sexta-feira, 24 de abril de 2009
social security number
A universidade não vai te pagar nenhum centavo se tu não tiver o social security number. Então é pra já! Não posso perder essa bolsa. O social security númber é tipo o cpf deles aqui. Precisa pra tudo, pra abrir conta em banco, contratar serviços de telefone, essas coisas. Peguei um formulário que eles pedem pra gente preencher e a minha pastinha que tem todos os documentos que eu precisei desde o primeiro contato pra eu vir pra cá. O endereço desse escritório, pelo que eu entendi pelo mapa do google era em downtown. Consegui a tarde de folga pra resolver isso e eu e o Gus pegamos um taxi e lá fomos nós. O taxi caro pra burro! Mas que que eu podia fazer, não sabia onde era, quanto tempo demorava, e fechava as 15h, não podia ratiar. Chegando lá, um prédio luxuoso, 14º andar, bem jóia. Eu tava nervosa. Tudo que envolve esses documentos eu fico nervosa. Cheguei e tirei uma ficha, o Gus, tri otimista, sentou e pegou o mp3 pra ouvir. Bah, será que eu vou demorar tanto assim, minha ficha era a próxima. Daí não demorou 10 minutos, me chamaram. Entreguei os documentos que pedia naquele formulário que eu já tinha preenchido e fiquei esperando. A mulher revirou aqueles documentos de cabeça pra baixo, acho que ela não tava muito familiarizada. Daí ela me perguntou: Trouxe a carta do sponsor? Claro que não! Não dizia nada ali, como que eu ia adivinhar. Mas na minha pastinha de documentos tinha umas 5 ou 6 cartas da universidade, do meu chefe, tinha carta pra todos os gostos. Puxei umas três ou quatro e entreguei pra ela: Essas aqui? Exatamente essa! Ela digitou mais umas coisas, perguntou mais umas coisas pra colega dela. Em 10 minutos eu assinei um papel e ela disse que em duas semanas eu vou receber o documento em casa. O primeiro contato com o serviço público americano foi muito bom. Tudo limpo, organizado, tudo bem primeiro mundo.Saindo de lá, eu e o Gus fomos achar um ônibus que viesse pra universidade, porque outro táxi aqui não ia dar. Perguntamos e vimos que tinha um ônibus de linha que deixava pertinho de casa. E pra pegar o ônibus a gente acabou dando uma caminhadinha em downtown. Era hora do rush, e ninguém na rua! Eu e o Gus até brincamos: Igualzinho a New York, né? Carros andando tranquilamente, poucas pessoas andando na rua, ritmo de cidade do interior. Pegamos o ônibus e a maioria dos passageiros era de negros. Custa um dolar. Nos deixou bem no caminho de casa. Hoje a gente foi pra casa pela rua! Fez 28ºC positivos com sol e sem vento em Rochester. Sendo que lá por quarta fez 4ºC de manhã. Dá pra acreditar? Coisa mais boa esse verãozinho! A previsão é que continue assim pelo menos até segunda.Chegando em casa, o Gus terminou de arrumar as malas, a gente assistiu um pouquinho de tv juntos, e pegamos o taxi pro aeroporto. De todas as nossas despedidas, essa foi com certeza a mais difícil. Sair do aeroporto sozinha, voltar pra casa e lembrar do Gus em cada cantinho do quarto, que já não é muito grande, lembrar de todos os fast food que a gente foi, lembrar de todas as vezes que a gente deu risada... Já não era fácil antes, agora fica ainda mais difícil. Uma sensação ruim de coração apertado com vazio. Mas vai passar. A gente ta otimista que vai passar rápido, dai a gente vai pra Porto Alegre, ficar juntinho de novo, e aproveitar o bom e velho inverno em casa. Há de passar rápido!
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