Nossa, muita coisa pra contar. Vou começar contando que esperei no saguão da empresa aérea das 2h30 até às 5h20 pra fazer o check in. Cansada, com sono, mas estava tocando umas músicas bem boas lá e foi lá que eu terminei o livro, da vida sexual da mulher feia. Como lá eu conseguia acessar a internet, fiquei esperando uma tomada pra plugar o meu note e passar tempo na internet. Só tinha lá no portão de embarque só tomadas estranhas! Com três pinos =/ Daí fiquei lá sem nada pra fazer, cansada e com sono. Meu estomago meio revirado com as mudanças todas de horários e comidas, de repente queria um sanduíche. Um sanduíche simples. Procurei nas lojinhas de comida da sala de embarque e encontrei primeiro sanduíches enormes! As barras de cereal do tamanho de pelo mesmo três das nossas. Tudo muito grande! Daí encontrei um sanduíche de pão preto, alface, tomate, queijo e peito de peru. Sério, a minha cara de felicidade deve ter sido maravilhosa, mas só durou até o momento que eu vi o preço. Era exatamente do tamanho dos sanduíches de pão de forma que a gente faz e custava 8,29! E do lado tinha um quilo e meio de batata frita a 1 centavo como sempre! É muito indignante. Mas eu não me entreguei! Não comprei porcaria! Comprei um pacotinho de maçã desidratada por 2,48 só pra não comer aquelas porcarias, muito menos pagar aquele absurdo do sanduíche.
Daí eu fiz todo esse esforço, pego o avião para rochester, e o lanche deles advinha o que? Batata frita! Podia escolher, normal ou azul. Me vê então logo essa azul! Depois de comer maçã seca pra não comer porcaria, que eu coma gordura e corante logo de uma vez!
O vôo NY Rochester foi bem curtinho, e logo já dava pra ver aquelas casas com o pátio e o telhado branquinhos. Casas bem típicas, cidade com pouquíssimos prédios e extensa, mas não é grande. Tem jeitinho de cidade do interior, eu acho né? Hehehe O aeroporto é muito pequeno! E quando sai com as malas, coloquei todas as roupas que eu tinha mais a mão e ainda assim era frio! Mas frio mesmo! De doer os ossos. Isso que tinha sol ainda. Mas depois de 2 minutos já entrei no carro e foi passando. O pessoal disse que a previsão pra essa semana é de temperaturas positivas, disseram que eu trouxe o verão.
Fui pra casa do meu chefe que mora afastado do centro, numa casa bem legal, bem típica também e ele e a família me receberam muito bem! Almoçamos e depois fomos dar uma volta de carro pela cidade. Me mostraram a universidade e o lab. O lab não tem nada nem parecido com qualquer coisa que exista no Brasil. Meu queixo ta no chão até agora. Já a universidade é linda, limpa e organizada. Tem estátuas, gramados cheios de neve, nossa é um sonho!
Depois disso voltamos pra casa e conversando descobri que todas as tomadas aqui são desse jeito bizarro e que eu precisaria de um adaptador. Até conseguir um, nada de computador. E como a cidade é espalhada, não dá pra fazer tudo a pé. Então isso seria complicado de encontrar.
Finalmente, depois de 32 horas, dormi na horizontal. Não me mexi a noite toda. Dormi que foi um anjo.
Na segunda eu já comecei no lab. Eles fazem uns treinamentos sobre segurança em laboratório e manejo com animais. Coisas bem simples, mas que todos que trabalham com isso tem que fazer. Além disso tive que fazer meu cartão de identificação da universidade e ir no departamento internacional da universidade avisando que eu cheguei. Para ir de um prédio para o outro tive que passar por alguns daqueles gramados. Sempre com muita gente passando, parece que tu ta dentro de um filme. As vezes parece que não sou eu que to aqui, hehehe é muito longe, muito diferente. Tem cara, cheiro e jeito de EUA tudo aqui. É muito legal pra ta acontecendo comigo.
Ta mas esse dia eu passei resolvendo essas coisas dos treinamentos e dos documentos e às 16h eu fui pra minha casa, fiz check in e tem coisas boas e algumas chatinhas. O apartamento é um pouco menor do que o de porto alegre, não é 2 minutos e sim 10 ou 15 minutos a pé do lab, tem uma calefação excelente, não tem internet e tem telefone. O balanço é positivo. O quarto é bom, tem vista boa (quarto andar também). Depois de largar as malas, fui num mercadinho que tem aqui perto. De novo tudo muito grande e tudo tu tem que olhar com calma porque são marcas desconhecidas e muita coisa tu não sabe direito do que que se trata. Comprei pão, leite, um travesseiro e dois cobertores fininhos e voltei pra casa. Quando cheguei aqui, um silêncio profundo! Que coisa mais esquisita que é o silêncio que tudo tem aqui. Na casa do meu chefe já tinha percebido como era silencioso lá, mas achei que era porque é mais afastado, mas não! Todo lugar é muito silencioso. Um pouco eu acho que é por causa da vedação das janelas pra não fugir o calor da calefação, mas algo muito diferente.
E imagina então, sozinha, no inverno, sem computador, porque estou sem o adaptador ainda, conseqüentemente, sem internet no silêncio sem nada que fizesse barulho. Um rádio, uma TV, nada. Nossa, foi meio ruim. A sorte que o Gus me ligou, eu comi alguma coisa, tomei banho e a gente ficou se falando até a hora de eu ir dormir. E a vizinha começou a fazer barulho depois também. Então melhorou, mas silêncio total foi meio assustador.
Dormi bem de novo, e acordei cedo hoje sozinha de novo. Fui pro lab a pé e é pertinho. Quase todo o caminho eu faço por dentro do hospital que tem calefação, então é bem tranqüilo. Hoje não teve sol, mas achei o dia quente hehehe. Sério, eu vi gente de manga curta, e não era dentro de prédio, era na rua. Cheguei no lab e peguei meu adaptador que meu chefe achou em uma loja a caminho da casa dele e comprou pra mim e finalmente religuei meu PC. Liguei pra um serviço de internet daqui pra pedir internet pro meu quarto e para colocar wireless curta 79 dolares mais 35 dolares por mês. Fiquei de cara! Mas o que eu vou fazer? Sem internet eu não sobrevivo! Fiquei de ligar no outro dia e ver preços pra internet com cabo. Terminei todos os treinamentos do lab que eu preciso realizar para começar a trabalhar com os animais e depois fui jantar em um restaurante indiano com meus colegas de lab. Foi bem legal. E quando cheguei em casa finalmente liguei o pc e achei um sinal de wireless pra usar. Graças a Deus! Daí as coisas melhoraram bastante! Já coloquei Maria Rita pra tocar e as coisas ficaram mais animadas.
Vou ser bem sincera, eu subestimei a coisa. As coisas não são tão fáceis assim. Precisa se adaptar, precisa se acostumar, precisa de tempo. Tenho tudo a meu favor, as coisas estão caminhando super bem. Tenho um lugar bom pra morar, um bom lugar para trabalhar, pessoas me recebendo bem, um telefone, mas é um lugar diferente, onde tudo é diferente e que eu vou precisar me acostumar. Tenho certeza que é questão de tempo, então é deixar o tempo passar.
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O tempo é o melhor remédio. Logo logo tu vai estar adaptada e qdo voltar pra jacinto gomes vai sentir saudades desse silêncio daí :P
ResponderExcluirAqui tb precisamos nos adaptar, não ao silêncio, mas a ausência :( Te amo guriazinha!!