa mais querida do mundo. Soube hoje que ele continua no hospital e que a mãe, adolescente, abandonou ele. Assim que eu colocar meus pés no clínicas de novo, eu vou lá visitar ele. E eu tenho certeza que ele vai ser adotado por uma pessoa muito bacana que vai dar a ele todo amor e cuidado que ele precisa. Mas disso eu não tenho dúvidas!
A outra coisa é que hoje eu virei a página do mês do calendário pela última vez aqui em Rochester. Ai, eu achei que esse dia nunca fosse chegar! Último mês aqui, dá a impressão que vai passar mais rápido, e ao mesmo tempo eu penso em todo o tempo que já passou. E agora eu já me sinto em casa aqui, mas tudo que eu quero é voltar pra minha casa.
E do fuso horário da Itália, já é aniversário do Gus. Preparei uma surpesinha improvisada pra ele aqui, mas ele tá estudando pra uma prova, não sei quando vou poder mostrar pra ele. Que ele seja muito feliz sempre e que cada vez seja com menos saudade. Feliz aniversário, meu amor.
Hoje eu recebi notícias de uma pessoa muito especial e que eu seguidamente me lembro. O Natanzinho! Meu paciente do estágio de pediatria. A coisa mais querida desse mundo, com problemas bem sérios de saúde e que desde que nasceu, nunca saiu do hospital. Ele tinha um ano na época e peso e altura de recém nascido. Mas sempre sorridente, coisa mais querida do mundo. Soube hoje que ele continua no hospital e que a mãe, adolescente, abandonou ele. Assim que eu colocar meus pés no clínicas de novo, eu vou lá visitar ele. E eu tenho certeza que ele vai ser adotado por uma pessoa muito bacana que vai dar a ele todo amor e cuidado que ele precisa. Mas disso eu não tenho dúvidas!
A outra coisa é que hoje eu virei a página do mês do calendário pela última vez aqui em Rochester. Ai, eu achei que esse dia nunca fosse chegar! Último mês aqui, dá a impressão que vai passar mais rápido, e ao mesmo tempo eu penso em todo o tempo que já passou. E agora eu já me sinto em casa aqui, mas tudo que eu quero é voltar pra minha casa.
E do fuso horário da Itália, já é aniversário do Gus. Preparei uma surpesinha improvisada pra ele aqui, mas ele tá estudando pra uma prova, não sei quando vou poder mostrar pra ele. Que ele seja muito feliz sempre e que cada vez seja com menos saudade. Feliz aniversário, meu amor.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
galvão
Eu esqueci completamente de falar uma coisa ontem do jogo. Eu sei que muitos vão me matar, e eu confesso que eu nunca imaginei que diria isso, mas ontem eu senti uma falta do Galvão Bueno. Sim, ele irrita, é chato, fala coisas idiotas, mas pelo menos ele narra com entusiasmo. Ontem o narrador do jogo não alterava o tom de voz pra quase nada. Só quando era gol mesmo. E ficava calado a maior parte de tempo. Daí é complicado.
Tenho que estudar pra apresentação do poster no final da minha bolsa, daí to estudando em casa. É mais sossegado, posso ficar de pijama o dia todo, mas também exige mais disciplina. Comecei hoje de tarde. Quero ver se consigo estudar todo dia um pouquinho mais.
Eu acho que tem mais uma coisa pra contar, mas eu to me esquecendo.Deixa eu pensar...
Tá passou mais um dia e eu não lembrei, não devia ser importante. Vou estudar! Beijos pra todos
Tenho que estudar pra apresentação do poster no final da minha bolsa, daí to estudando em casa. É mais sossegado, posso ficar de pijama o dia todo, mas também exige mais disciplina. Comecei hoje de tarde. Quero ver se consigo estudar todo dia um pouquinho mais.
Eu acho que tem mais uma coisa pra contar, mas eu to me esquecendo.Deixa eu pensar...
Tá passou mais um dia e eu não lembrei, não devia ser importante. Vou estudar! Beijos pra todos
domingo, 28 de junho de 2009
brasil 3 x 2 eua
Esse finde foi dos filmes. Assisti 3 filmes no sábado! O primeiro foi The propose, com a Sandra Bullock. O filme é muito bom. Uma comédia romântica muito bacana. O enredo dele é previsível, mas tem vários momentos inesperados durante o filme. Eu recomendo. O segundo foi scuza ma ti chiamo amore, um filme italiano que eu assisti sem legenda. Bah! Punk o negócio. De cada frase eu entendia umas 2 ou 3 palavras. Eles falam muito rápido e eu não estudo italiano há mais de seis meses. Mas eu via as figuras, né? Fui entendendo mais ou menos. Achei o enredo meio fraquinho. É mais romance do que comédia romântica. De repente até é engraçado, mas eu que não entendi. Mostra lugares muito bonitos de Roma, é diferente dos cenários que a gente geralmente vê nos filmes, NY e LA. E o terceiro foi pequena miss sunshine. Nossa! Fantástico o filme. Pela mensagem principalmente. O filme tem uma mensagem muito forte e a menininha é impagável! Enredo bacana, surpeendente recomendo muito pra quem não assistiu.
E hoje depois do almoço a gente foi num bar que tem aqui perto assisti o jogo do Brasil. Com 1 americana e o namorado dela de Gana. Os dois torcendo pros EUA, lógico. Chegando no bar, uma galera torcendo pros EUA e só nós, eu e a Naira torcendo pro Brasil. Eu tava tranquila, tava acostumada a correr na esteira. Eu ia gritar gol e sair correndo. Vai saber o que que esses americanos iam fazer comigo. Mas eles sairam na frente. Bem na frente. O pessoal comemorando bastante e eu e a Naira enlouquecida pra gritar gol no meio da grigalhada. Até que veio o segundo tempo.Otelão deles tava com 5 segundos de delay da nossa tv. A cada gol a gente gritava e comemorava 5 segundos antes dos americanos na frente do telão perceberem que tinham levado mais um gol. A gente se divertiu. O pessoal que não deve ter gostado muito. Mas eu só tenho uma coisa pra dizer pra eles: lero lero!
E hoje depois do almoço a gente foi num bar que tem aqui perto assisti o jogo do Brasil. Com 1 americana e o namorado dela de Gana. Os dois torcendo pros EUA, lógico. Chegando no bar, uma galera torcendo pros EUA e só nós, eu e a Naira torcendo pro Brasil. Eu tava tranquila, tava acostumada a correr na esteira. Eu ia gritar gol e sair correndo. Vai saber o que que esses americanos iam fazer comigo. Mas eles sairam na frente. Bem na frente. O pessoal comemorando bastante e eu e a Naira enlouquecida pra gritar gol no meio da grigalhada. Até que veio o segundo tempo.Otelão deles tava com 5 segundos de delay da nossa tv. A cada gol a gente gritava e comemorava 5 segundos antes dos americanos na frente do telão perceberem que tinham levado mais um gol. A gente se divertiu. O pessoal que não deve ter gostado muito. Mas eu só tenho uma coisa pra dizer pra eles: lero lero!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
michael jackson morreu
O assunto não poderia ser outro né? O astro pop morreu. Infelizmente, ou felizmente, a taxa de mortalidade entre os seres humanos ainda é de 100%. E tudo que eu lembro de Michael Jackson é o clipe de thriller domingo à noite no fantástico e eu com muito medo! Eu acho que eu fui da geração do Michael Jackson, mas na época eu não me ligava muito em música. Se eu gosto? Sinceramente, não. Ele foi muito inovador, tem todos os méritos, mas eu particularmente não gostava. Eu estou mais curiosa com a causa da morte. Esses artistas com suas vidas tão misteriosas e cheias de fantasmas. Mas acredito que tenha sido por abuso de medicamento, pelo que eu li. Hoje ninguém aqui comentou disso no trabalho. Mas as emissoras de tv daqui só falam nisso. E foi assistindo tv hoje de manhã que eu finalmente desvendei um mistério que me persegue desde que eu cheguei aqui. As propagandas dos programas de tv aqui sempre aparecem assim: Nome do programa, dia, horário (am ou pm) e ET, ou MT, ou CTou PT. Mas geralmente é ET. Eu sempre querendo entender o que isso significava. A primeira coisa que eu pensei foi every tuesday=ET que significa toda terça. Mas não fazia muito sentido, porque poderia ser tuesday ou thrusday (quinta). E eu sempre vejo isso e nunca sei o que que é. Mas eu não sei como hoje eu descobri, sozinha, que é east time. Aqui eles têm 4 diferentes horários. Que nem nós no Brasil, as regiões são de diferentes fusos horários. Eastern time, que é o bendito ET, é o horário de New York, do leste aqui. Dai tem MT, que é mountain time, CT é central time e PT é pacific time. Nossa to muito feliz que eu descobri isso antes de ir embora. Quase 5 meses depois. Mas antes tarde do que nunca.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
post atrasado
Eu escrevi um post ontem no word mas não sei o que que me deu e eu esqueci de colocar aqui. E hoje eu to cansada. Tá calor aqui, dormi a noite toda de ventilador. E o tricolor dos pampas? Eu realmente estava preparada pra coisa pior. Quinta-feira vai ter olímpico cheio e eu aqui torcendo, de longe mas com o coração lá: Vamo vamo vamo tricolor!
E com vocês, o post de ontem:
Eu detesto aquele clima de resolvo tudo depois que passar tal coisa. Tô cheia de novidade, mas precisava de tempo pra estudar pro lab meeting. Então só escrevo quando passar o lab meeting. E passou. Literalmente. Nem bom, nem ruim, só passou. O último, se Deus quiser. Bom a primeira novidade foi que eu recebi uma cartinha da minha amiga de Canoas com uma foto nossa e algumas coisas escritas atrás. Nossa como é legal receber coisas do Brasil. Ver que o selo é de lá, os carimbos em português. Pode parecer bobo, mas é muito legal. Ela escreve na foto umas palavras de incentivo pra essa reta final, afinal, ela sabe muito bem como é essa experiência.
Eu disse que tava cheia de novidade e agora não me lembro de nenhuma.
Eu comprei um ventilador. Tava chegando em casa ontem e eu nunca olho o mural, mas ontem eu olhei. Sempre tem mil anúncios de pessoas vendendo coisas antes de se mudar, ou procurando gente pra dividir apartamento. Daí eu vi que um dos anúncios estava novinho. Só um daqueles papeizinhos com o número de telefone tinha sido arrancado. Eu arranquei o segundo. O cara tava vendendo dois ventiladores usados. Um pequeno pra colocar na janela e outro grande e alto. 5 e 7 dolares respectivamente. Mas na mesma hora liguei e busquei o grande. Ainda não ta quente a ponto de usar ventilador. Mas eu morro de medo de não conseguir dormir por causa de calor. E eu sou viciada em ventilador. Adoro ligar e dormir com coberta. Tudo isso pra contar que eu comprei um ventilador.
Semana que vem tem feriadão. 4 de julho, independência dos EUA. É sábado, mas daí puxaram o feriado pra sexta. Essa é boa, né? Podiamos adotar no Brasil isso também, quando o feriado cai no final de semana a gente puxa pra sexta ou empurra pra segunda.
Ah, lembrei de outra coisa. A gripe do porco de novo. Parece que ta mais espalhado o negócio. Foi a primeira vez que eu vi as pessoas preocupadas. No almoço, os funcionários aqui do departamento estavam comentando, pra gente tomar mais cuidado porque tem boatos de crianças infectadas por aqui. Lá vou eu de novo usar meu álcool gel de novo e continuar meus cuidados. Confesso que eu tava mais descuidada ultimamente, parecia que tava tudo resolvido. Mas já retomei o estado de alerta, não se preocupem.
Lembrei de outra coisa! Eu corri essa semana e nem doeu minha perna. Corri com tênis novo, amortece bem melhor o impacto e corri pouquinho: 15 minutos correndo e 20 caminhando. Daí estou dando um descanso de 2 dias e depois corro de novo, pra voltar devagarinho. Ah! Eu pretendo tentar correr na rua, mas eu tenho sérias dificuldades em correr na rua. Eu me distraio e perco o foco o tempo todo. Perco o ritmo e acabo cansando muito mais e muito mais rápido. Mas eu vou tentar, tem vários parques aqui perto, eu quero tentar correr num desses qualquer hora.
Acho que era isso então. Tricolor de Porto Alegre vai ser a atração da noite e eu com a tranqüila e serena sem lab meeting pra preparar. Ah assistir esse jogo no cerilo com a cadrey e uma (ou duas) polar bem gelada, hein?
E com vocês, o post de ontem:
Eu detesto aquele clima de resolvo tudo depois que passar tal coisa. Tô cheia de novidade, mas precisava de tempo pra estudar pro lab meeting. Então só escrevo quando passar o lab meeting. E passou. Literalmente. Nem bom, nem ruim, só passou. O último, se Deus quiser. Bom a primeira novidade foi que eu recebi uma cartinha da minha amiga de Canoas com uma foto nossa e algumas coisas escritas atrás. Nossa como é legal receber coisas do Brasil. Ver que o selo é de lá, os carimbos em português. Pode parecer bobo, mas é muito legal. Ela escreve na foto umas palavras de incentivo pra essa reta final, afinal, ela sabe muito bem como é essa experiência.
Eu disse que tava cheia de novidade e agora não me lembro de nenhuma.
Eu comprei um ventilador. Tava chegando em casa ontem e eu nunca olho o mural, mas ontem eu olhei. Sempre tem mil anúncios de pessoas vendendo coisas antes de se mudar, ou procurando gente pra dividir apartamento. Daí eu vi que um dos anúncios estava novinho. Só um daqueles papeizinhos com o número de telefone tinha sido arrancado. Eu arranquei o segundo. O cara tava vendendo dois ventiladores usados. Um pequeno pra colocar na janela e outro grande e alto. 5 e 7 dolares respectivamente. Mas na mesma hora liguei e busquei o grande. Ainda não ta quente a ponto de usar ventilador. Mas eu morro de medo de não conseguir dormir por causa de calor. E eu sou viciada em ventilador. Adoro ligar e dormir com coberta. Tudo isso pra contar que eu comprei um ventilador.
Semana que vem tem feriadão. 4 de julho, independência dos EUA. É sábado, mas daí puxaram o feriado pra sexta. Essa é boa, né? Podiamos adotar no Brasil isso também, quando o feriado cai no final de semana a gente puxa pra sexta ou empurra pra segunda.
Ah, lembrei de outra coisa. A gripe do porco de novo. Parece que ta mais espalhado o negócio. Foi a primeira vez que eu vi as pessoas preocupadas. No almoço, os funcionários aqui do departamento estavam comentando, pra gente tomar mais cuidado porque tem boatos de crianças infectadas por aqui. Lá vou eu de novo usar meu álcool gel de novo e continuar meus cuidados. Confesso que eu tava mais descuidada ultimamente, parecia que tava tudo resolvido. Mas já retomei o estado de alerta, não se preocupem.
Lembrei de outra coisa! Eu corri essa semana e nem doeu minha perna. Corri com tênis novo, amortece bem melhor o impacto e corri pouquinho: 15 minutos correndo e 20 caminhando. Daí estou dando um descanso de 2 dias e depois corro de novo, pra voltar devagarinho. Ah! Eu pretendo tentar correr na rua, mas eu tenho sérias dificuldades em correr na rua. Eu me distraio e perco o foco o tempo todo. Perco o ritmo e acabo cansando muito mais e muito mais rápido. Mas eu vou tentar, tem vários parques aqui perto, eu quero tentar correr num desses qualquer hora.
Acho que era isso então. Tricolor de Porto Alegre vai ser a atração da noite e eu com a tranqüila e serena sem lab meeting pra preparar. Ah assistir esse jogo no cerilo com a cadrey e uma (ou duas) polar bem gelada, hein?
domingo, 21 de junho de 2009
dia dos pais
Hoje eu fui na igreja de manhã e depois a gente foi colher morangos! Sim, eu nunca imaginei que eu fosse fazer isso na vida, mas foi muito divertido. É uma fazenda que tem a caminho da igreja que eles vendem morangos e tu pode ir lá e colher os que tu quiser. Foi muito bacana, apesar do chão completamente embarrado por causa de toda a chuva de ontem. Os morangos não tem explicação, né? Colhidinho assim na hora, chegava a ser roxinho de tão madurinho. E docinho! Chegava a explodir na boca de tão madurinho. Eu vou dizer que eu não sabia qual era o gosto de morango até hoje. É um gosto completamente diferente de todos os morangos que eu já tinha comido na vida. Lembra muito pitanga, quando tá bem madurinha sabe? Uma delícia! A gente tirou um montão de fotos, vou colocar logo tudo no orkut. Depois de pegar os morangos, a gente foi pra casa do casal que nos da carona pra igreja, tomar café da manhã porque hoje é um dia especial, hoje é dia dos pais aqui nos EUA! Não me pergunta porque é diferente, mas aqui o dia dos pais é hoje. Eu to muito feliz que no dia dos pais eu vou tá em casa e com o meu pai, pelo menos esse dia eu não vou perder, mas eu quero aproveitar que é dia dos pais aqui pra mandar um beijo pro Vô Lima e pro meu pai! Que eu sinto muita falta dos dois, e não é só por causa do churrasco que eles fazem não, é porque eles são muito importantes na minha vida. Um beijo enorme, e feliz dia dos pais pra todos os pais, e os em potencial também!
sábado, 20 de junho de 2009
nostalgia
Choveu o dia inteirinho aqui hoje. Fiquei em casa direto. Lavei umas roupas e comecei a fazer minha mala. Eu já tinha começado há um tempão, colocando as coisas mais pesadas de inverno na mala, pra dar espaço nos armários. Não tenho mto espaço aqui, dai acabo fazendo bagunça, daí colocando as coisas na mala me organizo melhor. Nossa, como eu trouxe coisa. Coisas que não usei, que usei uma ou duas vezes. E o que eu to levando é ainda mais. To com medo do peso, até que tá cabendo bastante coisa, mas não sei se não vai ficar mto pesado. To pensando em deixar algumas coisas, mas por enquanto to colocando tudo o que eu trouxe, se passar do peso, ou faltar espaço, daí começo a me desfazer das coisas que eu trouxe. Mas eu andei remexendo em outra bagagem também. Essa é muito maior do que as malas juntas: a experiência. Andei lendo posts antigos do blog. Meu Deus! O post de Nova York é o meu preferido e ao mesmo tempo me dói no coração. Eu lembro que fiquei mal quando voltei de lá. Sai do paraíso de cidade com as melhores companhias pra cair sozinha em Rochester. Foi um choque muito grande. Os posts das viagens, da impressão que eu tinha das pessoas quando conhecia, e depois o que mudou hoje que conheço melhor. Coisa que eu nem lembrava mais. Tudo tão cheio de detalhe (meu hábito de escrever demais) que eu quase revivo tudo de novo. Não reli tudo, mas to muito afim de imprimir tudo, os comentários, todos os posts e colocar junto e fazer um livro pra mim. Coisa pra mostrar pros netos mesmo. E vendo tudo isso, eu quase consigo sentir o cheiro de casa. Parece que tá tão perto de eu voltar. Falta pouco mais de um mês, mas parece que tá logo ali.
Ah!! Eu esqueci a parte mais importante do último post! Saudações tricolores nação gremista! E um beijo, vocês sabem de quem, pros colorados!
Ah!! Eu esqueci a parte mais importante do último post! Saudações tricolores nação gremista! E um beijo, vocês sabem de quem, pros colorados!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
barbecue
A primeira coisa é que a minha perna ficou boa! Fui na academia ontem e fiz aquele aparelho que imita caminhada só que não tem impacto, não sei o nome em português. Fiz 35 minutos no nível mais levinho e não doeu nada nada! Hoje eu não fui (aqui tá um tempinho chato, chovendo, friozinho), mas a partir de amanhã volto total pra academia. Não dá pra ficar sem, eu me sinto muito melhor quando to na academia, não dá pra parar.
Tá mas ontem eu tive aula como sempre, filminho como sempre (aliás, super dica de filme: Ele não está tão afim de você, comédia romântica imperdível!) e o cardápio da noite: barbecue. Churrasco! Bah, com a saudade que eu to de churrasco, nada poderia ser melhor. Tá, eu não esperava que entrasse um gaudério pilchado com uma picanha sangrando no meu prato, mas esperava uma carninha, na grelha de repente, essas coisas de filme. Dai disseram, cade a janta? O fulano foi buscar. Putz, senti o nível do churrasco. Chega o guri com uma sacola grande cheia de potes plásticos. Ele tira de dentro purê de batatas, salada de maionese só que ao invés de batatas, era com massa, vinagrete com legumes esquisitos, coxa e sobrecoxa de frango juntas assada, tipo as que tinha no RU um tempão atrás, costelinha de porco assada e fatias de carne assada. Sim, fatias de carne. Mas fatias da espessura das fatias de presunto que a gente compra no super. Fatias! Ah tu tá brincando comigo, né? A pessoa tá há quase cinco meses sem churrasco, daí dizem: Hoje tem churrasco! Daí trazem carne em fatias que nem presunto. Judia da gaúcha, judia! Mas tudo bem, tem a costelinha de porco, a cara tava boa, mas como provavelmente não foi feita numa churrasqueira onde a gordura derrete e não fica na carne, essa costelinha fica um pouco mais gordurosa, o que eu já esperava da comida daqui. Mas ainda assim tudo bem. Até que o guri falou: Bah! esse molho é muito bom! Coloca por toda a comida que esse molho tá muito bom! Tá, ele não falou bah, mas ele falou numa empolgação! Lá fui eu, com cautela, mas motivada pela empolgação do colega. Coloquei o molho barbecue numa das minhas duas costelinhas de porco. Vamos ver no que que dá. Adivinha? Não é que o molho era doce? Ah mas me cai os butia do bolso! É um molho de tomate adocicado, tipo ketchup. Quem é que come ketchup com churrasco? Reclamam que eu como ketchup com pizza, mas eles comem com churrasco. Aliás, que churrasco, hein? Da onde que essas pessoas tiraram que isso é churrasco? E o melhor da América! Sim, esse lugar que o guri foi lá buscar a comida, é o melhor restaurante de barbecue dos EUA. A comida não era ruim, mas é comida americana, não tem gosto de nada mais nada menos do que sal, gordura e açúcar. Mas em breve estarei eu, atracada numa costela. Me aguardem!
Só mais uma coisa, semana que vem tenho lab meeting, se Deus quiser vai ser o último! Ainda bem que a previsão do tempo é chuva pra todo finde, daí me concentro pra estudar bastante. Se eu demorar pra escrever é porque estou estudando. Beijos pra todo mundo! Saudade!!
Tá mas ontem eu tive aula como sempre, filminho como sempre (aliás, super dica de filme: Ele não está tão afim de você, comédia romântica imperdível!) e o cardápio da noite: barbecue. Churrasco! Bah, com a saudade que eu to de churrasco, nada poderia ser melhor. Tá, eu não esperava que entrasse um gaudério pilchado com uma picanha sangrando no meu prato, mas esperava uma carninha, na grelha de repente, essas coisas de filme. Dai disseram, cade a janta? O fulano foi buscar. Putz, senti o nível do churrasco. Chega o guri com uma sacola grande cheia de potes plásticos. Ele tira de dentro purê de batatas, salada de maionese só que ao invés de batatas, era com massa, vinagrete com legumes esquisitos, coxa e sobrecoxa de frango juntas assada, tipo as que tinha no RU um tempão atrás, costelinha de porco assada e fatias de carne assada. Sim, fatias de carne. Mas fatias da espessura das fatias de presunto que a gente compra no super. Fatias! Ah tu tá brincando comigo, né? A pessoa tá há quase cinco meses sem churrasco, daí dizem: Hoje tem churrasco! Daí trazem carne em fatias que nem presunto. Judia da gaúcha, judia! Mas tudo bem, tem a costelinha de porco, a cara tava boa, mas como provavelmente não foi feita numa churrasqueira onde a gordura derrete e não fica na carne, essa costelinha fica um pouco mais gordurosa, o que eu já esperava da comida daqui. Mas ainda assim tudo bem. Até que o guri falou: Bah! esse molho é muito bom! Coloca por toda a comida que esse molho tá muito bom! Tá, ele não falou bah, mas ele falou numa empolgação! Lá fui eu, com cautela, mas motivada pela empolgação do colega. Coloquei o molho barbecue numa das minhas duas costelinhas de porco. Vamos ver no que que dá. Adivinha? Não é que o molho era doce? Ah mas me cai os butia do bolso! É um molho de tomate adocicado, tipo ketchup. Quem é que come ketchup com churrasco? Reclamam que eu como ketchup com pizza, mas eles comem com churrasco. Aliás, que churrasco, hein? Da onde que essas pessoas tiraram que isso é churrasco? E o melhor da América! Sim, esse lugar que o guri foi lá buscar a comida, é o melhor restaurante de barbecue dos EUA. A comida não era ruim, mas é comida americana, não tem gosto de nada mais nada menos do que sal, gordura e açúcar. Mas em breve estarei eu, atracada numa costela. Me aguardem!
Só mais uma coisa, semana que vem tenho lab meeting, se Deus quiser vai ser o último! Ainda bem que a previsão do tempo é chuva pra todo finde, daí me concentro pra estudar bastante. Se eu demorar pra escrever é porque estou estudando. Beijos pra todo mundo! Saudade!!
domingo, 14 de junho de 2009
passeios do finde
Eu to sentindo que o que faltava pra Rochester era primavera. Chega a faltar tempo pra tanta coisa bacana pra fazer. Ontem eu fui no super comprar frutas e verduras pra semana, e quando cheguei em casa, meu colega do lab convidou pra ir experimentar comida coreana. Yes, man. Lá fomos nós, duas brasileiras e um coreano no restaurante korean house, lugar pequeno, mas bacana. A comida super gostosinha. Gosto de comida mesmo, temperadinha, feita na hora. Diferente da chinesa e da japonesa, bem original. Nenhum dos sabores típicos da américa: gordura, sal ou açúcar. E eles têm um monte de pratos comuns, que todos comem, e tu pede um prato pra ti. Todos os que a gente pediu ontem eram alguma coisa com carne e legumes acompanhados com arroz. Tudo bem gostoso, e me lembrou a comida da minha avó pelos pedaços grandes de cebola.
E hoje, depois do almoço de domingo de família que eu tive com a Naira aqui em casa, com o resto da comida coreana de ontem, o equatoriano, mexicano a francesa e um amigo francês dela, foram almoçar num restaurante mexicano. Eu fui junto, mesmo estando almoçada. A Naira não foi porque alguém tem que trabalhar nessa família. Depois de lá a gente foi pro Eastman House, que era a casa do seu Kodak, dos filmes de fotografia. É uma casa, grande, antiga e bonita. Tem um museu dentro e custa 10 dolares pra entrar. A gente não entrou, mas o equatoriano foi nosso guia, e contou que o seu Kodak nunca casou, daí ele dedicou toda a fortuna que ele fez em vida pra projetos museus, universidades e para o desenvolvimento da cidade de Rochester. Hoje nós ficamos só no jardim da casa, lindo diga-se de passagem. Aproveitamos o dia ensolarado e a brisa fresca e conversando. Contando histórias sobre as diferenças culturais entre os nossos países, aprendendo um pouquinho do idioma um do outro e praticando o inglês, sempre. Depois disso eu fui no picnic dos meus colegas de aula. Voltei pra casa com a sensação de que parecia impossível, mas no final das contas, Rochester vai acabar deixando um pouquinho (bem pouquinho) de saudade.
E hoje, depois do almoço de domingo de família que eu tive com a Naira aqui em casa, com o resto da comida coreana de ontem, o equatoriano, mexicano a francesa e um amigo francês dela, foram almoçar num restaurante mexicano. Eu fui junto, mesmo estando almoçada. A Naira não foi porque alguém tem que trabalhar nessa família. Depois de lá a gente foi pro Eastman House, que era a casa do seu Kodak, dos filmes de fotografia. É uma casa, grande, antiga e bonita. Tem um museu dentro e custa 10 dolares pra entrar. A gente não entrou, mas o equatoriano foi nosso guia, e contou que o seu Kodak nunca casou, daí ele dedicou toda a fortuna que ele fez em vida pra projetos museus, universidades e para o desenvolvimento da cidade de Rochester. Hoje nós ficamos só no jardim da casa, lindo diga-se de passagem. Aproveitamos o dia ensolarado e a brisa fresca e conversando. Contando histórias sobre as diferenças culturais entre os nossos países, aprendendo um pouquinho do idioma um do outro e praticando o inglês, sempre. Depois disso eu fui no picnic dos meus colegas de aula. Voltei pra casa com a sensação de que parecia impossível, mas no final das contas, Rochester vai acabar deixando um pouquinho (bem pouquinho) de saudade.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
dia dos namorados
Trabalhei bastante hoje e voltei pra casa. Comprei alguma coisinha na rua pra jantar e estava pronta pro meu dia dos namorados. Eu e o Gus jantamos pelo skype. Tiramos foto e tudo. Foi um jantarzinho romântico, o melhor que se pode ter quando se está em continentes diferentes. Até pensei em fazer algumca coisa especial, preparar uma surpresa, mas com essa distância fica complicado. Mas quando a gente morava na mesma cidade, mesmo assim, geralmente faziamos uma jantinha especial em casa mesmo. Nada muito diferente, só ficar juntos mesmo.
Mas o que eu queria mesmo dizer hoje é que dia dos namorados só serve pra atormentar as pessoas. Os namorados atormentados por causa dos presentes e os solteiros atormentados porque não estão namorando. E no final pouca gente consegue mesmo aproveitar o dia dos namorados. Quem sai pra comemorar sempre enfrenta uma fila imensa no restaurante, uma fila imensa no cinema, uma fila imensa no motel. Quem é que gosta de fila? Só porque é dia dos namorados agora tem que enfrentar fila pra tudo? E dia dos namorados eh um dia normal, não é feriado. Todo mundo trabalha, estuda, tem o dia cheio e depois tem que tá lindo, maravilhoso, sorridente e enfrentando fila a noite toda.
Se mesmo assim eu não conseguir convencer os solteiros que não é o fim do mundo ficar sozinho no dia dos namorados, pega a chave com a minha mãe, passa lá em casa e rouba meu Santo Antônio. Pelo menos assim garante o ano que vem. E como diz a Maria Rita, melhor solteiro no dia dos namorados do que namorando no carnaval!
Feliz dia dos namorados pra todo mundo (depois que eu acabei com o romantismo da data...) e um beijo pro meu namorado, mesmo que ele não leia o Blog.
Mas o que eu queria mesmo dizer hoje é que dia dos namorados só serve pra atormentar as pessoas. Os namorados atormentados por causa dos presentes e os solteiros atormentados porque não estão namorando. E no final pouca gente consegue mesmo aproveitar o dia dos namorados. Quem sai pra comemorar sempre enfrenta uma fila imensa no restaurante, uma fila imensa no cinema, uma fila imensa no motel. Quem é que gosta de fila? Só porque é dia dos namorados agora tem que enfrentar fila pra tudo? E dia dos namorados eh um dia normal, não é feriado. Todo mundo trabalha, estuda, tem o dia cheio e depois tem que tá lindo, maravilhoso, sorridente e enfrentando fila a noite toda.
Se mesmo assim eu não conseguir convencer os solteiros que não é o fim do mundo ficar sozinho no dia dos namorados, pega a chave com a minha mãe, passa lá em casa e rouba meu Santo Antônio. Pelo menos assim garante o ano que vem. E como diz a Maria Rita, melhor solteiro no dia dos namorados do que namorando no carnaval!
Feliz dia dos namorados pra todo mundo (depois que eu acabei com o romantismo da data...) e um beijo pro meu namorado, mesmo que ele não leia o Blog.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
saudade profunda
Eu ando com uma saudade profunda. Eu sei que já disse isso antes, mas agora sim ela tá profunda. Antes eu sentia falta das pessoas nas coisas do cotidiano. Na hora do almoço, na hora de ir dormir, quando eu chegava do trabalho. Mas agora eu me acostumei com a rotina daqui e não sinto mais essas saudadezinhas durante o dia. Eu sinto saudades profundas. Elas chegam quando eu estou com a cabeça longe, geralmente voltando pra casa. Quando eu lembro de alguma coisa, ou quando tenho vontade de fazer alguma coisa que eu costumava fazer e não faço mais. Daí me vem alguém na cabeça. Meu pai, minha mãe, o Gus, algum dos meus amigos ou alguém da minha família, me vem na lembrança e ao mesmo tempo vem aquela onda de nostalgia e aperto no peito. Aperto profundo, chega a doer. Dai eu penso: saudaaaaaaaade do fulado.
Pra todos que eu sinto saudade eu queria deixa esse video. É uma animação da pixar que passou antes do filme up, que eu assisti no cinema. Bom filme a todos e que a gente possa ser sempre assim: http://therapup.uproxx.com/2009/06/partly-cloudy-the-animated-short-before-up.html
P.S.: Minha perna tá melhorando! To colocando bastante gelo e to sem nenhum exercício. Hoje já doeu bem menos! Obrigada pelas dicas!
Pra todos que eu sinto saudade eu queria deixa esse video. É uma animação da pixar que passou antes do filme up, que eu assisti no cinema. Bom filme a todos e que a gente possa ser sempre assim: http://therapup.uproxx.com/2009/06/partly-cloudy-the-animated-short-before-up.html
P.S.: Minha perna tá melhorando! To colocando bastante gelo e to sem nenhum exercício. Hoje já doeu bem menos! Obrigada pelas dicas!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
lesionada
Segunda eu fui na academia, corri como sempre, tomei banho como sempre e fui pro trabalho como sempre. No lab eu comecei a sentir umas dores esquisitas. Não era dor forte, mas era um incômodo na articulação do quadril com a coxa. Fiquei preocupada. Cheguei em casa e falei com meu amigo que faz medicina e que fez estágio no união. Expliquei tudo e ele disse provavelmente seja uma lesão por excesso de impacto. Gelo, antiinflamatório e nada de corrida. Mas bicicleta tava liberado. O meu limite era a minha dor.
Na terça fui na academia e fiz uma meia horinha de bicicleta e nada de dor. Tava tranquilo. Mas bicicleta é muito chato, minha nossa.
Hoje fui na academina, meia horinha de bicicleta e a perna começou a doer. Falei com meu amigo de novo, e ele acha melhor eu parar total por uma semana e continuar com gelo e remédio.
Bah eu to tão chateada. Desde que o Gus voltou pra Itália que eu comecei a correr. E é uma das melhores partes do meu dia. É o que me fazia ter ânimo pra sair de casa de manhã. Não tava me importando nenhum pouco com a aparência, claro que eu tinha notado diferença no meu corpo e claro que eu tava gostando, mas eu corria porque me sentia bem, só isso.
Amanhã eu não vou na academia pela primeira vez em quase dois meses. Não sei que que eu vou fazer nesse tempo que eu estaria lá. Só sei que todo mundo pode ficar tranquilo que eu to me cuidando bastante. Quanto mais longe da minha mãe eu fico, mais eu me cuido direitinho.
Na terça fui na academia e fiz uma meia horinha de bicicleta e nada de dor. Tava tranquilo. Mas bicicleta é muito chato, minha nossa.
Hoje fui na academina, meia horinha de bicicleta e a perna começou a doer. Falei com meu amigo de novo, e ele acha melhor eu parar total por uma semana e continuar com gelo e remédio.
Bah eu to tão chateada. Desde que o Gus voltou pra Itália que eu comecei a correr. E é uma das melhores partes do meu dia. É o que me fazia ter ânimo pra sair de casa de manhã. Não tava me importando nenhum pouco com a aparência, claro que eu tinha notado diferença no meu corpo e claro que eu tava gostando, mas eu corria porque me sentia bem, só isso.
Amanhã eu não vou na academia pela primeira vez em quase dois meses. Não sei que que eu vou fazer nesse tempo que eu estaria lá. Só sei que todo mundo pode ficar tranquilo que eu to me cuidando bastante. Quanto mais longe da minha mãe eu fico, mais eu me cuido direitinho.
sábado, 6 de junho de 2009
pica-pau desde as cataratas
Vai dizer que não lembra do episódio que o pica-pau quer descer as cataratas do Niagara? Pra quem não lembra, aí tem o video: http://www.youtube.com/watch?v=5xjPktDM87M
Pois então, eu fui lá hoje. Fica uma hora e meia de carro daqui de Rochester. Fui com o pessoal da igreja que eu fui finde passado. Eles organizam essas excursões pros estudantes internacionais. Dai a gente levou nosso lanche e passou o dia no parque das cataratas. Todo mundo dizia que era pequeno, mas eu não achei nada pequeno! É muita água, é muito bacana! A água verdinha, e tu consegue ficar bem pertinho. É muito legal. E no parque tem algumas atrações. Uma delas é o maid of the mist, que é um barco que te leva lá embaixo, e tu vê as quedas bem de pertinho. Custa U$ 13,50 e eles te dão uma capa plástica pra tu não molhar a tua roupa. Depois tu ainda pode ir numa escadaria que te leva bem pertinho de uma das quedas. Tem outra atração que é o cave of the winds que é exatamente aquelas capas de plástico amarelas do desenho do pica-pau. É uma escadaria que leva muito perto de uma das quedas. Se tu quiser, pode até encostar na água caindo. Essa custou U$11 e ganha a capa plática amarela e uma sandália de borracha do teu número com o nome do parque que tu pode trazer pra casa. Esse é muito divertido. Tu fica encharcado! A água bate nos teus pés, é muita molhaçada, nem arrisquei tirar a câmera do bolso. As cataratas tem dos dois lados, do lado americano e o lado canadense. Brasileiros precisam de visto pra ir ao Canadá, que eu não tenho, mas com visto tu só cruza uma ponte e pode ir pro lado canadense das cataratas. Eu sinceramente não achei nada demais. Uma vez que tu vai no barco, tu tem a vista das quedas dos dois lados, então não tem muita diferença. Mas acho que a grande diferença é de noite. O lado canadense tem mais hoteis, tem cassinos, tem uma torre bem alta que pode subir pra tirar foto (tá, talvez pela parte da torre eu acho que o lado canadense tem coisas mais legais mesmo). O lado americano é um parque. Tu caminha, faz picnic, tem umas atrações de filmes, uns aquários, um passeio mais pro dia mesmo.
Mas a grande novidade do dia foram as pessoas. Eu fui nesse passeio com a minha amiga capixaba, e no ônibus, na ida, a gente acabou conhecendo uma menina da França e um casal do Equador. Brasileiras, né? Já puxa papo com todo mundo, já acaba ficando amigo de todo mundo. Se eu queria aprender francês e como eu preciso aprender espanhol, essa é minha dupla chance! O pessoal é bacana, se comunica aos trancos e barrancos, mas a gente sempre se entende. Eles chegaram aqui há pouquíssimo tempo, então estão passando pelas mesmas dificuldades que eu passei no começo. E agora eu já to tão experiente nisso que já andei dando até conselhos! Que que a pessoa não aprende nessa vida, hein?
Pra amanhã a gente combinou de almoçar junto, todo mundo. Não sabemos aonde ainda, mas vai ser por aqui por perto. Chamei a minha amiga da Espanha também, vai ser o festival de espanhol. E já aprendi umas palavrinhas em francês. Nada elaborado, mas umas coisas bem importantes. Vamos ver até onde isso vai, mas tomara que vá pra Paris!
Pois então, eu fui lá hoje. Fica uma hora e meia de carro daqui de Rochester. Fui com o pessoal da igreja que eu fui finde passado. Eles organizam essas excursões pros estudantes internacionais. Dai a gente levou nosso lanche e passou o dia no parque das cataratas. Todo mundo dizia que era pequeno, mas eu não achei nada pequeno! É muita água, é muito bacana! A água verdinha, e tu consegue ficar bem pertinho. É muito legal. E no parque tem algumas atrações. Uma delas é o maid of the mist, que é um barco que te leva lá embaixo, e tu vê as quedas bem de pertinho. Custa U$ 13,50 e eles te dão uma capa plástica pra tu não molhar a tua roupa. Depois tu ainda pode ir numa escadaria que te leva bem pertinho de uma das quedas. Tem outra atração que é o cave of the winds que é exatamente aquelas capas de plástico amarelas do desenho do pica-pau. É uma escadaria que leva muito perto de uma das quedas. Se tu quiser, pode até encostar na água caindo. Essa custou U$11 e ganha a capa plática amarela e uma sandália de borracha do teu número com o nome do parque que tu pode trazer pra casa. Esse é muito divertido. Tu fica encharcado! A água bate nos teus pés, é muita molhaçada, nem arrisquei tirar a câmera do bolso. As cataratas tem dos dois lados, do lado americano e o lado canadense. Brasileiros precisam de visto pra ir ao Canadá, que eu não tenho, mas com visto tu só cruza uma ponte e pode ir pro lado canadense das cataratas. Eu sinceramente não achei nada demais. Uma vez que tu vai no barco, tu tem a vista das quedas dos dois lados, então não tem muita diferença. Mas acho que a grande diferença é de noite. O lado canadense tem mais hoteis, tem cassinos, tem uma torre bem alta que pode subir pra tirar foto (tá, talvez pela parte da torre eu acho que o lado canadense tem coisas mais legais mesmo). O lado americano é um parque. Tu caminha, faz picnic, tem umas atrações de filmes, uns aquários, um passeio mais pro dia mesmo.
Mas a grande novidade do dia foram as pessoas. Eu fui nesse passeio com a minha amiga capixaba, e no ônibus, na ida, a gente acabou conhecendo uma menina da França e um casal do Equador. Brasileiras, né? Já puxa papo com todo mundo, já acaba ficando amigo de todo mundo. Se eu queria aprender francês e como eu preciso aprender espanhol, essa é minha dupla chance! O pessoal é bacana, se comunica aos trancos e barrancos, mas a gente sempre se entende. Eles chegaram aqui há pouquíssimo tempo, então estão passando pelas mesmas dificuldades que eu passei no começo. E agora eu já to tão experiente nisso que já andei dando até conselhos! Que que a pessoa não aprende nessa vida, hein?
Pra amanhã a gente combinou de almoçar junto, todo mundo. Não sabemos aonde ainda, mas vai ser por aqui por perto. Chamei a minha amiga da Espanha também, vai ser o festival de espanhol. E já aprendi umas palavrinhas em francês. Nada elaborado, mas umas coisas bem importantes. Vamos ver até onde isso vai, mas tomara que vá pra Paris!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
o mistério das calças curtas
Hoje eu tava na academia, depois do banho e vesti uma calça que há um tempinho eu não usava. Essa calça costumava ficar mais larguinha, mas dessa vez tava mais justa. Mas que raio, eu tenho cuidado pra não comer demais, to indo na academia, que que tá acontecendo? Será que eu to ficando sarada? Mas é claro, isso tudo é músculo! A calça tava mais justa nas coxas, a bunda ficava bem empinadinha. Mas não é que depois de 23 anos eu to ficando sarada! Até perdi mais uns minutos só para adimirar a minha nova forma física. Quando eu to saindo do vestiário, olho pro chão pra ver se amarrei meu tênis e vejo que tudo não passou de uma ilusão. Eu não to gostosa, mas pelo menos não to gorda também. A minha calça encolheu. Eu já tinha reparado que aqui as pessoas usam calças curtas. Mas eu achava que era por causa da neve. Pra que a calça não encostasse no chão e não molhasse por causa da neve derretida. Mas não, da última vez que eu lavei essa calça, lavei com água morna, e depois na secadora eu sempre uso a temperatura mais alta que tem. Daí já viu, a calça encolheu. E eu achando que tava sarada...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
termômetros diferentes
Parece que tem gente congelada por aí. No msn tudo que eu vejo é: Frio! Muito frio! Congelada! Hoje quando acordei tava 5ºC em Porto Alegre e 10ºC aqui em Rochester. Coloquei uma calça de suplex, meu top, uma regata e um casaco por cima. Casaco quentinho, mas não dos grossos. E fui pra academia. Nada de frio! Realmente eu acho que tem uma diferença nos termômetros entre os hemisférios. Aqui 10ºC é uns 16ºC em Porto Alegre. Mas aguenta aí meu povo que o inverno ainda nem começou.
Eu sonhei essa noite que eu tinha voltado pra casa e não tinha nenhum real na carteira. Tinha uma meia duzia de moedas de dolar, só. Deve ser porque ontem eu fui mexer nas minhas coisas e vi que tenho R$27 e não reconheci a moeda de 5 centavos de real. Será que eu vou saber as moedas quando eu voltar?
Hoje foi minha primeira aula. Nossa, foi super bacana. A minha bolsa é no sistema visual daí hoje a gente ficou conversando sobre ilusão de ótica e filmes 3D. Sabe aquelas coisas que não vão te acrescentar na tua vida profissional, mas que são super interessantes? Um dia, em uma mesa de bar, depois de duas a ou três cervejas (ai que saudade) eu vou puxar esse assunto: Sabe como são feitos os filmes em 3D? Daí as pessoas vão todas achar: Mas que pessoa mais interessante essa, sabe falar de salada à filmes 3D. Ai meu Deus, como a minha imaginação é fértil!
Eu sonhei essa noite que eu tinha voltado pra casa e não tinha nenhum real na carteira. Tinha uma meia duzia de moedas de dolar, só. Deve ser porque ontem eu fui mexer nas minhas coisas e vi que tenho R$27 e não reconheci a moeda de 5 centavos de real. Será que eu vou saber as moedas quando eu voltar?
Hoje foi minha primeira aula. Nossa, foi super bacana. A minha bolsa é no sistema visual daí hoje a gente ficou conversando sobre ilusão de ótica e filmes 3D. Sabe aquelas coisas que não vão te acrescentar na tua vida profissional, mas que são super interessantes? Um dia, em uma mesa de bar, depois de duas a ou três cervejas (ai que saudade) eu vou puxar esse assunto: Sabe como são feitos os filmes em 3D? Daí as pessoas vão todas achar: Mas que pessoa mais interessante essa, sabe falar de salada à filmes 3D. Ai meu Deus, como a minha imaginação é fértil!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
o começo do fim
Primeiro dia de aula. Bah que coisa mais complicada. Aquele silencio, todo mundo quieto, se olhando, mas ninguém diz nada, aquele climão. E quando alguém falava alguma coisa eu nem sempre entendia completamente. Muita gíria, e aquele jeito preguiçoso que todo adolescente tem de falar. Sim, adolescentes! Eu sou uma senhora idosa perto daquelas crianças. Alguns deles recém entraram na faculdade. Somos em 11. Uma menina que parece a mais inteligente do mundo, meio irritadinha assim sabe, que nem nos filmes. A popular, faz esportes, toca intrumentos, conhece todo mundo em casa esquina. O popular, jogador de baseball, chegou com o olho roxo pagando de machão. O gordinho, amigo do popular, que jura que eh popular também. O quieto, cara de esperto, inteligente e que não tá ali pra brincadeira. E mais algumas pessoas com personalidades não tão marcantes assim. E as estrangeiras. Sim não estou sozinha! Uma menina da Espanha. Tadinha, chegou ontem, não entende direito o que as pessoas falam. Parece eu quando cheguei. Só de lembrar me deu arrepios! Mas vai funcionar assim. Até o final de julho tu tem que desenvolver algum projeto no sistema visual no lab que tu tá e dai no final tem que apresentar um poster sobre teu trabalho. Toda quarta-feira de tarde vai ter uma palestra com algum dos professores do departamento e depois tem pizza e filme de graça pra galera. Pra mim tá combinado. Daí depois de tudo acertado, a gente teve uma manhã de reconhecimento de área. Fomos pelo campus, passamos pelos lugares importantes da universidade e no final da manhã tivemos um almoço com os professores. E foi aí que começou o final. Conversei com meu chefe sobre eu voltar pro Brasil em agosto, como o combinado no começo. Acho que não é novidade pra mais ninguém que eu não vou ficar por aqui. Mas queria conversar com ele e explicar tudo. Me sentia na obrigação de fazer isso. Foi uma conversa bacana, me deu dicas pro futuro, o que eu devo melhorar na minha formação pra ser mais competitiva, do que eu devo pensar antes das minhas escolhas profissionais, uma coisa bem de conselheiro e bem proveitosa. E eu acho que todo esse tempo foi muito importante. Como que eu ia tomar uma decisão sobre ficar aqui mais ou não sem me conhecer melhor. E o que eu mais aprendi nessa viagem foi quem sou eu. Eu sou uma nutricionista. Nutricionista de verdade, que dá dicas pra todo mundo, que adora ajudar os outros com o que sabe sobre nutrição, que tem prazer em comer bem e se sente bem comendo bem. Eu sou completamente nutricionista com uns 46% pesquisadora. Daí é que vem o perigo. Pesquisa pra mim é muito e nutrição, purinha assim, eu acho muito pouco. Dizem que a virtude não está no meio-termo, mas talvez a minha realização profissional esteja extamente lá. E é pensando nisso que eu to voltando pra casa, dia 4 de agosto às 23h45min chegando no Salgado Filho, como o combinado. Ver minha família, meus amigos e meu namorado (é tão bom que eu não gosto nem de pensar). E voltar pra casa pra trabalhar com a nutrição e ver se eu encontro meu meio-termo em algum lugar por lá.
Hoje eu virei a penúltima página do calendário que eu fiz do tempo que eu vou ficar aqui. Em exatos dois meses eu saio de Rochester. E, sinceramente, eu não vejo a hora!
Hoje eu virei a penúltima página do calendário que eu fiz do tempo que eu vou ficar aqui. Em exatos dois meses eu saio de Rochester. E, sinceramente, eu não vejo a hora!
domingo, 31 de maio de 2009
yes, man
Nossa fiz tanta coisa esse final de semana que eu não sei nem por onde começar! Eu realmente adotei a filosofia do filme yes, man do Jim Carrey e nem me dei conta. E a culpa é toda do blog. Qualquer coisa que me convidam pra fazer eu sempre penso que daria um bom post. Ontem eu tava em casa, baixando música e a minha amiga me ligou dizendo que o casal de brasileiros que mora aqui no meu prédio estavam nos convidando pra ir ver um negócio de aviões. Mas o que que é exatamente? Não sei, mas vamos? Vamos ué! A gente foi parar no Lake Ontario que é um lago entre os EUA e o Canadá tão largo que tu não consegue ver o outro lado. Parece o oceano. Tem areia e a água forma umas ondinhas que tu jura que tá no mar, mas na verdade é o lago. Eu quero muito ir lá no verão tomar um sol, mas não garanto entrar na água porque deve ser fria demais. Mas também tinha um show de aviões fazendo acrobacias. Foi bem bacana! Os caras eram super bons e passavam um tão pertinho do outro que não dava pra acreditar. Daí depois disso a gente passou numa liquor store, que são lojas onde se vende bebida alcóolica. É imensa! Minha nossa! Eu não saberia nem por onde começar a procurar um vinho ou qualquer outra bebida. Depois de lá a gente passou no super. cheguei em casa com as minhas compras e mal coloquei as coisas na geladeira o telefone tocou. Meu colega de trabalho me convidando pra ir no cinema com os amigos dele. Que que eu ia dizer? Meu pai, o Gus, meu dindo, todo mundo me esperando pra falar comigo na internet, mas eu tenho que dizer sim pra tudo, é a filosofia do filme, tive que ir! O nome do filme em inglês é Up. É uma animação da pixar em 3D, mas a gente acabou comprando ingressos para o filme sem o 3D. O filme é maravilhoso! Uma história super bacana, com bastante aventura, mais do que normalmente se tem nesses filmes de animação e bem divertido. E ver filme em inglês, sem legenda, não foi muito fácil, tudo tudo a gente não entende, mas o contexto tu capta e muito das piadas e jogos de palavras ficam muito melhores em inglês, lógico. Depois do cinema, eu tava faminta! Só tinha comido um sanduiche no almoço e nada mais (muitos passeios, não tive tempo de comer). Dai eu fui com o pessoal num restaurante chamado Ruby Tuesday. Restaurante típico americano. Tem hamburgueres, tem comida também, pratos com carne, massa. Eu pedi uma massa e um buffet de saladas. Muito bom! Claro que é um pouco mais caro. Sai uns 15 dolares mais gorjeta, mas vale a pena. O lugar é super bacana, música boa, um bar na entrada, mesas tipo as do outback, com sofás ao invés de cadeiras. Um bom lugar pra sair pra jantar com amigos. Depois disso fui pra casa, cansada, cai na cama direto. Mas a minha amiga tinha me convidado pra ir na igreja com ela. Ela vai todo o domingo, e como a minha filosofia não me permite dizer não, lá fui eu. 8h10min da manhã, peguei carona com um casal mais velho, ministros dessa igreja e lá fomos nós. Uns 40 minutos de carro até a igreja. Não é uma igreja com nenhuma denominação. Acho o nome certo seria um templo. Muitas pessoas vão lá pra rezar, judeus, católicos, evangélicos, todos juntos sem problema nenhum. Fui bem recebida, recebi uns informativos da igreja pra que eu soubesse mais ou menos como as coisas funcionam lá. E depois a gente foi pra "missa", "culto" como queiram. Foi a vez que eu mais me senti bem dentro de uma igreja. Sem pressão, sem formalidades, sem protocolos. Só pessoas rezando, ouvindo coisas boas sobre Deus e sobre a bíblia e cantando. Só o inglês que foi um pouco mais difícil. Tem um monte de palavras que tu não sabe o significado porque são muito específicas. Como sagrado que é holy. Nunca tinha ouvido falar antes. Mas a mensagem que foi passada eu entendi. Depois de lá, o casal de minustros da igreja nos convidou pra ir tomar café da manhã na casa deles. Café da manhã típico americano! Depois de quase 4 meses aqui, eu finalmente tomei café da manhã americano. Teve panquecas de blueberry com amendoas e bananas com farinha integrasl, ovos mexidos e torradinhas de pão integral com manteiga. Tá, a parte dos integrais não é americana, mas o contexto foi. Conversei muito sobre alimentação com eles. Que difícil falar sobre nutrição em inglês. Mas foi, tá indo. To conseguindo me expressar quase 100% agora. Depois de quase quatro meses as coisas são mais fáceis principalmente pra entender e pra falar. E agora eu vou parar um pouco em casa. Arrumar minhas coisas, lavar roupa porque amanhã começam as minhas aulas. Sim, as aulas da bolsa qu eu ganhei. Amanhã tem o encontro de orientação de como as coisas vão funcionar com o café da manhã com os colegas. E agora tenho mais dois meses em Rochester. Agora que tá chegando perto do final que tá ficando legal.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
despedida
Bah fiquei um certo tempinho sem escrever, mas to fazendo um trabalho super cansativo. Chego em casa morta e tenho ido dormir antes das 22h. Mas semana que vem devo terminar isso.
Desde que eu vim pra cá eu to mundando meu conceito sobre despedidas. A despedida da família do meu pai foi barbada. No aeroporto eu nem chorei. Quando sai de Nova York e me despedi do Gus lá também não chorei. To ficando calejada eu acho. Amanhã, perto do meio dia, a minha amiga de canoas volta pro Brasil. Teve uma janta na casa dela hoje com o pessoal que ela conheceu aqui. Tava bem divertido. As malas que praticamente não fecham porque a gente sempre leva de volta muito mais coisas do que traz. Esse clima de despedida não foi nem um pouco difícil. Foi só um até logo, mas já deu pra sentir como que é o sentimento e a alma leve de quem conclui essa etapa. Tomei duas taças de vinho e já to com dor de cabeça. Tava pensando em ir trabalhar amanhã, mas não sei. Vamos ver como vai acordar a minha cabeça amanhã.
Desde que eu vim pra cá eu to mundando meu conceito sobre despedidas. A despedida da família do meu pai foi barbada. No aeroporto eu nem chorei. Quando sai de Nova York e me despedi do Gus lá também não chorei. To ficando calejada eu acho. Amanhã, perto do meio dia, a minha amiga de canoas volta pro Brasil. Teve uma janta na casa dela hoje com o pessoal que ela conheceu aqui. Tava bem divertido. As malas que praticamente não fecham porque a gente sempre leva de volta muito mais coisas do que traz. Esse clima de despedida não foi nem um pouco difícil. Foi só um até logo, mas já deu pra sentir como que é o sentimento e a alma leve de quem conclui essa etapa. Tomei duas taças de vinho e já to com dor de cabeça. Tava pensando em ir trabalhar amanhã, mas não sei. Vamos ver como vai acordar a minha cabeça amanhã.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
letchworth state park
Eu nem contava com tantas emoções pra esse feriado. Fui convidada pra ir fazer picnic num parque aqui perto. Tá certo, lá pelas 11 horas a gente, eu a minha amiga do Espírito Santo e um casal de amigos nosso, pegamos a estrada e fomos ao letchworth state park. O parque é imenso! A gente, de carro, levou meia hora pra sair de lá de dentro. E lá que ficam os canions da costa leste dos EUA. Mas não era só um picnic? A gente foi, fizemos o nosso picnic numa das várias imensas áreas verdes que tem no parque com churrasqueiras americanas e mesas. As famílias vão pra lá acampar ou passar o dia, jogar baseball nos gramados e alguns querem pegar todo o sol que faltou pra eles no inverno em um dia. E se atiram na grama pra torrar no sol. E conseguem. Bom, depois da nossa comelança light (sanduichinho de frango com frutas e atum com cream cheese) a gente vou ver as quedas d´àgua. Tinham as quedas altas, médias e baixas. Se eu não me engano a gente começou pelas médias e depois fomos pras altas e por último as baixas. Nossa que coisa mais linda! Uma queda d´água com uns paredões de pedra cheios de árvores ao redor. Muito bonito! E essa queda é do Genese River, o rio que corta Rochester. Cada uma das quedas tem uma característica especial e todas são ligadas por trilhas bem longas (cheguei em casa morta). A queda média formava um arco-íris lindo! Em cima da queda alta tinha uma ponte por onde passa um trilho de trem. A gente foi e subiu na ponte. É muito alto e ao mesmo tempo a vista é muito linda. Na foto dá pra ver a minha mãozinho bem agarrada na ponte porque é realmente muito alta, dá muito medo. E a pequena queda me deu uma sensação muito boa. A mesma sensação que eu tenho na praia as vezes. As vezes eu sinto falta de olhar o mar. O movimento da água me faz relaxar e me sentir bem. E nessa queda foi exatamente isso que eu senti. Senti as baterias recarregando, e ao mesmo tempo uma sensação de paz muito boa e muito profunda.
Foi um feriado muitíssimo bacana, mas agora é aproveitar essas energias recarregadas e seguir firme na reta final.
Foi um feriado muitíssimo bacana, mas agora é aproveitar essas energias recarregadas e seguir firme na reta final.
domingo, 24 de maio de 2009
public market
Ontem eu fui no public market. O mercado público aqui de Rochester. Tinha tanta gente! Parece que esse povo fica só esperando esquentar pra sair tudo pra rua ao mesmo tempo. Não é um lugar fechado, são uns corredores que são cobertos e tem umas barraquinhas tipo feira. Frutas e verduras fresquinhas e baratinhas. Comprei duas caixas de uns 300g cada do morango mais cheiroso que eu já vi e paguei 3 dolares. Comprei dois cachos enormes da uva por 1 dolar e comprei um buque de brócolis também por um dolar. Lá tinha muitas flores! Todos os tipos e cores em grande quantidade. Tinha também a parte dos camelos! Um bando de barraquinha que nem os camelos do centro de Porto Alegre. Vende bolsa, óculos, perfume, tudo de origem duvidosa. Ao redor do mercado público tem algumas padarias, uma loja italiana que vendia só queijos e banquinhos pra galera sentar e comer alguma coisa ou pedir um café. Mas tudo isso regado a muita muvuca e muita gente. Muito carro, muita confusão. Muita gente alternativa, parece que lá é o point dos alternativos e vegetarianos. E umas pessoas tocando violão na calçada pedindo trocados. Bem igual aos filmes, mas todos que eu vi até hj, os de Nova Iorque e os daqui, todos sempre tocam muito bem. Ontem lá o cara tava tocando flamenco. Eu não sei se é flamenco, mas é um ritmo tri difícil de tocar no violão, e o cara tava dando show.
E ontem o meu cérebro quase fundiu. Eu falei inglês desde de manhã até de noite, porque de noite o mesmo pessoal do mercado público foi jantar na casa do meu colega. Chegou 10 da noite eu não sabia mais nada. Nem inglês nem português. Não to acostumada a falar tanto durante o dia. E falo mais é no trabalho. Depois que chego em casa é só português. Daí ontem eu cansei.
Seguinte, essa quarta o lab meeting é meu de novo, então vou dar uma paradinha por aqui, mas eu sempre volto. Ah! Segunda aqui é feriado. Dia do memorial. É quando eles lembram as pessoas que morreram na guerra. E sabia que todos os feriados são na segunda? Os feriados não são comemorados no dia. Por exemplo, o memorial day é a segunda-feira da última semana de maio sempre. Dai eles sempre têm feriadão. Bacana né?
É isso então, vou lá estudar. Beijo pra todo mundo!
E ontem o meu cérebro quase fundiu. Eu falei inglês desde de manhã até de noite, porque de noite o mesmo pessoal do mercado público foi jantar na casa do meu colega. Chegou 10 da noite eu não sabia mais nada. Nem inglês nem português. Não to acostumada a falar tanto durante o dia. E falo mais é no trabalho. Depois que chego em casa é só português. Daí ontem eu cansei.
Seguinte, essa quarta o lab meeting é meu de novo, então vou dar uma paradinha por aqui, mas eu sempre volto. Ah! Segunda aqui é feriado. Dia do memorial. É quando eles lembram as pessoas que morreram na guerra. E sabia que todos os feriados são na segunda? Os feriados não são comemorados no dia. Por exemplo, o memorial day é a segunda-feira da última semana de maio sempre. Dai eles sempre têm feriadão. Bacana né?
É isso então, vou lá estudar. Beijo pra todo mundo!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
mulheres coreanas no poder
Ai to cansada. E volto pra casa e me sinto culpada porque o sol ainda tá alto, dai parece que às 18h é três da tarde. Aqui tá anoitecendo aqui lá pelas 20h30. O clima tá maravilhoso. Sol forte, calor, e aquela brisa amiga pra não deixar a gente sufocar. E é um calor seco. Eu nunca tive num lugar com clima tão seco. É bem bom! Bah, não tem nem comparação com Porto Alegre.
Mas hoje no almoço eu tava conversando com meu colega coreano sobre as mulheres da coréia. A mulherada tá mandando ver lá. Ele me disse que as mulheres é que comandam a vida dos homens na coréia. Se o marido quer dar um presente pro irmão ou pra mãe, tem que pedir pra esposa. Se tu quer sair com um amigo teu que é casado, liga ué? Pra mulher dele, é claro. Liga pra ela e pede o marido dela emprestado. E as mulheres lá são super exigentes pra casar. Elas inventaram um escore que vai de 0 a 100 com vários pontos que tu deve analisar em um homem. Os que eu me lembro é a herança da família. Uma família com mto dinheiro pode dar ao homem um escore de 30 no máximo. O emprego do homem também dá escore máximo de 30 (repare que 60% é só relacionado a dinheiro) O escore máximo de 5 para homens com habilidades dométicas! Sim, elas querem casa, comida e roupa lavada. E mais 5 pontos se o cara tiver boa aparência. O resto eu não me lembro. Mas dizem que lá é onde se tem a melhor tecnologia pra maquiagem a prova d´água, porque nenhuma mulher sai de casa sem estar maquiada. Mesmo que seja pra ir na academia, e mesmo que seja para ir nadar! E elas estão sempre atrasadas e se o homem reclama, elas dizem que eles não as amam mais. E aí de quem não notar que elas trocaram a cor do esmalte. É fim de relacionamento na certa! Mas quem achou as coreanas arrogantes e fúteis, não pense tão mal assim. Elas ajudam a pagaram a conta quando saem. O homem paga o jantar e a sobremesa e elas pagam o cafézinho. Reclama das brasileiras, reclama!
Mas hoje no almoço eu tava conversando com meu colega coreano sobre as mulheres da coréia. A mulherada tá mandando ver lá. Ele me disse que as mulheres é que comandam a vida dos homens na coréia. Se o marido quer dar um presente pro irmão ou pra mãe, tem que pedir pra esposa. Se tu quer sair com um amigo teu que é casado, liga ué? Pra mulher dele, é claro. Liga pra ela e pede o marido dela emprestado. E as mulheres lá são super exigentes pra casar. Elas inventaram um escore que vai de 0 a 100 com vários pontos que tu deve analisar em um homem. Os que eu me lembro é a herança da família. Uma família com mto dinheiro pode dar ao homem um escore de 30 no máximo. O emprego do homem também dá escore máximo de 30 (repare que 60% é só relacionado a dinheiro) O escore máximo de 5 para homens com habilidades dométicas! Sim, elas querem casa, comida e roupa lavada. E mais 5 pontos se o cara tiver boa aparência. O resto eu não me lembro. Mas dizem que lá é onde se tem a melhor tecnologia pra maquiagem a prova d´água, porque nenhuma mulher sai de casa sem estar maquiada. Mesmo que seja pra ir na academia, e mesmo que seja para ir nadar! E elas estão sempre atrasadas e se o homem reclama, elas dizem que eles não as amam mais. E aí de quem não notar que elas trocaram a cor do esmalte. É fim de relacionamento na certa! Mas quem achou as coreanas arrogantes e fúteis, não pense tão mal assim. Elas ajudam a pagaram a conta quando saem. O homem paga o jantar e a sobremesa e elas pagam o cafézinho. Reclama das brasileiras, reclama!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
dvd da formatura
Mas eu deveria ter apostado! Eu ganharia muito dinheiro! Eu NÃO chorei! Peguei só na quarta o dvd, porque não consegui ir na terça. Cheguei em casa do trabalho e fui direto! A coisa que eu mais queria era ter assitido isso pela primeira vez com a cadrey, a gente ia se matar de rir. Tá muito muito muito engraçado! Eu morri rindo dos pequenos detalhes. Amei! Senti muita saudade das pessoas! Mas a melhor coisa foi realmente a quantidade de risada que eu dei. Saudade da cadrey, das gurias, da helo e do pingo naquela fotinho da homenagem aos pais, das gurias aparecendo no lá na platéia apitando! Teve uma hora que eu vi a Carraro apitando bem louca! hehehe A Gabis, a Dé, a Flávia. Saudade das gurias! O meu pai não apreceu nem por um segundo, sabia? Bah, isso não se faz. Já a minha mãe tá podre de chique de vermelho! E quando todo mundo joga o chapéu pra cima, aparece eu e a cadrey se abraçando e eu digo pra ela: "Agora eu quero festa!" Eu nem me lembrava dessas coisas! Nossa amei amei amei. Obrigada mãe por te me mandado o dvd, fez meu dia muito mais alegre hoje.
Só mais uma coisinha hoje. Eu sempre tenho as observações, né? Tia Vê, a pressão é toda da minha mãe, viu? Eu aqui não é pressão, mas é um feeling que eu tenho toda vez que eu vejo coisinhas de bebê. Ajeita tuas coisas por aí, mas não demora muito pra encomendar meu priminho(a)!
Gurias amadas do meu coração! Saudaaaaaaaaaaaade de vocês, e quando eu chegar vou repetir a mesma frase que falei pra cadrey!
P.S.: Eu esqueci de falar uma coisa muito importante! Eu não chorei, mas tem uma parte, na verdade duas, que eu acho que vão ser inesquecíveis na minha vida. Uma delas é a Sara, erguendo os braços enquanto toca "Happy!" Eu não lembrava se eu tinha agradecido meus dindos, mas essa imagem ficou gravada na minha memória e vai ficar pra sempre. E a outra, pra mim a parte mais emocionante de todas, que eu lembro que na hora da formatura me engasgou também, foi quando a Sara agradece aos pais dela. Meu Deus! Enquanto ela fala que eles são exemplos de honestidade de tudo, a mãe dela parece tão frágil e tu vê que ela tá transbordando de orgulho e de emoção. Dá vontade de ir lá e dar um abraço nela porque parece que ela não vai aguentar tanta emoção. E eu lembro que foi contagiada pela emoção da mãe da Sara que eu tive que subir lá e dar o meu recado. Eu quero mandar um beijo especial pra Sara (saudade tua Sarilete) agora que eu lembrei de escrever isso tudo e dizer que ela deve mesmo se orgulhar muito da família dela que é uma família que eu guardo no coração. Beijão pros Brunetto!
Só mais uma coisinha hoje. Eu sempre tenho as observações, né? Tia Vê, a pressão é toda da minha mãe, viu? Eu aqui não é pressão, mas é um feeling que eu tenho toda vez que eu vejo coisinhas de bebê. Ajeita tuas coisas por aí, mas não demora muito pra encomendar meu priminho(a)!
Gurias amadas do meu coração! Saudaaaaaaaaaaaade de vocês, e quando eu chegar vou repetir a mesma frase que falei pra cadrey!
P.S.: Eu esqueci de falar uma coisa muito importante! Eu não chorei, mas tem uma parte, na verdade duas, que eu acho que vão ser inesquecíveis na minha vida. Uma delas é a Sara, erguendo os braços enquanto toca "Happy!" Eu não lembrava se eu tinha agradecido meus dindos, mas essa imagem ficou gravada na minha memória e vai ficar pra sempre. E a outra, pra mim a parte mais emocionante de todas, que eu lembro que na hora da formatura me engasgou também, foi quando a Sara agradece aos pais dela. Meu Deus! Enquanto ela fala que eles são exemplos de honestidade de tudo, a mãe dela parece tão frágil e tu vê que ela tá transbordando de orgulho e de emoção. Dá vontade de ir lá e dar um abraço nela porque parece que ela não vai aguentar tanta emoção. E eu lembro que foi contagiada pela emoção da mãe da Sara que eu tive que subir lá e dar o meu recado. Eu quero mandar um beijo especial pra Sara (saudade tua Sarilete) agora que eu lembrei de escrever isso tudo e dizer que ela deve mesmo se orgulhar muito da família dela que é uma família que eu guardo no coração. Beijão pros Brunetto!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
universo masculino
Depois de quatro anos andando só no meio de gurias, hoje eu estive numa situação que há muito tempo não me metia. O meu colega de trabalho, dois guris voluntários lá no lab e eu. Eu e mais três guris! Nada de papinho de mulher, eles só falaram de peitos, se preferem loiras ou morenas (eles preferem as loiras peitudas e sem silicone. Olha a dica pras solteiras), quantas vezes pegaram duas ao mesmo tempo. E eu ali, só ouvindo. Eles esqueceram completamente que eu estava ali no meio, me trataram como um guri, o que é bom, porque deixa meu namorado tranquilo. Mas o que eu estranhei mesmo, e foi quando eu me dei conta que eu tava totalmente deslocada daquele grupinho, foi quando eles falaram: "Será que dá pra pular desse muro?" Tem um muro alto aqui na universidade, do corredor que vai pro prédio onde a gente almoça. E eles pensando se dava pra pular dali sem se machucar. Da onde que eu e as minhas amigas iamos pensar em pular de muro? Me diz. E eu ali, com aquela cólicazinha chata de fim de menstruação, enquanto eles pensavam em pular do muro. Eu vou te contar.
E como disse a minha mãe, amanhã eu vou chorar. Chegou o dvd da formatura! Tentaram entregar, mas eu não tava em casa. Vou ter que ir lá no correio pegar. Eu to me roendo de curiosidade! Amanhã conto como foi a choradeira.
Eu só quero falar mais uma coisinha. Com essa história de blog acabei me aproximando bastante da tia Vê. Ela ta sempre comentando aqui e eu queria que ela soubesse que sempre que eu vejo alguma coisa de bebê eu lembro dela. Será que não é um sinal tia Vê! Beijo grande, e quando eu voltar, vamos marcar um sushi eu, tu o tio dudu e o Gus ;)
E como disse a minha mãe, amanhã eu vou chorar. Chegou o dvd da formatura! Tentaram entregar, mas eu não tava em casa. Vou ter que ir lá no correio pegar. Eu to me roendo de curiosidade! Amanhã conto como foi a choradeira.
Eu só quero falar mais uma coisinha. Com essa história de blog acabei me aproximando bastante da tia Vê. Ela ta sempre comentando aqui e eu queria que ela soubesse que sempre que eu vejo alguma coisa de bebê eu lembro dela. Será que não é um sinal tia Vê! Beijo grande, e quando eu voltar, vamos marcar um sushi eu, tu o tio dudu e o Gus ;)
domingo, 17 de maio de 2009
domingo
E a robalheira do meu time, hein? Daí é brabo! Sabia que o último jogo da libertadores eu assisti em espanhol? Coloquei libertadores grêmio no search do site que eu assisto a globo e lá estava. Um site que falava em espanhol mas tinh algumas propagandas em inglês também. Muito estranho! Não entendi nada, mas o importante era assistir e não ouvir. Mas tinha uma coisa que eu ouvi e entendi perfeitamente. A torcida do tricolor! Mas que coisa mais linda! Gritando o tempo todo, não parava um segundo. Fiquei arrepiada e morrendo de saudade.
Passei o finde de molho em casa. Fiz quase nada, vi filmes que eu baixo com a minha super internet rápida (daqui a pouco vou montar um blog de filmes já) e li um pouquinho, mas não muito que esse finde não rendeu nada.
E hoje eu to com saudade de casa, só pra variar. Sempre acontece no domingo. O meu cérebro as vezes me sacaneia. Ontem eu tava com a sensação de que eu ia sair da porta do meu quarto aqui e ia sair na Jacinto Gomes. Hoje já tinha a sensação totalmente contraria, ou melhor, totalmente real. A sensação de que não dá pra ir ver as pessoas que tu ta com saudade, é muito longe. Tem que ficar aqui mesmo e esperar mais um pouco. To com muita saudade da minha família e dos meus amigos. Mesmo fazendo novos amigos, não é só falta de pessoas que eu sinto, é falta das pessoas, isso sim. E nada substitui os velhos amigos. Por tanto se preparem pra quando eu voltar, reserva já umas horinhas pra mim.
Hoje seria um dia especial, talvez até por isso que a saudade apertou um pouco mais hoje. Hoje meu tio Rodrigo faria 25 anos. Essa saudade tá sempre no meu coração e essa vai ficar pra sempre.
Passei o finde de molho em casa. Fiz quase nada, vi filmes que eu baixo com a minha super internet rápida (daqui a pouco vou montar um blog de filmes já) e li um pouquinho, mas não muito que esse finde não rendeu nada.
E hoje eu to com saudade de casa, só pra variar. Sempre acontece no domingo. O meu cérebro as vezes me sacaneia. Ontem eu tava com a sensação de que eu ia sair da porta do meu quarto aqui e ia sair na Jacinto Gomes. Hoje já tinha a sensação totalmente contraria, ou melhor, totalmente real. A sensação de que não dá pra ir ver as pessoas que tu ta com saudade, é muito longe. Tem que ficar aqui mesmo e esperar mais um pouco. To com muita saudade da minha família e dos meus amigos. Mesmo fazendo novos amigos, não é só falta de pessoas que eu sinto, é falta das pessoas, isso sim. E nada substitui os velhos amigos. Por tanto se preparem pra quando eu voltar, reserva já umas horinhas pra mim.
Hoje seria um dia especial, talvez até por isso que a saudade apertou um pouco mais hoje. Hoje meu tio Rodrigo faria 25 anos. Essa saudade tá sempre no meu coração e essa vai ficar pra sempre.
sábado, 16 de maio de 2009
lilac festival
Mas nem pra meia página de blog! Muito fraquinho o festival. Assim, muita comida, muita gente que eu não faço ideia de onde se esconde aquela multidão, uns brinquedos de criança tipo de parque de diversão e umas barraquinhas que vendiam de celular à caneta. Mas tudo isso com muita muita muita comida. O nome do festival é por causa de uma flor que tem aqui que floresce sempre nessa época do ano. A flor é lilás e pequeninha e ela dá tipo num buquê e é bem cheirosa. E assim como no Rio Grande do Sul a gente tem a cidade do mel, a cidade do tomate, a cidade do não-sei-o-quê, Rochester é a cidade da flor lilac. O parque onde acontece o festival é bonito também, bem cuidado, nada de lixo, essas coisas e é uns 10 minutos à pé da minha casa, quando esquentar um pouco mais de repente vale a pena ir lá tomar um chimarrão. Aliás, lembra que eu escrevi que era querer demais encontrar alguém que tome chimarrão por aqui? Pois foi mais fácil do que eu imaginava. A paulista que mora aqui no meu prédio é filha de gaúchos, ela toma chimarrão! E foi através dela que eu conheci a guria que foi comigo ontem no lilac festival. E quando a gente tava a caminho do festival ela me falou que o pessoal do lab dela tinha convidado ela pra ir jantar e daí falaram pra eu ir junto. Dai topei na hora, to que nem um filme que eu assisti com o Gus, quando ele tava aqui, do Jim Carrey, Yes, man é o nome aqui ( é muito legal e tem uma música que eu adoro!). O cara tem que dizer sim pra tudo, e eu, pra qualquer coisa que me convidam, desde jogo da terceira divisão de baseball a festivalzinho da flor eu topo! Então lá fui eu jantar com o pessoal do lab da minha amiga. Uma americana que namora com um cara de Gana e mais uma americana que nos encontrou lá. A gente foi no five guys, que é um lugar que vende hamburguer, mas não os de fast food, os hamburgueres tradicionais americanos, não os fajutos do Mc. O troço é tão grande que tu não consegue abrir a boca o suficiente pra morder tudo de uma vez só. A batata frita é mais larguinha, parece feita em casa, mas dai não é tão sequinha também, mas o que eu mais achei legal do lugar foi a música. Beatles, The Doors, Queen, só rock n´roll tradição que nem diz o Fábio! Lembrei muito dele lá. Esse lugar já ganhou vários prêmios como o melhor hamburguer da américa e é sempre citado nos guias dos melhores lugares pra ir comer. Mas o melhor da noite foi a companhia. O pessoal é super bacana! A minha amiga brasileira é super gente fina, super do bem e super engraçada. Os americanos e o cara de Gana também super gente boa! Só o cara de Gana que eu não entendo direito o que ele fala, mas também entender inglês indiano, inglês coreano e inglês de gana (ganeano?) já é demais pra esse ser aqui. Foi uma noite muito bacana e divertida, espero que a gente repita em breve.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
novos amigos
Pois então, parece que a primavera ta chegando, devagarito, mas ta vindo. De manhã ainda faz 4ºC, mas de tarde e ao meio dia faz 23ºC por ai. Sempre com uma brisinha gostosa. Parece que o verão vai ser bacana por aqui. E o mais engraçado que a primavera lembra muito a neve. Primeiro que tem várias flores que são branquinhas. Pétalas pequenas e brancas e ficam no topo das árvores, daí parece neve acumulada. As flores aqui são muito mais cheirosas! Não sei se é porque tem menos poluição, mas o odor das flores é muito mais forte. E a sequência dos acontecimentos é invertida. Primeiro as árvores tem as flores, depois vem as folhas! E tudo muito rápido. Em um final de semana tudo floresceu e em duas semanas já tinha tudo caído, todas as pétalas e já tava nascendo outras flores de outras cores. E quando as pétalas vão caíndo, assim conforme o vento sopra, aquelas pétalas pequeninhas branhinhas parece neve caindo! É muito bonitinho. Tentei fazer um video, mas não sei se vai aparecer. Daí acumula aquele monte de pétala de flor no gramado que nem quando neva.
Eu tenho amigos novos. Há muito tempo eu disse que tinha uma bandeira do Brasil numa das janelas aqui do meu prédio, lembra? Pois eh, coloquei um bilhetinho na porta dizendo que era brasileira também que deixei o número aqui de casa. Daí a vizinha ligou. Ela e o marido são de São Paulo. Daí ela tinha me dito que tinha uma outra brasileira por essas bandas daqui. Hoje essa outra brasileira me ligou e passou aqui em casa. Foi a primeira vez que eu recebi visita! Ela é do Espirito Santo, mas mora do Rio de Janeiro. Esses amigos novos são um pouco mais velhos, mas pelo menos é alguém pra ligar pra dar uma volta quando tá um dia bonito no final de semana. Essas coisas ajudam bastante. E por falar em dar volta, sexta, depois do trabalho eu vou no Lilac Festival. Dizem que é um festivalzinho de primavera que tem por aqui que tem bastante comida, um pouquinho de artesanado, e as casas da vizinhança competem pra ver quem tem o jardim mais bonito. Vou levar a câmera e vamos ver no que que dá. Pelo menos uma meia página de blog sempre dá.
Eu tenho amigos novos. Há muito tempo eu disse que tinha uma bandeira do Brasil numa das janelas aqui do meu prédio, lembra? Pois eh, coloquei um bilhetinho na porta dizendo que era brasileira também que deixei o número aqui de casa. Daí a vizinha ligou. Ela e o marido são de São Paulo. Daí ela tinha me dito que tinha uma outra brasileira por essas bandas daqui. Hoje essa outra brasileira me ligou e passou aqui em casa. Foi a primeira vez que eu recebi visita! Ela é do Espirito Santo, mas mora do Rio de Janeiro. Esses amigos novos são um pouco mais velhos, mas pelo menos é alguém pra ligar pra dar uma volta quando tá um dia bonito no final de semana. Essas coisas ajudam bastante. E por falar em dar volta, sexta, depois do trabalho eu vou no Lilac Festival. Dizem que é um festivalzinho de primavera que tem por aqui que tem bastante comida, um pouquinho de artesanado, e as casas da vizinhança competem pra ver quem tem o jardim mais bonito. Vou levar a câmera e vamos ver no que que dá. Pelo menos uma meia página de blog sempre dá.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
nada de novo, de novo
Depois de três meses o teu cérebro não funciona mais em nenhuma língua. Meu inglês melhorou bastante, mas não to praticando tanto quanto eu gostaria. Mas meu português piorou muito. Nossa. Eu esqueço as palavras direto, não consigo me expressar como antes. Ta uma bagunça. E estudando neurociência eu consigo imaginar plasticidade que ta acontecendo nessa cabeca aqui por causa dessa misturada de idiomas. Eu ando escrevendo cada vez menos, e eu acho que eh porque a poeira baixou. Eu já me sinto em casa. A língua não eh mais tao estranha, to acostumada com o silêncio e quase nada mais me é estranho. Sem coisas estranhas fico sem imaginação pra escrever no blog blog. E tem outra. Todo mundo retomou as sua vida depois das férias, todo mundo tem mais o que fazer do que ler páginas e páginas das minhas aventuras por aqui.
Um assunto que sempre tem o que falar é saudade. Vi umas fotos do aniversário de quinze anos da minha prima e meu coração se apertou! Minha família! Vontade de tá lá com eles. E um comentário bem específico: como a minha dinda tá bonita na foto! hehehehehe
Ontem foi o primeiro dia das mães da minha vida que eu fiquei longe da minha mãe. Não é legal, né. Mas a gente sobrevive. Acho que agora eu não perco mais nenhuma data importante assim, exceto os aniversários.
Bom, acho que era isso. Saudades enormes de todos os meus amigos e da minha família!
E um beijo pra todas as mães e mães em potencial!
Um assunto que sempre tem o que falar é saudade. Vi umas fotos do aniversário de quinze anos da minha prima e meu coração se apertou! Minha família! Vontade de tá lá com eles. E um comentário bem específico: como a minha dinda tá bonita na foto! hehehehehe
Ontem foi o primeiro dia das mães da minha vida que eu fiquei longe da minha mãe. Não é legal, né. Mas a gente sobrevive. Acho que agora eu não perco mais nenhuma data importante assim, exceto os aniversários.
Bom, acho que era isso. Saudades enormes de todos os meus amigos e da minha família!
E um beijo pra todas as mães e mães em potencial!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
e agora josé?
Não é à toa que essa gente aqui é obesa. Eu passei no superzinho que tem por aqui pra comprar um pão integral pra eu levar sanduiche de almoço pro trabalho. Sabe quanto? Adivinha quanto. Um pacote de pão integral 3,89 dolares! Quase 8 reais por um pacote de pão. Sabe que que eu fiz? Fui no McDonald e comi um mc chicken e uma batata pequena por 2,16 dolares. Esse é o valor da comida por aqui. Além disso, eles inventam as coisas mais bizarras só diminuir cada vez mais o gasto energético deles. Eles intentaram agora uma maquininha que coloca a pasta de dente na escova pra ti. É sério! É que nem aqueles sabonetes líquido que tem nos locais públicos que a gente aperta uma alavanca e cai sabonete líquido pra gente lavar as mãos, o mecanismo é o mesmo, mas é pra pasta de dente. Tu empurra a alavanca com a cabeça da escova de dente e cai a pasta de dente na tua escova pra ti. Eu não acreditei.
Hoje quando eu sai do laboratório eu fui dar uma volta. O dia tava lindo, e eu queria dar uma volta. Mas é um saco, não tem ninguém pra tu ligar, ninguém pra sentar contigo no parque e tomar um chimarrão. Tá, talvez querer um tomador de chimarrão seria uma coisa mais difícil de conseguir por aqui. Mas nem que seja pra sentar e bater um papo. Pode ser em inglês mesmo. Mas não tem ninguém. Voltei pra casa andando e comprei um sorvete. Hoje o dia tava perfeito pra um sorvete. Comprei aquele caro Haagen Dazs. Tava em promoção. 2 potinhos pequenos por 6 dolares. Normalmente um só é 5. Bah! Tri bom.
Hoje faz três meses que eu cheguei aqui. Pois é, mais da metade já passou. To começando a pensar no rumo da minha vida. A princípio, em agosto eu desembarco em Porto Alegre desempregada. Não é uma situação muito confortável para se estar. O gus tá viajando (foi visitar a fábrica da Ferrari. Podre de chique esse meu namorado), to sozinha no finde. Vou aproveitar que tenho dois potes de sorvete e o final de semana pra tentar pensar no que que vai ser de mim daqui pra frente. E agora josé, qualé que é?
Hoje quando eu sai do laboratório eu fui dar uma volta. O dia tava lindo, e eu queria dar uma volta. Mas é um saco, não tem ninguém pra tu ligar, ninguém pra sentar contigo no parque e tomar um chimarrão. Tá, talvez querer um tomador de chimarrão seria uma coisa mais difícil de conseguir por aqui. Mas nem que seja pra sentar e bater um papo. Pode ser em inglês mesmo. Mas não tem ninguém. Voltei pra casa andando e comprei um sorvete. Hoje o dia tava perfeito pra um sorvete. Comprei aquele caro Haagen Dazs. Tava em promoção. 2 potinhos pequenos por 6 dolares. Normalmente um só é 5. Bah! Tri bom.
Hoje faz três meses que eu cheguei aqui. Pois é, mais da metade já passou. To começando a pensar no rumo da minha vida. A princípio, em agosto eu desembarco em Porto Alegre desempregada. Não é uma situação muito confortável para se estar. O gus tá viajando (foi visitar a fábrica da Ferrari. Podre de chique esse meu namorado), to sozinha no finde. Vou aproveitar que tenho dois potes de sorvete e o final de semana pra tentar pensar no que que vai ser de mim daqui pra frente. E agora josé, qualé que é?
quinta-feira, 7 de maio de 2009
fdp é fdp
Hoje aconteceu um monte de coisas. Tem dias que nada acontece e depois parece que acontece tudo junto. Uma delas foi muito desagradável. Eu tive que abrir uma conta no banco pra receber a grana da bolsa que eu ganhei. Fui lá com todos os meus documentos, fizeram cópia de tudo e me deram um monte de papéis. No meio das cópias eu vi que ficou o original do meu DS 2019, um documento que a universidade emite e que a imigração carimba quando tu entra aqui, e, dependendo do que tu vai fazer, eles te pedem. Enfim, vi que ficou no meio das copias, pensei ainda: "Não posso me esquecer de pegar meu DS de volta", mas fiquei prestando atenção naquele monte de informação que o cara me falava e acabei esquecendo. Eu sei que foi culpa minha. Eu deveria ter checado todas as 12398492030 folhas de papel que o cara me entregou da abertura da conta. Mas eu não fiz. Mas eu não tava preocupada porque tinha certeza que estava lá, eu vi. No dia seguinte eu fui lá e o cara disse: Não tem nada aqui não, deve ta no envelope com as outras 12398492030 folhas que eu te entreguei. Então tá. No envelope eu ainda não tinha conferido porque eu tinha visto o documento lá, eu tinha certeza, nem procurei em casa. Cheguei em casa, olhei todos os cantos de todos os documentos e não tava. Dai eu me preocupei. Mandei email pro cara urgente pra ele ver porque tinha que estar lá. Liguei pro cara duas vezes de manhã e ele não tava. Depois do almoço eu fui lá. O cara olhou todos os meus documentos e não achava. Perguntou se eu tinha olhado tudo direitinho em casa. Depois que ele olhou tudo ele me disse que lá não estava, que ninguém perde um documento em um banco, que nenhum documento sai da agência, que ele sabia o lugar de todos os papéis que ele tinha e que não estava lá, que eu tinha perdido. EU! Que eu não ficasse tão nervosa, que não era o fim do mundo que ele poderia mandar por fax a cópia que ele tinha do documento pra imigração e pedir que eles mandassem o original de novo. Eu não tenho palavras pra expressar a minha indignação nesse momento. É muito ruim quando tu tem certeza de uma coisa, as pessoas não acreditam em ti, tu não tem como provar e não consegue se expressar em inglês tão bem quanto necessitaria. Nossa foi péssimo. Quando eu desisti de tentar convencer ele de que o documento estava lá e eu tinha certeza que eu não tinha perdido, saí do banco e fui direto no escritório de serviço internacional da universidade falar com a mulher que é super jóia e sempre me ajuda. Falei pra que o cara tinha perdido o meu documento que eu tinha certeza, mas ele não acreditava em mim. Daí ela perguntou se eu tava com meu passaporte e o meu visto. Se tem o passaporte e o visto ela pode imprimir outro DS pra mim. Nisso toca o meu celular. Era o imbecil perguntando se o documento que eu queria era igual ao que tinha na cópia (as vezes esses americanos são tão portugueses). Claro que sim. Ele tinha achado. A moça do setor internacional me perguntou: E ele te pediu desculpas? Não. Não disse nada, mas eu ainda ia lá buscar o documento. De repente ele deixou pra se desculpar quando eu chegasse lá. Chegando lá, ele tava atendendo um cliente, viu que eu cheguei, fez um "Ah!" do tipo: É tu. Me entregou o documento e eu só disse: Exatamente. Só. A minha vontade era de despejar umas várias dúzias de palavras, em português mesmo, pra essa pessoa incompetente, mas o que vinha na minha cabeça era a voz e a sabedoria do meu pai: "Se tu tá lá, tem que respeitar as regras deles". Nada de barraco, voltei pro lab com meu DS. Mas não adianta né, fdp é fdp em qualquer lugar do mundo.
E chegando no lab, recebi um email com o nome de todos os meus colegas de aula. Pois eh, eu vou ter umas aulas aqui nos meses de junho e julho que fazem parte da bolsa que eu ganhei. E adivinha só se o Gus não tá contente? 10 alunos contanto comigo, 7 são mulheres. De novo eu no meio da mulherada. Mas eu to bem contente. Tomara que seja gente legal.
Tem só mais uma coisinha que eu queria dizer. Eu perdi uma baita oportunidade né? Aquele emprego melhor do mundo lá. Bah, a minha cara! Escrever tudo no blog e ganhar uma grana num lugar massa que nunca faz frio! Vou me preparar pras próximas inscrições.
E chegando no lab, recebi um email com o nome de todos os meus colegas de aula. Pois eh, eu vou ter umas aulas aqui nos meses de junho e julho que fazem parte da bolsa que eu ganhei. E adivinha só se o Gus não tá contente? 10 alunos contanto comigo, 7 são mulheres. De novo eu no meio da mulherada. Mas eu to bem contente. Tomara que seja gente legal.
Tem só mais uma coisinha que eu queria dizer. Eu perdi uma baita oportunidade né? Aquele emprego melhor do mundo lá. Bah, a minha cara! Escrever tudo no blog e ganhar uma grana num lugar massa que nunca faz frio! Vou me preparar pras próximas inscrições.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
aniversario da minha mãe
A vida ser imprevisível tem seu lado bom e seu lado ruim. O lado ruim é que as coisas perderiam um pouco a graça. O lado bom é que a gente poderia se programar um pouco melhor. Por exemplo, se eu soubesse que eu não estaria em casa no aniversário da minha mãe, eu poderia ter me programado melhor. Poderia ter dado um pouquinho mais de mim pra ela nas minhas apresentações de ballet que eu dançava gordinha num auditório que mais parecia um forno de tão quente. Teria dado mais um beijo nas apresentações de dia das mães do colégio. Teria dado mais um pouquinho de mim todas as noites antes de dormir quando a gente dormia junto. Teria dado mais um abraço na última noite que eu dormi na casa dela antes de sair de casa. Teria dado mais um beijo quando eu passei no vestibular e mais muitos beijos quando ela passou no vestibular. Teria dado mais uma passadinha no trabalho dela nos meus intervalos de aula. Teria dado mais uma passadinha no Cerilo quando eu sabia que ela tava lá. Teria tirado mais umas fotos no dia da minha formatura. Teria ficado mais com ela na minha casa, se bem que ela não agüenta a minha bagunça. Teria feito tudo pelo menos em dobro, pra que hoje ela tivesse meus abraços e beijos tudo isso sobrando e não sentisse nenhum pouquinho da minha falta. Mas a vida não é tão injusta assim. Já que eu não fiz isso tudo antes, se ela tiver um pouquinho mais de paciência. Uma paciência de um pouquinho menos de três meses, eu posso dar todos os abraços e beijos pelo aniversário e pelo dia das mães. Só mais três mesezinhos de paciência!
Mãezinha, te desejo muita saúde ( se cuida com essa gripe!), muita felicidade e muito sucesso. Desculpa que eu não vou estar aí, mas eu vou fazer de tudo pra valer a pena.Te amo muito muito muito! Feliz aniversário.
Mãezinha, te desejo muita saúde ( se cuida com essa gripe!), muita felicidade e muito sucesso. Desculpa que eu não vou estar aí, mas eu vou fazer de tudo pra valer a pena.Te amo muito muito muito! Feliz aniversário.
domingo, 3 de maio de 2009
várias coisas ao mesmo tempo
Eu to sem novidades. To trabalhando bastante, indo pra academia de manhã e ontem fui num outlet com a minha amiga de Canoas. Bah coisas muito baratas! Outlet grande e com boas promoções. Comprei umas coisinhas pra mim e uns presentinhos. A sessão infantil continua sendo tri boa pra mim. Da direitinho no meu tamanho e eu sempre pago bem menos.
Já que eu to sem novidades, vou contar umas coisas que eu achei diferentes aqui. Elas não tem necessáriamente uma lógica, mas eu lembro de contar isso.
A primeira coisa foi o pen drive. Sabia que pen drive em inglês não é pen drive? Quando eu precisei falar a primeira vez, puxei minha melhor pronuncia e disse pen drive e ninguém entendeu. Aqui é sticker ou flash, alguma coisa assim. Outra coisa é underline, aquele tracinho do computador não é underline aqui. Underline é sublinhado em inglês, mas o nosso underline aqui eu não sei como é, mas tracinho é dash, se eu não me engano.
Aqui as pessoas falam o tempo inteirinho no celular. Coisa mais irritante. Os planos das operadoras são bem baratos, mas eles tem uma fidelidade muito grande. Não pode trocar de operadora por dois anos. Nos carros eles estão sempre com o telefone na orelha e não pode. A lei aqui não permite que tu fale no celular e dirija ao mesmo tempo. Outra coisa que não é permitida aqui é tomar bebida alcóolica em público. Pelo menos no estado de connecticut é proibido. Nada de bares nas ruas. E tem lojas especializadas em vender bebida alcóolica. São as liquor store. Elas tem que fechar no máximo às 9 da noite e depois das 2 da manhã é proibido vender bebida em qualquer lugar. Por isso que as festas terminam geralmente tão cedo. De novo, tudo isso em connecticut, aqui em nova york eu não sei porque nunca fui em festa aqui. Mas já ouvi um pessoal comentando que tem uns barzinhos por aqui que tu vai pra beber na calçada.
Outra coisa diferente aqui são as unhas. As pessoas aqui não tem unhas normais que nem as nossas. Tem muita, eu disse muita, uns 74,2% das mulheres usam unhas postiças. Já que tudo que envolve mão de obra é caro, por exemplo, manicure, elas vão na farmácia e compram um joguinho de unhas postiças e colam sozinhas em casa. Mas são muito estravagantes! Minha nossa! Além de muito compridas, são muito coloridas e com muitos desenhos e brilhos. Sinceramente, na minha opinião isso é muito bagaceiro. Mas todo mundo deve achar lindo, porque todo mundo usa. Cada um no seu quadrado.
Mais uma coisa, nada a ver com as unhas, mas... Quando eu e o Gus fomos fazer meu social security number em downtown eu vi um monte daquelas carrocinhas de cachorro quente dos filmes. Muito clássico. E tinha umas até aqui perto da universidade, no caminho que eu faço todos os dias. Não tem só cachorro quente. Tem hamburguer também e é um pouco caro. Parece que só o hamburguer custa 3 dolares. Com isso eu como uma refeição inteira no Mc Donalds com o Dollar Menu.
E a última de todas as coisas que eu queria falar é da idéia dos amigos do Gus que eu, ele e o nosso amigo em NY difundimos. Tudo começou com uns amigos do Gus numa estação de esqui na Itália. Todo mundo sobe de teleférico e desce esquiando. Mas os guris ficaram meio temerosos, acharam muito alto e desceram de teleférico. Envergonhados da falta de coragem, desceram gritando e exaltando a nação a qual não pertencem: Argentina! hehehe Dessa história em diante, sempre que a gente atalha caminho por cima da grama, atravessa onde não tem faixa ou faz alguma coisa desse tipo a gente faz gritando Argentina! E é um ponto cultural muito importante porque ninguém na américa latina gosta dos argentinos. O Gus tem amigos de toda a américa latina lá na Itália e ninguém gosta deles.
Escrevi demais, né? Mas teve feriado, ta todo mundo relaxado pra ler. A chica vai querer me matar com essa história da argentina hehehehe Mas falando em chica (já tá no final, to quase terminando, não desiste de ler até o final!) eu quero agradecer ela o presente que ela me deu de formatura. Um alcool gel com cheirinho de melancia. Nessas épocas de gripe do porco eu lavo minhas mãos toda hora e passo o alcool gel dela. Obrigada Chica!
Só uma última coisinha. As coisas sobre a gripe suína aparecem muito menores por aqui do que no Brasil. Não sei em que confiar, mas cuidado com o sensacionalismo global.
Fiquem tranquilos que por aqui tá tudo bem! Beijos pra todos, muita saudade!
Já que eu to sem novidades, vou contar umas coisas que eu achei diferentes aqui. Elas não tem necessáriamente uma lógica, mas eu lembro de contar isso.
A primeira coisa foi o pen drive. Sabia que pen drive em inglês não é pen drive? Quando eu precisei falar a primeira vez, puxei minha melhor pronuncia e disse pen drive e ninguém entendeu. Aqui é sticker ou flash, alguma coisa assim. Outra coisa é underline, aquele tracinho do computador não é underline aqui. Underline é sublinhado em inglês, mas o nosso underline aqui eu não sei como é, mas tracinho é dash, se eu não me engano.
Aqui as pessoas falam o tempo inteirinho no celular. Coisa mais irritante. Os planos das operadoras são bem baratos, mas eles tem uma fidelidade muito grande. Não pode trocar de operadora por dois anos. Nos carros eles estão sempre com o telefone na orelha e não pode. A lei aqui não permite que tu fale no celular e dirija ao mesmo tempo. Outra coisa que não é permitida aqui é tomar bebida alcóolica em público. Pelo menos no estado de connecticut é proibido. Nada de bares nas ruas. E tem lojas especializadas em vender bebida alcóolica. São as liquor store. Elas tem que fechar no máximo às 9 da noite e depois das 2 da manhã é proibido vender bebida em qualquer lugar. Por isso que as festas terminam geralmente tão cedo. De novo, tudo isso em connecticut, aqui em nova york eu não sei porque nunca fui em festa aqui. Mas já ouvi um pessoal comentando que tem uns barzinhos por aqui que tu vai pra beber na calçada.
Outra coisa diferente aqui são as unhas. As pessoas aqui não tem unhas normais que nem as nossas. Tem muita, eu disse muita, uns 74,2% das mulheres usam unhas postiças. Já que tudo que envolve mão de obra é caro, por exemplo, manicure, elas vão na farmácia e compram um joguinho de unhas postiças e colam sozinhas em casa. Mas são muito estravagantes! Minha nossa! Além de muito compridas, são muito coloridas e com muitos desenhos e brilhos. Sinceramente, na minha opinião isso é muito bagaceiro. Mas todo mundo deve achar lindo, porque todo mundo usa. Cada um no seu quadrado.
Mais uma coisa, nada a ver com as unhas, mas... Quando eu e o Gus fomos fazer meu social security number em downtown eu vi um monte daquelas carrocinhas de cachorro quente dos filmes. Muito clássico. E tinha umas até aqui perto da universidade, no caminho que eu faço todos os dias. Não tem só cachorro quente. Tem hamburguer também e é um pouco caro. Parece que só o hamburguer custa 3 dolares. Com isso eu como uma refeição inteira no Mc Donalds com o Dollar Menu.
E a última de todas as coisas que eu queria falar é da idéia dos amigos do Gus que eu, ele e o nosso amigo em NY difundimos. Tudo começou com uns amigos do Gus numa estação de esqui na Itália. Todo mundo sobe de teleférico e desce esquiando. Mas os guris ficaram meio temerosos, acharam muito alto e desceram de teleférico. Envergonhados da falta de coragem, desceram gritando e exaltando a nação a qual não pertencem: Argentina! hehehe Dessa história em diante, sempre que a gente atalha caminho por cima da grama, atravessa onde não tem faixa ou faz alguma coisa desse tipo a gente faz gritando Argentina! E é um ponto cultural muito importante porque ninguém na américa latina gosta dos argentinos. O Gus tem amigos de toda a américa latina lá na Itália e ninguém gosta deles.
Escrevi demais, né? Mas teve feriado, ta todo mundo relaxado pra ler. A chica vai querer me matar com essa história da argentina hehehehe Mas falando em chica (já tá no final, to quase terminando, não desiste de ler até o final!) eu quero agradecer ela o presente que ela me deu de formatura. Um alcool gel com cheirinho de melancia. Nessas épocas de gripe do porco eu lavo minhas mãos toda hora e passo o alcool gel dela. Obrigada Chica!
Só uma última coisinha. As coisas sobre a gripe suína aparecem muito menores por aqui do que no Brasil. Não sei em que confiar, mas cuidado com o sensacionalismo global.
Fiquem tranquilos que por aqui tá tudo bem! Beijos pra todos, muita saudade!
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