Ontem tava chovendo por aqui. Nos finais de semana, os metros mudam o trajeto e eu não sabia. Peguei 3 metros pra ir no Museu de História Natural e nenhum me deixou onde eu queria. Desci onde consegui e caminhei da rua 59 a 81, mas nessa hora ainda não tava chovendo. Uma fila imensa pra comprar o ingresso e eu finalmente entro no museu. O museu é péssimo. Eu gosto de museu de arte e lá tem uns animais empalhados e umas coisas de dinossauro. Um saco. Fiquei muito indignada de ter caminhado tudo e chegado lá e não gostado. E o pior que todo mundo gosta. O lugar é gigante, mas eu passei uma hora lá e pra mim foi além do suficiente. Sai de lá tava a maior chuva do mundo e a fila pra entrar no museu, maior ainda. Tentei um taxi, mas é claro que não deu. Pra ir no museu metropolitano tinha que atravessar o central park, dai fui caminhando, na chuva, mas era melhor do que ficar parada esperando o taxi. Eu me molhei igual. Cheguei no metropolitan museum decidida: se tiver fila grande eu volto pra casa. A fila tava bem aceitável. O preço sugerido dos museus era 12,50 pra estudante e 20 respectivamente. Eu paguei 5 dolares em cada. Tá de ótimo tamanho. O primeiro foi dinheiro colocado fora, mas o segundo. O metropolitan museum tá competindo com o MoMA entre os melhores que eu já fui na vida. Mas ainda acho o MoMA melhor. No metropolitan eles recriam peças de casas dos anos 1800. Nossa é lindo. Perfeito. Eu andava pelas salas devagarinho porque parecia que era uma casa de verdade a qualquer momento o dono da casa ia acordar e ver que eu tava ali. Muito bacana.
Hoje, segunda acordei cedo e fui correr no central park. Eu que sempre sinto dor nas orelhas quando corro na rua, não senti nada. Senti só a endorfina no meu sangue e a gratidão de ter a oportunidade de viver tudo isso. Depois fui no museu de cera. Caro, mas animal de bom. Tirei umas cem fotos. Eles tem o Pelé e o Airton Senna lá. Michael Jackson, Obama, os Backstreet boys e o Leonardo DiCaprio, meus sonhos de adolescência! Dentro do museu, tem uma parte que é um túnel do terror, tem um monte de ator tentando te assustar, mas tinha um que mexia na ponta do meu cabelo, que só de lembrar me dá arrepios! Morri de medo, mas fui. Depois do museu, fui almoçar no Saho, um bairro chique bem downtown. A gente foi num restaurantezinho australiano muito bacana. Comida deliciosa, saudável e nada de absurdo de caro. Dividi com a minha amiga um hamburguer e uma salada. Super gostoso mesmo. Depois passei por umas lojinhas que tinha algumas coisas não muito absurdas pra comprar. Mas voltei pra casa logo porque tava calor demais e eu tava com uma dorzinha de cabeça. No caminho comprei flores pra minha amiga em agradecimento por ela ter me hospedado todo esse tempo.
Um comentário que eu quero fazer é sobre a moda por aqui. Óculos com armação tipo do super homem, largas e quadradas estão em alta, todo mundo usa. Outra coisa são as saias curtíssimas e a cintura alta. Daqui há alguns dias isso vai tá com tudo no Brasil. Depois me digam se eu não estava certa.
E começa a bater a depressão pós NYC. Aqui é tudo tão bacana, tão legal, essa cidade é tão bonita, tem sempre tanta coisa legal pra fazer. Voltar pra realidade é sempre difícil. Da outra vez que eu vim, quando eu voltei pra Rochester eu senti isso também. Mas agora eu to voltando pra casa, ta todo mundo ansioso me esperando, eu risquei os dias do calendário por seis meses pra que esse dia chegasse, e agora eu to com depressão pós NYC? É uma sensação muito esquisita, mas eu acredito que assim que eu vir todo mundo de novo, isso tudo vai passar, vou me sentir em casa de novo e feliz. Devo escrever alguma coisa do avião (ajuda a passar o tempo), mas provavelmente minhas próximas palavras serão diretamente de Porto Alegre! Eu to voltando pra casa. E a minha ficha insiste em não cair. Que eu viaje com Deus.
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