quinta-feira, 30 de julho de 2009

malas prontas

A minha ficha não está caindo. Eu tenho duas malas abarrotadas, um quarto vazio, e meu cérebro não processa que eu estou indo embora.
Arrumei tudo. Tive que deixar só um jogo de lençóis que se eu me esforçasse ainda mais um pouco acho que ainda fazia caber.
Hoje, depois entregar todos os formulários e deixar tudo completamente encerrado, eu volto pra casa caminhando, sabendo que muito provavelmente eu não vá ver aquelas pessoas nunca mais na minha vida. Foi um caminho meio poético. Dia ensolarado, só eu caminhando, o barulho só dos passarinhos, bem coisa de filme, quando tudo acaba e a pessoa segue o seu caminho. Eu to muito feliz, meu coração cada vez mais tranquilo, mas ainda não realizando que eu to indo pra casa. Não parece também que eu vou ficar. Não parece nada. É uma sensação estranha. Não é ruim, só é estranho.
Hoje a noite tem a minha despedida. Vou com o pessoal que eu conheci num restaurantezinho que eu gosto aqui perto. Não posso deixar de comer a sobremesa de lá. Bolo de chocolate com chocolate derretido dentro e sorvete por cima. Uma delícia!

terça-feira, 28 de julho de 2009

arrumando as malas

Hoje arrumei mais umas coisas que faltavam. Pesei as malas. Acho que vai dar pra levar tudo que eu trouxe. Não vou deixar nada pra trás. Sem mais novidades só ansiosa pra voltar e ver todo mundo.

domingo, 26 de julho de 2009

o último final de semana em Rochester

Final de semana de despedidas. Meus amigos coreanos me fizeram um jantar com uma comida típica coreana que dizem que dá energia , combustível para o futuro. Era uma espécie de polenta de arroz com galinha. Tudo cozinha na mesma panela e cozinha por várias horas. Bem gostoso, parece com a canjiquinha da minha avó. Hoje foi dia do casal que nos dá carona pra igreja preparar um jantar pra mim. Bem gostoso também. Frango com um molho mais parecido com estrogonofe, arroz e salada. Comida de verdade, delícia!
Amanhã vou começar a organizar as coisas mais definitivamente. Parece mentira que semana que vem eu to chegando em casa. Eu falo isso pras pessoas e não parece real! To muito feliz!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

aniversários

Pois então. Minha estada no lab acabou mais cedo. Não aguentei a pressão e roí a corda. Foi uma decisão difícil (a mais difícil até hoje, eu diria), mas eu cheguei no meu limite e achei importante respeitar isso. Tudo que eu queria era aguentar essa última semana. Mas acredite em mim, eu não conseguia. De repente as pessoas vão pensar: "Mas na última semana? Por que não aguentou mais um pouquinho?" Isso que eu pensaria 5 meses e meio atrás, mas hoje eu aprendi a não julgar (pelo menos não tanto) as pessoas. Tem um provérbio dos índios Sioux no orkut da Gabi que diz assim: "Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias". Eu sempre gostei muito desse provérbio. Eu nem queria comentar sobre isso aqui, mas como eu pedi pras pessoas rezarem, queria avisar que elas podem direcionar as suas orações pra outras coisas. Muito obrigada pelas energias positivas e fiquem sabendo que agora eu estou muito melhor. Vamos pro próximo parágrafo?
Hoje é dia de três aniversários. O primeiro é meu aniversário de casa nova. 3 anos que eu me mudei. E que saudade da minha casa! É gelada no inverno (não gosto nem de imaginar como ela estaria nesses friozão que tá tendo por aí), quente no verão, mas é onde eu gosto de ficar.
O segundo aniversário é da Marcia Ma. Eu quero dizer que eu acho um charme o jeito que tu escreve com todas as letras minúsculas. Antes mesmo de saber isso eu já te copiava na agenda do celular e nos títulos dos posts. Deve ser coisa de leonina! Eu também quero dizer que admiro tua inteligência e bom humor. Viva a patifaria! Um beijo grande, feliz aniversário!
O terceiro aniversariante do dia é sensacional, eu diria. O colorado mais indignado com a venda do Nilmar e o mais novo viciado em twitter. Quero dizer que eu morro de saudade no feijãozinho que só ele sabe fazer e que não vejo a hora da gente se juntar de novo pra ver aqueles filmes de terror "louça" que só ele tem paciência de assistir comigo. Fábio, um beijo grande, tudo de bom e muita saúde e felicidade.
E foi dada a largada pro último final de semana em Rochester. Tem umas despedidazinhas por aí, e vou ver se arrumo um pouco mais as minhas coisas.
Aguenta o frio aí gaúchada! Não congela antes de eu chegar, por favor!

terça-feira, 21 de julho de 2009

rapidão

To escrevendo rapidinho só pra dizer que vou me ausentar por uns tempos. Muito trabalho. Tenho algumas novidades, mas conto tudo com mais calma depois de segunda, quando entrego o pôster da minha bolsa. Rezem por mim! Beijos

segunda-feira, 20 de julho de 2009

dia do amigo

A família que me perdoe, mas amigos são fundamentais. Ontem, domingo, dia de grenal, acaba o jogo e eu ligo pra Dé. Tu tá me ouvindo? “Eu não to ouvindo nada, mas eu sei que é tu Gaby! Tricolooooooooooor!” E quem é que precisa ouvir numa hora dessas?
Ontem, domingo, o dia da nostalgia e da saudade, tocou o telefone e eu não conseguia nem imaginar quem era. “Quem fala?” “Aqui também é a Gabriela” A Koglin me ligando pra desejar feliz dia do amigo!
Hoje, dia do amigo, a cadrey, pessoa sem sentimentos, me manda scrap com o coração ardendo de saudade! Vê se eu aguento isso!
E é por essas que eu sempre digo que quem tem amigos tem tudo. Um feliz dia do amigo! Eu morro de saudade de vocês todos os dias!

domingo, 19 de julho de 2009

comida etiope

Nossa, sabia que fazia tempo, mas não imaginava que fazia tanto que eu não escrevia no blog. Acho que agora chegou a fase que eu não quero mais saber de contar nada por blog. Eu quero ir pra casa!
Sexta eu fui comer comida da Etiópia. É uma mistura de comida árabe, indiana e africana. Tem um pão, que é tipo uma panqueca só que com um gosto muito forte de vinagre. E vem a comida em uma grande bacia. Várias porções de várias comidas diferentes. Uns vegetais cozidos, uma tinha uma carne picada, uma tinha umas coxas de frango, um ovo cozido. Bem diferente de tudo que eu tinha comido, mas achei bem parecido com comida indiana, exceto pelo fato de a gente comer com as mãos. Ninguém usa nem pratos nem talheres. Tu pega um pedaço daquela panqueca e coloca um pouco da comida ali dentro e come. Eu consegui comer tranquilo, mas não é uma coisa que eu comeria de novo. O gosto de vinagre do pão/panqueca é muito forte.
Sábado a gente foi no shopping, eu e a minha amiga. Não tinha nada de imperdível. Várias promoções, mas nada de excepcional.
Sexta e sábado tiveram apresentações do teatro comunitário aqui de Rochester. A peça era Hamlet e eles apresentam ao ar livre no parque aqui perto. Mas o problema foi que choveu os dois dias, daí a gente desistiu de ir.
Ontem eu também falei com a minha família pelo msn. Meus tios, tias e as minhas priminhas na câmera. Que saudade que me deu! Muito bom ver eles um pouquinho e fiquei muito feliz que eles falaram comigo.
Parece que passou uma tempestada na minha família. Várias coisas chatas acontecendo. Meu afilhado está na cti com bronquiolite (isso é familiar a alguma das meninas que estava no estágio na pediatria no inverno do ano passado?). Diz que está melhorando devagarinho, mas meu coração tá apertadinho. To rezando pra ele ficar bom logo. Queria mandar um abraço pra família dos meus dindos e pra minha mãe mandar um "não há de ser nada".
Aniversário da Dé hoje e eu queria mandar um beijo pra ela! Saudade grande dessa guria e tomara que o tricolor te traga o presente!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

dinda do Bruno!

Eu to tão emocionada que eu acho que o post vai ser confuso. Eu tava com a minha amiga aqui em casa, fazendo cachorro quente capixaba (com carne moída no molho) e falando das saudades que a gente tem de casa e das pessoas. E o meu primo falou comigo no msn, que queria me pedir um favor. Eu achei que ele queria que eu levasse alguma coisa daqui pra ele. Eu tava jantando, daí disse que falava com ele depois. Dai ele falou comigo, que o batizado do filho dele que nasceu dia 23 de maio, o Bruno, seria dia 26 de julho, mas que ele iria tentar transferir pro dia 9 de agosto pra que eu pudesse ir e que ele queria do fundo do coração que eu fosse a madrinha do filhinho dele. Ai meu coração! Eu sempre quis ser dinda nessa minha vida. E do filho do meu primo! Como eu não tenho irmãos, meus primos são os irmãos em quem eu posso contar. Nossa eu não vou conseguir dormir de tanta felicidade. Eu realmente to muito emocionada.
Quero deixar registrado aqui, pra mostrar pro meu afilhado quando ele crescer, que desde o primeiro momento que eu soube que ia ser dinda dele eu fiquei muito feliz, e que eu prometo que eu vou tentar ser a melhor dinda do mundo! E na autoridade de dinda, eu desejo que o caminho do Bruno seja iluminado por Deus.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

eu odeio o google maps

Hoje eu me arrisquei de ônibus pela cidade. Tinha que resolver umas coisinhas em downtown, queria passar no shopping e no super e não queria depender de carona. Fui até o google maps e coloquei lá o endereço de tudo que eu queria ir. Me programei toda, sai de casa na hora que o ônibus passava, vi o endereço da parada e me fui. Com três mapas do google maps na bolsa e dinheiro e celular pra chamar um táxi. O google maps dizia que era pra eu ir numa parada numa esquina. Nem me dei conta de que não existem paradas de ônibus em esquinas. Dai cheguei na esquina. Nas duas ruas tinha parada de ônibus. E agora? Olho no mapa. Não é que o mapa tava cortado? Só aparecia o lugar da parada, mas não tinha os nomes das ruas. Mas pelo desenho eu ainda me achei. Mas tinha parada de ônibus dos dois lados da rua. E agora? O mapa não tinha mais nome de rua de nada. E agora perguntar, né? Fui no dunkin dunuts perguntei pra uma moça, que perguntou pra loja toda. Acha que alguém sabia? Ninguém sabe nada de ônibus nessa cidade. Mas a mulher me disse: se tu vai pra downtown, a direção é aquela. Ok. Antes de entrar no ônibus, confirmo com o motorista. No google maps tinha que o onibus passava às 9h28min era 9h15min e eu já tava na parada. Era 10h15 e eu ainda estava na parada. Eu tô na parada errada. Vi que na rua de cima tinha passado um dos ônibus que vão pra downtown também, como eu tinha visto no google maps. Fui pra outra rua, fiquei na parada e esperei. Mais uns 20 minutos. Eu dei sorte com o motorista e dei sorte de conseguir entender o que ele falou. Perguntei se tava indo pra downtown e se ele poderia me avisar quando chegasse a minha parada. Tudo certo, me mostrou dentro do ônibus ainda a rua que eu tinha que ir e tudo. Cheguei sã e salva. Mas tinha mais 2 ônibus pela frente. Antes de pegar o próximo, perguntei onde ficava a parada e em qual sentido eu tinha que pegar pra ir pro shopping. A moça me disse: volta pela Main St e depois dobra à esquerda. A parada é na esquina da Main St com a Saint Paul. Ótimo. Entendi tudo. Merda, uma esquina de novo. Mas se eu chegasse até lá eu descobriria. Quando eu vi, sai na mesma rua que eu e o Gus tiramos foto quando ele tava aqui (pausa aperto no coração, saudade do Gus). Mas cheguei na esquina aquela. Mas em downtown as paradas tem mapas e tem a lista dos ônibus que passam por ali. Olhei na parada da Main St e vi que o 24 não passava ali. Me fui pra parada da Saint Paul. Lá estava ela. Perguntei só se eu tava no sentido certinho pra ir pro shopping, e disseram que sim. Ok. To achada, tranquila, com meu mp3. Agora é só esperar. E esperar. Esperar. Descobri que, quando to ansiosa, passo todas as músicas do mp3 e nenhuma é boa. Descasquei meu esmalte. Mais músicas ruins. Espera. Espera. 40 minutos depois chega o ônibus. Cheio né? Não só porque as pessoas ocupam muito espaço, mas porque um ônibus que passa num intervalo maior do que 40 minutos não pode ser vazio. Peculiaridades dos ônibus. Na frente do ônibus tem um porta-bicicleta. Se tu faz uma parte do teu trajeto de bike, tu entra no ônibus, estaciona a tua bike no pára-choque no ônibus no porta bici e depois pega ela no desembarque. Muito bacana. Só acho que paga um pouco mais. O ônibus custa 1 dolar, e tu paga que nem nas máquina de refri, só coloca a nota numa máquina que fica do lado do motorista. Tem gente que tem um cartão que passa nessa mesma máquina, mas não sei direito como funciona. Muita gente muito grande. Maioria negros e todos pobres. Tinha horas que eu segurava minha bolsa mais forte de tanta gente e de medo das figuras. E muitos sem dente. Uma consequencia que eu já tinha me dado conta. Come doce e gordura demais, dá nisso. Perdem os dentes ou ficam com os dentes muito careados. Na ida de downtown pro shopping uma mulher perguntou pra mim quanto tempo levava pro ônibus chegar na MCC. Logo pra mim. Depois, dentro do ônibus, vi que esse lugar é a cadeia aqui de Rochester. Dai uma outra mulher deu informação. Quando chegou a parada da tal MCC alguém disse: É aqui a mais perto da MCC? E o ônibus ficou vazio. Todo mundo desceu nessa parada. Nesse ônibus eu tive a sorte que o motorista narrava as paradas, nem tive que me preocupar. Depois, antes de descer, aproveitei a simpatia e perguntei onde que eu pegava o ônibus pra voltar. No mesmo lugar. Blz. Já tinha ido a downtown, chegado no shopping e sabia como voltar. Agora posso fazer minhas coisas bem tranquila. Só que eu não tinha o horário que o ônibus passava, então fui pra parada quando terminei minhas coisas e pronta pra esperar uma hora. Sentei no banquinho e liguei o MP3. Sem bateria. A pessoa fica passando as músicas freneticamente e quer que a bateria dure. Que que eu podia fazer? Esperae. 10 minutos o ônibus chegou. Nem acreditei. Quando chegou perto de casa, eu puxei a cordinha, que fica na janela, para descer. Mas eu vi que desci na parada errada. Tinha outra que era mais perto de casa. Aquela mesma parada que eu fiquei uma hora esperando o ônibus e desisti porque achei que tava na parada errada.
E hoje tem aniversário! Sarilete, beijo grande e tudo de bom!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

comida grega

Hoje na minha aula a gente teve comida grega. Eu não sabia direito o que pedir. Achei uma lá que tinha massa e carne e dizia que era típico grego. É esse. Vinha com salada e batata frita. Acho que não tão tipicamente grego assim, né? Mas eu não gostei muito não. Não foi que nem a comida tailandesa que eu não consegui comer. Era tipo uma lasanha de massa pene, com carne moída e pure de batata por cima. Nada demais. Tinha um pãozinho que vinha junto, tipo um pão sírio, mas mais grossinho. Bem gostosinho. Mas era mto carboidrato junto. Faltou um molhinho a mais.
Depois da janta a gente assistiu o curioso caso de benjamin button. Eu já tinha assistido antes e tinha tido a mesma sensação. Esse filme me dá uma nostalgia imensa. Começo sentindo falta do Gus na parte que eles moram na casa (não quero entrar em muitos detalhes por causa de quem ainda não assistiu). Depois eu não sei por que, quando eu vejo, já estou pensando de como era minha vidinha em Porto Alegre e como eu quero essa vidinha de volta. A sensação que eu tenho é de que o tempo parou. Que eu vou voltar pra casa e o tempo vai voltar a andar. Pra mim ainda estamos no primeiro semestre de 2009. Parece que eu estou num tempo paralelo. As coisas aqui acontecem, mas depois eu vou recuperar todo tempo que passou lá em casa. É meio doido, mas é assim que eu to sentindo. Além de toda a saudade e todas as coisas boas que estar em casa traz por si só, eu ando com uma curiosidade de saber como é voltar pra casa. Em 6 meses as árvores crescem, as ruas trocam de mão, a cidade faz obras, muita coisa muda. Será que eu vou me sentir em casa? Tem essa também. Mas as vezes eu fecho os olhos e consigo lembrar cada cantinho da minha casa, mas será que eu vou achar estranho quando eu voltar? Os aniversários de final de julho já começam a aparecer no orkut. Achei que esses dias nunca iam chegar. Mas tá chegando, a hora de voltar pra casa está chegando.

domingo, 5 de julho de 2009

4 de julho

Ontem a gente foi assistir aos fogos de artifício do 4 de julho. Foi num parque em um dos subúrbios de Rochester. Era um parque grande onde as pessoas acamparam todas de um lado, com cadeiras, cobertores no chão, essas coisas, e do outro estava tudo armado para os fogos. A gente chegou lá era tipo 7 da noite e os jogos não começam antes de anoitecer completamente, o que tem acontecido geralmente depois das 9 da noite. Enquanto o foguetório não começava, a gente deu uma volta no parque. Muitas barraquinhas de comida, uma bandinha que tocou umas músicas clássicas, o hino dos EUA, e que tinha um locutor um tanto desinformado. Ele disse que eles iam tocar uma música pra lembrar o carnaval, transformar o parque no Rio de Janeiro, e terminou a frase dizendo, onde quer que isso seja. Pausa dramática. Por que uma pessoa fala em público de uma coisa que ela não sabe? Não sabe mesmo! Porque a música não tinha absolutamente nada de carnaval, e pra que falar no Rio de Janeiro se tu não sabe onde é que fica? E deu o azar de eu e a Naira estarmos lá e as duas entenderem o que ele falou. Locutor perdeu excelente oportunidade de ficar bem quietinho.
Depois disso, vimos que tinha uma quadra em que eles estavam jogando bocha! Sim, a mesma bocha que a gente, a não ser pela cor das bolas. Prateadas contra douradas, mas pelo que vimos, o princípio do jogo é o mesmo.
Depois de darmos a volta pelo parque, vermos as crianças brincando e jogando futebol americano pelo gramado, voltamos pra onde tinhamos armado nosso acampamento. Tava frio e um ventinho gelado. Mas tava todo mundo super contente que não estava mais chovendo, porque choveu a semana inteira. Ficamos lá deitadas, tapadas de cobertor esperando os fogos, mas o show começou ainda antes. A lua nasceu e começou a dar um espetáculo. Eu estou convencida de que a lua é maior aqui do que em Porto Alegre. É super bonito de ver. Tirei mil fotos. Depois disso começou. Todo mundo de pé. Toca o hino e depois todo mundo sentado de volta. Foi mais ou menos meia hora de fogos. Não tem como explicar de tão lindos. Ainda vendo deitada na grama, olhando pro céu, parecia que eles iam estourar em cima de ti. Foi muito legal, sem explicação. As crianças adoram! Se enfeitam todas com pulseiras brilhantes, com colares das cores da américa, fazem a maior festa. Fora as músicas tradicionais, que pelo que eu entendi, falam de guerra e das pessoas que morreram pra que hoje eles tenham um país livre. As crianças sabem todinhas de cor. Ficam cantando enquanto o céu vai sendo coberto pelos fogos. E tudo isso vocês acham que foi por causa de quê? Eu tô em dúvida ainda. Acho que metade foi por causa do aniversário do Seu Danilo, o pai do Gus, e a outra metade é porque foi ontem faltou exatamente um mês pra eu voltar pra casa! E eu acho que a saudade deve tá grande pelo lado de lá também. Os últimos comentários nas minhas fotos é de que eu estou mais bonita, mais magra. Que nada! Isso tudo é saudade.

sábado, 4 de julho de 2009

cerâmica

Um dia desses, no almoço, uma funcionária da universidade, que é minha amiga, me falou que fazia cerâmicas, que ela gostava, mas que tinha começado muitas peças e não tinha terminado. Eu comentei que adoro esse tipo de coisa, e ela disse que ia me convidar pra fazer cerâmica com ela um dia. E o dia foi ontem. Ela me busco aqui em casa e, no caminho, deu uma paradinha na casa de uma amiga que há muito tempo não via e que precisava entregar alguma coisa. A casa da amiga é a área de um sítio e todo ao redor da casa e da cerca tem corações vermelhos de madeira (mas eu sou bem bocó que não tirei foto! agora que me liguei) E entrando no sítio tem uma imagem de São Francisco de Assis e várias estátuas de jardim de cachorros. Quando a gente chegou perto da casa, as coisas fizeram mais sentido. Ela tinha uns 12 ou 13 cachorros, uns 6 gatos, várias casinhas de passarinho e 3 cavalos.. Ela é uma amiga dos animais. Ministra da igreja católica aqui (não sei se ministra é o nome, mas traduzindo é ministra) ela adota animais que são abandonados por diversos motivos, tem alguns que sofreram acidente, que ela cuidou e hoje estão bem. Tinha uma sem uma patinha, coisa mais querida. Os gatos ela alimenta aqueles que vão até a casa dela e todos os cavalos de competição que sofrem acidente, ou que não servem para serem treinados e iriam ser sacrificados, ela pega e cuida. Ela é uma pessoa super extrovertida e meio frenética, bem engraçada. Nos convidou pra entrar na casa, e olhando para o teto, vi várias assinaturas de amigos e pessoas que ela conheceu de vários lugares do mundo. E como que as pessoas escreveram no teto? Subindo em mesas e cadeiras. O teto já estava cheio, mas ela tinha um espaço na parede e eu assinei: So nice to meet you! Gabriela, Brazil, Rio Grande do Sul 07/03/09. Enquanto eu assinava, ela me trouxe um ursinho de pelúcia branco e disse que era um presente da américa pra mim. Que me trouxesse boa sorte, algumas outras coisas que eu não entendi completamente, e principalmente muito amor. O ursinho tem um coração vermelho no pé, e isso explica mais muita coisa. Essa mulher acredita que o mais importante na vida é a paz e o amor. E isso explica porque na casa dela tem tantos corações vermelhos. Foi muito bacana conhecer ela. Muito figura!

Depois dessa parada, a gente foi pra cerâmica. Eu não tenho certeza se é cerâmica ou porcelana. Mas a gente coloca uma massa num molde, espera secar, pinta, coloca num forno, pinta de novo e assa mais uma vez. Ela tinha mickeys, anjos, gatos, pratos, tinha mesmo de um tudo! Eu fiz os acabamentos de algumas peças e depois pintei outras. Nossa, é isso que eu quero fazer quando eu crescer. A chuva caindo lá fora, eu trabalhando nas peças, tomando uma taça de vinho. Foi muito relaxante! E ganhei carta branca ainda, poderia pintar do jeito que eu quisesse. Não teve outra, taquei logo duas estrelas no vaso, muito azul e lilás.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ice age 3

Ontem eu fui cinema assistir a era do gelo 3 em 3D. O filme é bacana, mas também muito mais aventura do que normalmente. O 3D foi bem abaixo das minhas expectativas. Acho que a tela tinha que ser maior pra ser melhor. E depois a gente foi pra um café em downtown porque era véspera de feriado (hoje é feriado aqui por causa do 4 de julho que é amanhã). O nome do café é spot. Abre as 6 da manhã e fecha meia noite. É um lugar grande, estiloso, cheio de sofas, tem uma lareira e muita gente vai lá pra conversar, trabalhar (tem wireless lá), ou só pra dar uma volta mesmo. Tem muito boa música também, como a maioria dos lugares aqui. A gente sentou em nos sofás e ficamos conversando. O lugar é muito bacana, pena que é longe. E eu desesperada pra saber do jogo, né? Isso tudo foi na hora do jogo do grêmio. E pensei 20 vezes antes de decidir se eu ia, mas se eu perdesse essa companhia pra assistir o filme, sabe-se lá se eu ia conseguir outra. Dai depois do filme mandei msg pra minha mãe pedindo pra ela me dizer como tava o jogo. Daí fui pro café, né? Assim. Eu acreditava, achei que o grêmio tinha jogado bem em minas, mas sem ninguém pra colocar a bola na rede efetivamente. Mas achei que se tivesse oportunidades de bola parada, o grêmio teria mais chances. Não deu. Eu sempre fui contra esse história de torcer pelo rival pra que o nome do Rio Grande do Sul seja conhecido pelo mundo. O caramba! Eu sou gremista e não torço pro inter. Ponto. Mas acho que diante dos fatos, nada melhor do que ficar bem quietinha. Um abraço pra gauchada, dias melhores virão!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

o último mês

Cheia de novidades. A primeira é que comi carne! Carne de verdade. E sabe com qual acompanhamento? Arroz e feijão! To com sorriso de orelha a orelha. Ontem mandaram email dizendo que o menu da janta da minha aula hoje era comida mexicana. Mandaram o cardápio do restaurante e falaram pra cada um escolher um prato. Eu olhei tudo e não conhecia bem quase nada daquilo, mas achei um que o nome era steak cheese. Dizia que vinha bife grelhado com arroz e feijão. Eu duvidei, mas pedi esse sem questionar. E hoje chegou. Arroz meio vermelhinho e feijão parecia passado no liquidificador. Mas era arroz e feijão. Pra mim já tava bom assim. Até que eu abri a outra martitex. Um bife enorme com molho de queijo e cebola. Quase chorei de felicidade! E não era nada muito apimentado, perfeito! Comi tudo! E era um monte, mas raspei o prato que nem se dizia quando eu era pequena.

Hoje eu recebi notícias de uma pessoa muito especial e que eu seguidamente me lembro. O Natanzinho! Meu paciente do estágio de pediatria. A coisa mais querida desse mundo, com problemas bem sérios de saúde e que desde que nasceu, nunca saiu do hospital. Ele tinha um ano na época e peso e altura de recém nascido. Mas sempre sorridente, coisa mais querida do mundo. Soube hoje que ele continua no hospital e que a mãe, adolescente, abandonou ele. Assim que eu colocar meus pés no clínicas de novo, eu vou lá visitar ele. E eu tenho certeza que ele vai ser adotado por uma pessoa muito bacana que vai dar a ele todo amor e cuidado que ele precisa. Mas disso eu não tenho dúvidas!

A outra coisa é que hoje eu virei a página do mês do calendário pela última vez aqui em Rochester. Ai, eu achei que esse dia nunca fosse chegar! Último mês aqui, dá a impressão que vai passar mais rápido, e ao mesmo tempo eu penso em todo o tempo que já passou. E agora eu já me sinto em casa aqui, mas tudo que eu quero é voltar pra minha casa.

E do fuso horário da Itália, já é aniversário do Gus. Preparei uma surpesinha improvisada pra ele aqui, mas ele tá estudando pra uma prova, não sei quando vou poder mostrar pra ele. Que ele seja muito feliz sempre e que cada vez seja com menos saudade. Feliz aniversário, meu amor.