Depois de quatro semanas, eu tenho um celular! Ai que saudade de um celular. Nem que seja pra olhar a hora. Ele tem câmera, mp3 e é rosa. Comprei pela internet e hoje, quando chegou, eu tive que ligar pra operadora pra habilitar. Eu não curto muito esse negócio de falar no telefone em inglês porque é muito mais difícil, mas, no folder que chegou com o celular, dizia que era só ligar praquele número, digitar uma senha e tava tudo funcionando. Então vamos lá. Liguei e começou a me dar opções. Mas não era só digitar a senha? Dai eu desliguei e liguei de novo. De repente, porque era a primeira vez, podia ter dado alguma coisa errada. De novo as opções. Eu até entendia o que ela falava, mas ela pedia pra eu falar o número da opção que eu queria. Eu não vou falar com uma máquina! Muito menos em inglês! Esperei pra ver se não tinha como digitar o número da opção que eu queria. E não tinha mesmo. Tive que conversar. Que vergonha. O atendimento deles pelo telefone tem sensor de voz, que nem alguns celulares que tu diz o nome da pessoa e o celular liga direto. Enfim, to com celular, ta funcionando direitinho, e perdi o medo do ridículo de falar com o atendimento automático.
Hoje foi quase verão aqui em Rochester. Maior calor! 16ºC. Sério, isso é bem quentinho. Sai com metade das roupas que geralmente eu uso pra sair de manhã e vi muita gente de short e camiseta pela rua. Tava muito agradável. Só que com bastante vento. Mas tava muito longe dos frios que já passaram por aqui.
Acho que esse clima veio pra combinar com o clima das pessoas por aqui. A próxima semana na universidade é o spring break, que é umas férias. Uma paradinha de uma semana nas aulas, mas só nas aulas. O meu trabalho não tem paradinha nenhuma. Hoje na hora do almoço, vi uma galera saindo de mala. Me deu uma certa inveja. Todo mundo voltando pra casa. Me deu vontade de ir também. Me deu vontade de ir no Cerilo tomar uma polar no final de tarde, vontade de pegar o T7 e tá no iguatemi. Vontade de ir pra Torres com meu pai pescar. Ir a pé até a fabico falar coma minha mãe. Vontade de tá em casa. Aqui é tudo muito bom, todo mundo muito educado, mas não é casa. Não to reclamando, acho que to me sentindo muito mais em casa do que antes. Mas não tem como a casa da gente.
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Vontade de te ver sentadinha na frente da minha mesa: contando uma novidade, indignada com alguma coisa, com vontade de comprar uma porcaria inútil, com vontade de fazer bronzeamento artificial, me contando a contabilidade do mês e os planos que mudam todo o dia! E mais saudade ainda do abraço, da despedida, das recomendações praquele dia e dos avisos de cuidado, inclusive pra atravessar a rua e não comer coisas com caroço (é perigoso qdo se está sozinha em casa! MUITO PERIGOSO!) Te amo guria e logo vamos matar a saudade!! Mãe
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